Perseverando, nas listas

2010 fevereiro 6
tags: ,
por fabriciopontin

Este blog não irá acabar, ainda que os comentadores estejam desaparecendo e minha rotina esteja tratando de me colocar na linha da vida adulta – que geralmente significa deixar coisas de lado e focar blah blah blah.

Mas, eu quero manter a via de contato com o pessoal. Tenho um outro post engatilhado para esta semana, prometo. O próximo mais significativo – ouso dizer o mais significativo da história deste blog. Mas isso vocês vão ter que esperar.

Não para de nevar em Carbondale, minha cabeça tá explodindo e pela primeira vez eu realmente considero a hipótese de ter trabalhado demais em uma semana. Quem me conhece sabe a gravidade da consideração.

Ok, listas.

5 melhores primeiras músicas de lados A (ficou famosa pelo High Fidelity). Eis as minhas:

1) Sunday Morning , do Velvet Underground and Nico

2) Teenage Riot, do Daydream Nation

3) Gloria, do Horses

4) Drive, do Automatic for the People

5) (I can’t get no) Satisfaction, do Out of Our Heads

E a honorária:

[0]) Tangled Up in Blue, do Blood on the Tracks

Introduzindo os Estados Unidos

2010 janeiro 27

Antes de mais nada:

Dictionaries have been removed from classrooms in southern California schools after a parent complained about a child reading the definition for “oral sex”.

Os mesmos pais solicitaram a remoção do sexo da criança, pelo visto.

Merriam Webster’s 10th edition, which has been used for the past few years in fourth and fifth grade classrooms (for children aged nine to 10) in Menifee Union school district, has been pulled from shelves over fears that the “sexually graphic” entry is “just not age appropriate”, according to the area’s local paper.

Por favor, vejam o jornal da área (no link). Agora digam, quem é que é culpado de conteúdo inapropriado? O Webster, ou o design gráfico do jornal?

The dictionary’s online definition of the term is “oral stimulation of the genitals”. “It’s hard to sit and read the dictionary, but we‘ll be looking to find other things of a graphic nature,” district spokeswoman Betti Cadmus told the paper.

Na realidade, a Betti Cadmus esqueceu de mencionar que qualquer livro sem figurinhas ilustrativas de anjos é difícil de ler. Mais ainda, ela esqueceu de mencionar que último livro que ela leu foi o pequeno príncipe, e ela tinha ficado horrorizada que a rozinha não tinha se convertido ao cristianismo ao final da fábula.

Claro, bobagem minha indicar que isso é coisa de gente religiosa. Existem exceções blah blah blah. Que seja.

No fim das contas, este país estragou completamente minha tolerância com este tipo de gente. Estes macaquinhos de circo que querem “proteger” os próprios filhos (e os teus também, não te engana) de conteúdo “obsceno”. Quem decide, mesmo? Uma tia velha do sul da califórnia que não consegue convencer o marido à tocar ela tem vinte anos? Que expulsou a filha de casa quando descobriu que ela tava namorando com o quarterback no banco de traz do carro? Que entupiu o filho de remédio quando, aos oito anos de idade, ele se comportou como um guri de oito anos de idade?

Claro, obsceno é ensinar o dicionário na escola. Imagino que ensinar a bíblia não tenha nada de errado.

Imagino que a cena da crucificação de um jovem com detalhes mórbidos acerca das chicotadas não tenha natureza gráfica. Nem a fábula de um deus que manda um maluco matar o próprio filho para depois seguir com o “foi mal aí”.

Tem um camarada, um pastor, na matéria da Guardian, foi na mosca:

“You have to draw the line somewhere. What are they going to do next, pull encyclopaedias because they list parts of the human anatomy like the penis and vagina?”

Para mim, a pergunta é mais importante: para que desenhar uma linha em qualquer lugar? Se teu filho tá lendo um livro obsceno, vai falar com o guri e não proibir o livro. Porra, não pode ser tão difícil assim desfazer o estrago em cinco minutos de conversa. Vai deixar o pirralho constrangido, é claro, mas francamente. Nada considerado obsceno pode fazer tão mal prum guri (ou guria) do que a literatura de quinta categoria da coleção vagalume que a gente teima em botar para a pirralhada ler.

Não que literatura tenha lá um grande fator emancipador. Acho que teve para mim, não vai ter para todo mundo – e ótimo. Nem todo mundo tem que ler livros, vive-se muito bem sem isso. Mas vamos lá: qualificar literatura de obscena eu até aceito, proibir leitura por isso? Ah não. Tirar dicionários de escolas? Porque não acabar, também, com a educação sexual?

Opa, pera aí.

Deixa para lá.

Quer enloquecer? Leia Husserl.

2010 janeiro 26
por fabriciopontin

External or transcendent perception is a constant pretension because it feigns to give the object completely in every appearance, and because here is always more (from the side of the object) to what I can mean. It does this because presenting consciousness is structurally coupled with a non-inquiry indicating that points mediately to other aspects of the object, that is, to “inner”or “outer” horizons of the object that are non-original. By inner horizons Husserl understands , for example, the back side, the top, or the interior of an object, say, a boulder. By outer horizons Husserl would understand other objects that form the backdrop of or surround the object in question, for example, the clump of trees or other boulders implicit in or at the periphery of my focus on the boulder. A horizon in general, as we will see, is understood as a nexus of referential implications.

HB:23

Meia hora traduzindo isso. E ainda não passei da segunda frase.

Trilha sonora para uma tradução, p.II

2010 janeiro 25
por fabriciopontin

Vale ler a letra da última (única que não é instrumental, de qualquer forma)

Downs explica o que aconteceu hoje em MA

2010 janeiro 20
por fabriciopontin

Então, depois de uma cambada de anos onde os Kennedys dominaram o cenário político no paraíso liberal chamado de Massachusetts, um senador republicano é eleito.

Calma, não é o fim do mundo.

Primeiro lugar, Massachussetts não precisa ser um referendo do governo Obama. Acabou virando um referendo do governo Obama quando o próprio resolveu emprestar capital político para uma candidata que já tinha detonado as próprias chances em uma campanha ridícula. Segundo lugar, foi uma eleição tranquila, com participação pequena, sem tumultos e que não causou comoções dentro do contexto de MA. Pelo menos comparado com, digamos, o cenário de 2000 ou mesmo da campanha do ano passado.

Mais ainda, MA não vai definir o plano de saúde. O plano de saúde já poderia ter sido aprovado umas quinze vezes – pelo menos o plano de saúde universal, já que algumas reformas (mínimas, constrangedoras para o país mais rico do mundo) passaram ainda no fim do ano passado. Os democratas não conseguem organizar a própria base, dominada por burocratas, os panacas do Moveon.org e os clintonianos testas-de-ferro. De alguma forma, os republicanos conseguiram nos últimos oito anos o que eu imagino ter sido o seu objetivo principal: corroer a malha dos democratas, que precisaram basicamente vender a alma para conseguir fazer política durante os anos Bush.

Mas eu estou divergindo do meu ponto principal. O ponto principal é: Downs, no Economic Theory of Democracy, explica o que aconteceu hoje em MA. Deixa eu primeiro lembrar o axioma para vocês:

iff (p[VpX+{-VpY}]+[D-{C}])>0, then Vote.

Lembrando que isso em lngua de gente significa que levando-se em consideração que

1) indivíduos são capazes de preferir um candidato ao outro

2) indivíduos são capazes de quantificar de forma articulada o quanto preferem um candidato ao outro

3) indivíduos tem custos para votar

4) indivíduos tem vantagens para votar

Somos capazes de inferir que um indivíduo é mais motivado a votar na medida que sua preferência por um candidato pode ultrapassar as desvantagens econômicas e sociais de ter que se mobilizar para votar.

Pois bem, vamos focar no aspecto [VpX+{-VpY}], ou seja, na determinação de vantagens e desvantagens.

Primeiro, isso presume uma colocação ideológica . Mas o que isso significa? Isso significa que indivíduos vão identificar sua preferência por um ou outro candidato baseados na sua capacidade de identificar diferenças materiais entre votar em um e no outro candidato. Digamos, individuo vai valorizar o voto em X na medida que for capaz de desvalorizar o voto em Y. Se eu prefiro X a Y apenas um pouco a possibilidade de eu me mobilizar para votar em X é muito pequena.

Deixa eu dar um exemplo pessoal. Para mim, a próxima eleição no Brasil é optativa. Minha situação nos Estados Unidos me permite justificar o voto sem maiores problemas. Pois bem. Hoje, dadas as alternativas, eu prefiro o Serra. Mas vamos colocar isso em perspectiva, eu gosto do Serra só um pouco mais do que da Marina e um tantinho mais do que da Dilma. Eu realmente gosto muito mais do Serra do que do Ciro. Em termos racionais, os custos de ir até Chicago para votar, arriscar perder aula, perder tempo útil que posso gastar traduzindo e pesquisando, não justifica uma viagem deste tamanho. Agora, me pergunta de novo se eu iria até Chicago para votar no caso de ser uma eleição entre Marina ou Serra e o Ciro? Digamos, em um segundo turno entre Marina ou Serra e Ciro, eu vou até Chicago votar, porque não quero ter que olhar para minha sobrinha no futuro e ter que dizer que me omiti em uma eleição destas. Esta eleição, como está, não me motiva em termos ideológicos a tirar minha bunda da cadeira.

Vamos transpor isso para o cenário de MA.

Temos uma candidata democrata, em um contexto onde quase todas as atuais demandas de saúde já estão garantidas em nível estadual (na realidade, o plano atual para os cidadão de MA é melhor que a proposta mais progressiva no painel do senado). Mais que isso a candidata tem o carisma de um xuxu, foi incapaz de sair para rua para entregar panfletinho e mobilizar a base. Mesmo o eleitor normal de MA, que apoia o Obama na casa dos 65%, não vai se motivar para sair e votar nesta mulher. Apenas os eleitores mais identificados com o partido democrata vão votar.

Agora, vamos virar o jogo:

Os republicanos tem um candidato folclórico. Candidatos folclóricos funcionam em qualquer contexto, porque eles motivam a base a se mobilizar. Olivio Dutra, Sarah Palin e Garotinho são bons exemplos. Eles falam alto para certas bases ideológicas que vão votar sempre que estes indivíduos aparecerem. Isso é porque eles valorizam estes fatores de forma tão exacerbada, que os custos materiais de votar são obliterados pela vantagem pessoal “votei no meu camarada Olívio!”. Em um contexto onde o voto não é obrigatório, estes candidatos tem ainda mais vantagens. Isso porque eles não vão arriscar que eleitores moderados sejam obrigados a comparecerem nas urnas. Em um contexto sem segundo turno, isso se torna ainda mais exacerbado.

Mas isso não é tudo.

Se o eleitor normal dos democratas é um centrista, o eleitor normal dos republicanos não é mais. Já foi. Até os anos Reagan, ouso dizer até os anos Clinton, a organização social da esquerda e direita americana era de puxar o adversário para a esquerda ou para a direita e situar-se ao meio. Todos os vencedores de eleições nos estados unidos, de Kennedy até Gore, se comportaram desta forma. Com o escandalo da eleição do candidato com menos votos em 2000, a maré virou.

Bush jogou os Democratas para uma esquerda deslocada, mas colocou a base do seu partido não ao centro – mas na direita. Vamos ao ponto: o eleitor normal do partido republicano sempre começa valorizando seu candidato de forma exacerbada. Esta estratégia te garante muitos votos em eleições que o público não reconhece como relevante. Historicamente, isso é o caso de eleições para o Senado na costa leste e o oeste (no mid-west e no mid-south a coisa muda de figura). Uma consequencia menos interessante do ponto político, é que eleições onde o público está mais centrado e motivado para votar vão derrotar teu partido sempre. E é por isso que Obama vai ser re-eleito.

Porque isso é o caso nas costas leste e oeste?

Por que históricamente os senadores das costas são centristas. Sejam republicanos, ou democratas. E a cultura política é do “ah, que seja, este cara tá bacana”. No caso de MA, o cara bacana sempre terminava com o nome Kennedy, tinha um carisma alto e era capaz de motivar os democratas a tirarem a bunda da cadeira.Neste ano, as motivações democratas desapareceram. Ainda que eles prefiram a candidata democrata, eles simplesmente não preferem ela o suficiente para levantarem e irem votar. O contrário é verdade para os republicanos que se viram na posição de conseguir algo para 1) irritar um presidente que eles não gostam e 2) colocar no senado o camarada que foi eleito um dos homens mais bonitos dos EEUU e dirige uma patrola 4×4 e adora caçar.

Não tem bruxaria alguma aqui. Os republicanos se beneficiaram do fato que os democratas identificam a sua situação social em MA como segura o suficiente para não estarem particularmente motivados para votar, e que os republicanos pensam justamente o contrário.

Outra coisa, convém não dramatizar: a reforma da saúde vai passar nos termos que o centro dos democratas decidir. E ponto. Com ou sem o voto de MA. É importante perceber isso: a proposta do plano universal não foi aprovada em um congresso manifestamente dominado por democratas. Isso porque os democratas do mid-west, mid-south e northwest não vão votar com esta reforma. Dois motivos: eles são democratas por questão locais, não por questões da base democrata históricamente identificada com o liberalismo político. Eles são democratas que em um gráfico estariam tocando na linha entre o vermelho e o azul, e o seus adversários nos respectivos estados estariam BEM para a direita do azul, quase fora do gráfico. São estes democratas que vão decidir a reforma da saúde, a hora de fechar Gitmo e os novos planos econômicos. Pelo menos até a eleição do ano que vem, quando o congresso deve voltar para uma organização 54/46 que é o histórico dos Estados Unidos. A atual está quase no 70/30, que é uma completa maluquice.

Viram? As vezes dá até para fazer coisas úteis com o que a gente estuda!

Em tempo, me rendi ao último modismo e agora fiz um formspring! Prometo responder todas perguntas de forma mal educada, irônica e arrogante. Você! Que sempre sonhou em poder me colocar naquela situação desagradável, desconfortável e meio fedida (tipo a trazeira de um Camero), favor remeter-se ao http://www.formspring.me/fpontin. Pode perguntar como anônimo, eu juro que respondo.

Não recomendo

2010 janeiro 19
por fabriciopontin

Todo mundo já passou por aquele momento clássico onde pensa “isto é uma das piores coisas que já li na minha vida”. No entanto, poucas vezes o cara tem o bom-senso de admitir isso em público. Fazer amigos e ser agregador é mais valorizado nestes nossos tempos de maricas do que dar a cara a tapa.

Pois bem, estava pensando nas coisas que não recomendo em filosofia – de forma alguma. Coisas que achei tenebrosamente ruins e sugiro efusivamente manter distancia. Pois bem, lá vai minha listinha de dez livrinhos:

John Hare: Moral Gap

O livro até não faz uma crítica tão ruim do utilitarismo. Até que tu percebe que o John tá passando o livro brigando com papai e tentando defender uma insanidade teológica como argumento filosófico. Horrendo.

Josiah Royce: The problems with Christianity

Royce concorre fortemente para a pior filosofia que já li na minha vida. Que um cara sugira a importância da entrega à Deus para a realização moral À SÉRIO em um livro de FILOSOFIA no SÉCULO XX, é algo que me causa a imediata aderência ao Dawkins. Depois eu reviso. Mas a leitura do Royce estragou cinco anos de construção de tolerância religiosa na minha cabeça. Ler Royce me convenceu que tu tem que tomar lado. E se eu tiver que tomar lado, me encontra ali BEM LONGE de gente da laia do Royce.

Adorno: Über Jazz

Lixo racista.

Heidegger: “Die Frage nach der Technik”

Lixo nazista.

John Searle: Freedom and Neurobiology

Pessoas que nunca viram um cérebro, nunca fizeram residência médica e nunca tiveram que tomar decisões sobre tratamento de doentes com problemas neurológicos, realmente não deveriam escrever sobre neurologia. Sei lá, é só uma… pequena sugestão. O cabeça de bagre do Searle acha que pode ficar vomitando regra para cima de todo mundo, mas tem uns dez anos que ele não acerta a mão. Minto, uns vinte. Ah, quem se importa? Vai ser sempre um sujeitinho trabalhando na sombra do Austin.

Max Scheler:Ressentiment

Receita para um livro de filosofia fracassado: Pegue um conceitinho qualquer em um autor de qualidade questionável. Que tal “re-sentimento” em “Nietzsche”? Tente compatibilizar este conceitinho mal elaborado com um esboço de filosofia moral. Que tal a tradição moral cristã? Legal, bonitinho. Escreva um livro sem sentido, cheio de lugares comuns e prescrições que será usado para todo o sempre como argumento em caso de crítica. Ah, a contra partida? Se quem acusa de resentimento já sofre dele? Ah, para que perder tempo com estas coisas, né?

Peter Singer: How are we to life?

Eu respeito o Peter Singer. Sério mesmo. Ele é provavelmente um dos caras mais corajosos fazendo filosofia. Mas ele precisava ser tão… moralista? Cara, tu não tem nenhum acesso privilegiado à realidade para me dizer como eu devo viver a minha vida. Sai daqui.

Platão: República

Muita gente diz que a história da filosofia é uma nota de rodapé para Platão. Eu digo que se dane Platão. Uma vez me disseram para esquecer Platão, toda vez que eu re-leio a republica, acho que seria algo interessante para fazer.

Foucault: História da Loucura

Um emaranhado de fabricações, hipóteses mal elaboradas e método fracassado. Uma lição em como não fazer filosofia, humanas, ou qualquer tipo de pesquisa.

Zizek: Bem-vindo ao deserto do Real!

Eu também gosto de bater no Habermas. Acontece que não adianta bater sem ter um bom argumento contra o cara. Zizek dedica um livro a tentar fazer conexões que não existem (Agamben/Lacan), traçar paralelos que não importam (psicanálise/política) e retomar discussões que simplesmente não fazem mais sentido (comunismo Real/o conceito-de-real-com-R-maiúsculo)

Pronto. Eu não recomendo estes. (foi mais difícil que eu pensava escolher dez!).  Dia desses penso nos meus preferidos.

Ah sim, estes são os meus. Talvez tu goste de um dos que tá na lista, com exceção do livro do Adorno e o do Heidegger, eu até sou capaz de te escutar. Mudar de idéia? Tchê, se tu acredita que as pessoas das humanas mudam de idéia assim, sem serem apresentadas ao velho amigo trezoitão, tu não tá andando com gente das humanas tempo suficiente…

Isso, é claro, se é que filosofia é humanas.

Stop!

2010 janeiro 18
por fabriciopontin

Diana Ross era foda, hein?

Tori, where have you been?

2010 janeiro 18
por fabriciopontin

Cara, depois dos últimos albuns – e ter ficado completamente transtornado com o DVD – tinha esquecido porque eu era completamente fissurado nesta mulher:

Alguém aí lembra da Tori antes dela virar o tipo de louca que fala com os seus seis gatinhos e faz bonequinhos dos desafetos? Pois é.

Esta mulher é um gênio maldito.

E toca muito.

Aqui, no Jay Leno:

Agora, alguém, me explica porque diabos ela decidiu soar como KATE BUSH no último album? Alguém? Anyone? Eu culpo o Neil Gaiman. Também culpo o Neil Gaiman por  este fenômeno fascinante que de repende virou tão legal botar uns óculos quadradinhos e posar de nerd. E nem me façam começar com o papo de deusa.

Porra, ela podia ter envelhecido feito a Joni Mitchell, né? O potencial tava ali e tal. Ah, dane-se. Eu vou ali dormir.

Moonlight Mile

2010 janeiro 18
por fabriciopontin

Eu sei, eu sei. Isso tá virando assunto recorrente.

Eu sei, é questão de gosto. Parece implicância.

Que seja.

Ah sim, ninguém perguntou também.

(embora eu tenha prometido algo do tipo para a Paulinha)

Mas é assim, ó:

Tinha duas bandas bem legais. Uma era os Beatles, a outra os Rolling Stones. Daí, os Beatles eram tipo o equivalente dos Backstreet Boys,né? Tipo, uma merda. Até que eles lançaram o Rubber Soul, e viraram uma bandinha legal com umas musiquinhas legais – se tu ignorar toda a palhaçada e o maior falcatrua que já passou pelo Rock and Roll (respondia por John Lennon, e ao contrário do que te contaram , ele era um letrista medíocre e um compositor indigno de amarrar os sapatos do Paul e do George – e eu digo isso como alguém que nutre o mais profundo desprezo pelo Sir Paul).

Os Rolling Stones também eram uma bandinha bem mais ou menos. Gravaram um monte de bobagem tentando soar como Beatles, tudo culpa do Brian Jones. Daí o Brian Jones morreu afogado em uma banheira enquanto um bando de moleque fazia festa. Nisso, os Rolling Stones entraram em um boost criativo (que tinha começado antes da morte do Jones, no Beggar’s Banquet) e fizeram uma série de albums, começando com o próprio Beggar’s e seguindo – na minha opinião – até o Some Girls, que simplesmente explodem toda a tal de “complexidade” dos nossos amigos de Liverpool. Mas tudo bem, é questão de gosto.

O Stinky Fingers é o grande album do Keith Richards. Embora deva ter quase custado a vida dele – porra, Wild Horses, Sister Morphine e Moonlight Mile tem todas o mesmo tema.

Enfim, nada contra Beatles. Mas sei lá.

Chega um ponto que tu tem que reconhecer que o Lou Reed tinha razão. Os Beatles só escreviam sobre coisas bonitinhas.

Os Stones sempre entenderam melhor o blues. Pelo menos eu acho.

Vai ver é a influência do Martin Scorcese na minha vida. É, deve ser isso.

E a lição de hoje é…

2010 janeiro 17
por fabriciopontin

Vs(a)=CT_v(a)-CT_f(a) \,

Tenham um bom dia.