Olímpico, Porto Alegre, Grêmio faz o Primeiro gol.

Pedro Ernesto Denardim, torcedor e cantor:

“manda avisá os paulista, que aqui no Sul, quem manda são os Gaúcho, aqui é Guerra, aqui o furo é mais embaixo”

enquanto isto, na sala de justiça:

Vattimo, Gianni:

Devemos continuar desconfiando da noção de comunidade? A sociologia do século dezenove agarrou-se a esta desconfiança, lendo a distinção entre Gemeinschaft e Gesellschaft, de Toennies; e depois teve de assistir aos horrores dos racismos –– Blut und Volk (Sangue e Povo), Blut und Erde (Sangue e Terra) –– que mascaravam e mascaram ainda hoje o seu tosco biologismo com o apelo às raízes comunitárias deste ou daquele grupo social. Daí, a legimitidade duvidosa e a impopularidade generalizada no pensamento social “iluminado” (podemos dizer de esquerda?) da comunidade. Tanto mais justificadas quanto mais –– mesmo aí onde não subsistem riscos imediatos de retorno do racismo em sentido literal –– se apela freqüentemente à comunidade para desonerar o Estado e as instituições públicas de seus deveres fundamentais, por exemplo no campo da assistência.”