Poucos músicos no século XX podem se gabar de ter tido uma relevância em movimentos sociais tão grande quanto o Max Roach. Certamente o Bono não pode.

Max Roach foi um dos principais bateristas do movimento Hard Bop e de Vanguarda no Jazz contemporâneo. Tocou com o Duke, com Charles Mingus – com quem organizou um festival anti-Freeport -, e elaborou algumas das suítes mais sofisticadas da segunda metade do século.

O principal trabalho foi o “Freedom Now Suite”, ou “We Insist” – que já no título demonstra que não está para brincadeira. Tryptich (sobre a segregação) e Tears for Johannesburg (sobre o apartheid) viraram hinos do movimento dos direitos civis nos Estados Unidos – e Max Roach rapidamente se tornou uma das figuras públicas mais importantes para quem quer entender aquele período.

Quando Mingus e Coltrane morreram, deixando o Jazz sem os maiores expoentes do Hard Bop e da Vanguarda, sobrou para o Max Roach carregar a bandeira – não que ele tenha sido exatamente bem sucedido. Isto, no entanto, não diminui a importância de um dos músicos mais importantes do século XX.

Um tremendo baterista, diga-se de passagem.