“Everybody make words” he continued “Everybody write things down. Children in school do lessons in my books. Teachers put grades in my books. Love letters sent in envelopes I sell. Ledgers for accountants, pads for shopping lists, agendas for planning week. Everything in here important to life, and that make me happy, give honor to my life”
This room contains the world, Ed replies. Or at least a part of it. The names of the living and the dead. The Bureau of Historical Preservation is a house of memory, but is also a shrine to the present. By bringing those two things together in one place, I prove myself that mankind isn’t finished.
I don’t think I follow.
I saw the end of all things, Lightning Man. I went down into the bowels of hell, and I saw the end. You return from a trip like that, and no matter how long you go on living, a part of you will always be dead.
“Thoughts are real,” he said. “Words are real. Everything human is real, and sometimes we know things before they happen, even if we aren’t aware of it. We live in the present, but the future is inside us at every moment. Maybe that’s what writing is all about, Sid. Not recording events from the past, but making things happen in the future.”
Vou precisar de um tempo para digerir este meta-livro. Uma história que narra três outras histórias paralelas, e que se encontram em algum ponto. Não sei muito bem como falar de literatura. Em geral, procuro uma referência, alguma coisa assim. Os temas do Auster, como sempre, se fazem presentes no livro: solidão, linguagem e redenção.
A referência cruzada (cores de livros, nomes de personagens, eventos isolados) com outros trabalhos continuam, acho que ninguém que leu só um livro do Auster pode dizer realmente que leu o Auster. Ou talvez isso seja verdade para alguns livros isolados, que parecem não ter relação com os outros (Mr. Vertigo e Brooklin Foolies, de alguma forma, parecem não se relacionar tanto com os outros livros) - mas isso não é algo que eu tenha certeza. Acho que o Foolies tem relação com o mundo do New York Trilogy, e o Mr. Vertigo tem alguns episódios que podem ser relacionados com outros livros. Repeti “outros” algumas vezes neste parágrafo. Eu nunca menti que sou um bom escritor.
O Auster, no entanto, se repete mas nunca é efadonho, e dificilmente poderia ser chamado de previsível. Uma vez que tu entras no ritmo do livro, de qualquer livro do Auster, there is no way out. A história te devora. Li as últimas cem páginas do livro em uma sentada, e depois que engatei a leitura, em três dias o assunto estava encerrado.
Agora, tenho uma promessa para realizar: Ler Vidas Secas até o fim. Vamos ver se consigo superar as primeiras páginas e engatar uma leitura digna deste nome. Algum motivo para a fama, o livro deve ter.
(também lendo Home and Beyond, do Steinbock. Mais sobre isso na sequencia, embora eu ande com pouco gás para filosofia, nestes tempos de espera)