We all want to believe in impossible things, I suppose, to persuade ourselves that miracles can happen.”
There was no moon in the sky that night. When I stepped out of the car and put my feet on the ground, I remember saying to myself: Alma is wearing red lipstick, the car is yellow, and there is no moon in the sky tonight.”
This is a book of fragments, a compilation of sorrows and half-remembered dreams, and in order to tell the story, I have to confine myself to the events of the story itself.
O Auster é um sádico com os personagens dele. Já me convenci disso. Este deve ser o quinto ou sexto livro do Auster que leio – estou com uma certa obcessão pelo homem- desde o ano passado, e tenho me impressionado cada vez mais com, primeiro lugar, uma certa auto-referência no texto dele. Personagens recorrentes entre livros, eventos, cidades… Parece que tudo acontece no mesmo mundo, mas não é o mesmo mundo. O chato é que ele entregou muito do jogo no último livro, no Tales in the Scriptorium. Ainda assim, o Tales é referido NESTE livro, e depois surge. Assim como o livro vermelho do Glas aparece em outros trabalhos do Auster.
Não quero falar muito do trabalho do Book of Illusions, basta saber que é um livro extremamente rico. Mais de uma pessoa me disse que “o primeiro Auster é o melhor Auster”. Discordo. Acho o trabalho do Auster mais que uma impressão inicial que fascina e depois fica repetitiva ou indulgente, creio que é um trabalho extremamente forte, com um mar de referências, e um certo objetivismo que me agrada.
Baita livro. Baita enredo. Devorei em 48 horas.
Quero ler o Auster inteiro, cronologicamente. Mas primeiro vou terminar ele desta forma bizarra que ando lendo. Tenho certeza que vou achar uma coerência interna neste mundo que ele criou.