Sim, eu assisto TV poraqui desesperadamente.
Hoje, por exemplo, peguei completamente por acaso um seriado novo passando na ABC. Um destes zilhões de seriados americanos que orbitam no tema geral “reality show”, tanto reality quanto show precisariam de muitas outras aspas, é claro, mas vamos seguir explicando a coisa.
O mote do programa é relativamente simples, tu pega uma menina (ou menino) bem popular e coloca ele (ou ela) a trabalhar com um(a) geek. Bom, o termo geek é complicado de ser definido, principalmente pela sua distinção etimológica do termo nerd.
Caso alguém deseje pular esta parte, sugiro seguir minhas indicações de início e fim da explicação etimológica.
Início da explicação etimológica.
Por exemplo, na minha perspectiva geek é o cara que não é necessariamene um crânio em assuntos escolares, mas se dedica absurdamente para algum assunto de relevância discutível (Star Trek, Pornografia dos anos 70, Star Wars, Batman e RPG são alguns dos temas mais comuns), o nerd, por sua vez, é um cidadão que é um crânio em assuntos escolares (tipo matemática, história, estas coisas) e pode ter traços gerais geeks. Geeks costumam ter uma vida sexual mais ativa que nerds, mas isso não é necessário, nem pode ser provado por indícios formais. Tanto Geeks quando Nerds, devem ser capazes de responder o nome dos três robins, e as respectivas circunstâncias de seu distânciamento do Batman, bem como diferenciar TAC0 de Classe de Armadura. Geeks, via de regra, saberão mais detalhes. Esta é a minha perspectiva do assunto, no entanto.
Só para fazer uma comparação, quanto perguntei ao Tiago, ele me disse que Geek era o cara que sabia muito de computador e tinha algum trato social, enquanto Nerd era mais fechado e sabia de coisas mais genéricas. O Bruno, por sua vez, colocou que nerd era um termo pejorativo para geek (!!!) e que geeks eram cools (!!!!) enquanto nerds eram o lixo e escória da sociedade. Isso, é claro, explica porque o Bruno se considera um geek, nunca um nerd.
Ainda precisariamos dissertar um pouco sobre o Freak, que é uma corruptela do Geek e do Nerd – o Freak é o Geek que foi longe de mais. Onde um Geek joga Doom por 3 dias seguidos, o Freak brinca de Half-Life nos corredores da sua High-School e aparece no noticiário. Quando um nerd fica horas na internet vendo putaria, o freak colocou um roupão de couro e foi para San Francisco seguir os passos do Foucault na história da sexualidade, vol. 3 (isso foi nerd, por sinal). O Freak é o nerd-geek que perdeu a noção de realidade. É aquele amigo teu que achava que era um dragão vermelho de 18 nível quando tava no segundo grau – tu não tinha um amigo destes? poutz, me dei mal.
Fim do esclarescimento etimológico.
Bueno, o xou é então a combinação entre geeks e os bonitões(bonitonas) da high school, onde os geeks são encarregados de treinar as bonitonas em assuntos nerds tão diversos quando quadrinhos (quem foi o parente do Homem Aranha que inspirou o mesmo a vestir o uniforme e largar sua vida errante, e quais foram os fatos que levaram a esta decisão por parte do Homem Aranha?), RPG (como mestrar uma aventura de D&D), desenhos animados (quem criou Tom & Jerry?), e coisas genéricas envolvendo Star Trek, Star Wars e afins.
O episódio que eu assisti, hoje, totalmente por acaso, consistia no grupo visitando a feira de quadrinhos de San Diego (a maior do mundo). Um dos geeks CHOROU ao encontrar e conhecer o diretor da Wizard, e uma das modeletes se descobriu GEEK ao se empolgar com um exemplar de colecionador de um gibi qual-quer. Depois disso, cada Geek tinha que vestir uma das beauties como uma personagem de história em quadrinhos, e a beautie tinha que explicar para o comite avaliador seus poderes e sua origem. Entre as personagens criadas, me chamou atenção uma que hipnotizava os inimigos COM OS PEITOS. Algo que só um Geek virgem poderia pensar.
No fim das contas, dois casais são selecionados como DERROTADOS pelo casal VENCEDOR, e eles disputam entre si para decidir quem fica. As meninas são expostas ao questionário sobre quadrinhos, e os meninos sobre fashion. É realmente comovente ver o empenho dos nerds em saber o que foi que tornou Dolce & Gabanna famosos.
Bem, lembrei dos amigos em Porto Alegre, das idas no museu de comunicação em 1997 para o primeiro quadrimania (”cara, é verdade que o FULANO vem?” – Claro que não foi-), e coisas assim. Seriado legal, baixem!
Outubro 24, 2007 at 2:37 am
Detalhe, eu acho que o primeiro quadrimania foi em 1995, não 97. O Ferrari participou da organização e sabe melhor que eu
Outubro 24, 2007 at 2:39 am
Eu sou um geek e não sabia =x
Outubro 24, 2007 at 2:42 am
tipicamente Geek isso, virgula
Outubro 24, 2007 at 2:49 am
kkkkkkk
Bom saber
Outubro 24, 2007 at 3:12 am
Nerd é quieto
E geek é bichinho-amor
Outubro 24, 2007 at 3:35 am
“bixinho-amor” ultrapassou todos os limites!
Eu acho nerd um termo mais simpático que geek – geek pra mim lembra, inevitavelmente, fracasso, enquanto nerd me remete a dedicação.
Enfin, meus 2 cents sobre este mui relevante assunto. ;P
Outubro 24, 2007 at 3:47 pm
Imprensa marrom! Imprensa marrom!
O que eu disse é o seguinte:
Geek é um nerd de computador que deu errado.
Geek é muito pior que nerd. O geek até pode ter algum dinheiro, se souber como, mas via de regra não trepa.
O nerd é o sujeito que se fixou em assuntos, que por sua natureza os põe acima dos mundanos. Estes assuntos são o seu gene X. Quadrinhos, computador (sem fixação que o torne geek), seriados, alguns tipos de música. O nerd normalmente vai bem na faculdade, e quando cresce aprende a trepar. Google it “os nerds mandam bem”
e tenho dito.
Em tempo: Bruno, geeks são o retrato do fracasso. O mundo é dos nerds.
Outubro 24, 2007 at 10:18 pm
Assino embaixo do que o Tiago colocou. Eu sempre achei os so-called geeks “repentive nerds”, ou seja “Eu não sou nerd não! Eu sou legal, sou geek!”
Ou seja, criaram um termo nerd pra dizer que não são nerds. Há tbm razões comerciais pra isso, dado que “nerd” é um nome registrado pela WB.
Acho que a situação do Brasil difere muito da situação dos estadunidenses. Os nerds até podem ser escaramuçados no início, mas depois de um tempo, lá pelo segundo grau, os nerds tendem a ter uma coesão muito forte, e se dão melhor tbm com os não-nerds. Quando “ser diferente” passa a ser uma coisa valorizada na adolescência, eles descobrem que aquele cara SEMPRE foi diferente, às vezes até vira cool (isso já aconteceu comigo e acredito que com o Fabs tbm).
Outra cousa no nosso caso de Porto Alegre é que os nerds aqui tendem a 1) Fazer alguma arte marcial, 2) Ser loucos o suficiente de emboscar o cara que se prevaleceu deles com uma cadeirada na nuca ou 3)Terem amigos que fazem a 1 E a 2. Ou seja, “don’t mess with the nerds”.
Acho que a sociedade americana, por ter linhas de pensamento menos variadas (pelo menos em um sentido mais abrangente), preza muito o lance de mimetização e mesmerização dos comportamentos individuais; criam “clãs”, como as “sociedades secretas” e “irmadades” universitárias, as “cheerleaders” dando para os “quarterbacks” e esse tipo de coisa. O tempo que eu fiquei por aí me pareceu que o mundo era feito à base de um molde de plástico, que todas as atitudes eram ensaiadas.
Então quando um programa coloca algo do tipo “When two worlds collide!” ele está segregando mais esses grupos, mostrando como suas vivências são diferentes e incompatíveis do que “mostrando como a vida do outro lado também é interessante”. É uma mera observação de duas realidades alienígenas pra eles, que mostra muito mais o lado desagradável de estar no outro mundo do que cria uma permeabilidade.
Bom chega.
PS1: Eu não participei da organização do quadrimania, só era amigo de uns lojistas. Acho que tu está confundindo com eu ter ido na 1ª GenCon.
PS2: Eu amo o Firefox. Tava no final deste “pequeno” post quando deu um pau astronômico no pc e tive que reiniciar. Certo q não ia digitar tudo de novo. Mas essa belezinha recupera até os textos digitados quando tu coloca “Restaurar Seção Anterior”. Chupa, Microsoft!
Outubro 24, 2007 at 10:28 pm
Ah, outra coisa.
Por serem diferentes da maioria dos caras, chega uma idade que os nerds pegam mais mulher. A grande maioria das mulheres que já pegaram nerd acabam viciando, o que não falta são comunidades e páginas sobre isso.
Isso me preocupa muito no caso americano, onde a “cachorrização” das mulheres não dá muita margem pra ti pegar um cara que não queira te comer e te bater. Vide 50 cent e seus fabulosos clips e como a Nonô (Britney) tem ganhado a vida.
Maio 22, 2008 at 2:30 pm
Ferrari? Quem é Ferrari? Eu organizei o Quadrimania e não conheço nenhum Ferrari…
Maio 22, 2008 at 5:04 pm
” PS1: Eu não participei da organização do quadrimania, só era amigo de uns lojistas. Acho que tu está confundindo com eu ter ido na 1ª GenCon.”
Ferrari ja tinha esclarecido minha confusao.