Tá, eu sei. A primeira consideração – óbvia – é: mas tu ainda não tinha lido?
Não, não tinha. Assim como não pretendo ler boa parte das leituras obrigatórias da américa latina. E tenho bom motivos.
Sempre me decepciono.
O livro do Graciliano deve ser muito interessante para quem entende de literatura, ou de estética. Não é meu caso. Eu simplesmente gosto ou não gosto. Não sei como falar dos fundamentos que podem caracterizar um livro como bom. Identifico, é claro, que o Graciliano é obviamente um escritor de primeira linha. Mas a história que ele conta não me interessa.
Eu estou cagando, quando eu pego uma peça de ficção, se as pessoas passam fome no sertão. Estou pouco me lixando para isso, quero mais que se dane. Meu único interesse é utilitário: eu quero que o livro tenha uma história interessante, ou uma estrutura interessante, para me convencer a continuar lendo. O Graciliano não tem nenhum dos dois. É um coitadismo impressionante. Sim, o sertão nordestino é cheio de um monte de coitado morrendo de fome – e daí?
Literatura-denúncia é uma idiotice despropositada, não me venham com essa. É o mesmo papo de musica de protesto. Tô pouco ligando se tu faz musica de protesto, isso não transforma tua musica em musica boa ou interessante.
Vou admitir, é claro, que o livro tem passagens interessante, e entendo onde o pessoal que estuda linguagem muitas vezes se encanta com o livro. Fora a passagem sobre A Festa, no entanto, nada no livro me chamou a atenção como mais que coitadismo latino americano na pior forma possível.
Já falei com muita gente sobre minhas impressões do livro (tinha começado a ler quatro vezes, e não conseguia passar da narração da miséria de Fabiano no primeiro conto), e todo mundo me acusa de ser ou um reaça maldito, ou de ter dois pesos e duas medidas, já que gosto de Dostoiévsky.
Me mostrem um maldito texto do Dostoiévsky cujo tema seja gente morrendo. Tem personagens do Dostoiévsky que são fodidos, tem histórias que giram em torno de um cenário cheio de gente morrendo, mas existe uma história maior, mais interessante, de fundo.
O Graciliano tem frases sensacionais, algumas passagens do livro cabem em um livro sobre linguagem. Uma frase de fora do livro é “a palavra foi feita para dizer.”Bem, eu gostaria que o Graciliano tivesse mais coisas, ou coisas mais interessantes, para dizer, do que ficar contando como o pessoal é fodido no sertão. Se eu quero ver desgraça, eu ligo o noticiário. Ou tu transforma a desgraça em algo interessante, ou vai fazer documentário – ou ler As Veias Abertas, que é outra grande porcaria.
Novembro 6, 2007 at 10:55 pm
Eu torcia pra Baleia
Novembro 7, 2007 at 12:51 am
Eu tenho a mesma impressão de “O Velho e o Mar”.
Acho uma merda de livro, foda-se a batalha do ser humano contra a batatinha frita ou sei lá o que.
Aliás, tenho uma opinião parecida quanto a “O Cortiço”
Mas eu gosto te música de protesto; e tu tbm. Public Enemy, e, pq não, o Year Zero.
PS: Eu juro que existe um filme lá na Zil Video que o nome é “As Velhas Abertas da América Latina”. Não preciso dizer o que é.
Novembro 7, 2007 at 12:55 am
hajsdhkasjfdhasf
sim,eu gosto de coisas BOAS e que podem ser consideradas musica de protesto. Mas se eu gostasse de musica de protesto, per se, eu ia gostar da porcaria do Geraldo Vandré.
Hemmingway é uma merda.
Cortiço, por sua vez, eu acho genial.
Novembro 7, 2007 at 2:35 am
NIN é protesto de burguês.
E a sua incapacidade de apreciar o Graciliano é devido ao fato de vc ser amputado em termos de literatura nacional – vc tem uma resistencia absurda a achar que auqlquer coisa feita no Brasil (e isso inclui musica tb) é digna de nota.
Me casei com um reaça colonizado.
Música de protesto é Sábia.
Novembro 7, 2007 at 4:12 am
Vale lembrar que o filme também não é essa coisas todas! Aposto que pegaram aqueles atores na rua!
E o cortiço acho foda o jeito que a pombinha perde a virgindade
E musica de protesto é música gospel, pois apenas ela é PROTESTANTE!
haha muito boa essa
Novembro 7, 2007 at 4:14 am
meo deos
Novembro 7, 2007 at 10:41 am
Taty, protesto é coisa de burguês.
Se tu tem alguma dúvida, pergunta pro Robespierre ou pro Lênin.
Bah, Vírugila. De tanto tu vir aqui ficou com o humor (??) do Fabrício.
Novembro 7, 2007 at 2:13 pm
Ferrari, tu tem toda a razão. Protesto É coisa de burguês.
Dezembro 1, 2007 at 1:49 am
tú escrevendo consegue ser pior que qualquer um, pelo menos os caras meteram a cara, agora vc fica se remoendo com esse papo de coitadismo latino americano, valorize o sangue que tem nesse caralho! fica babando ovo de gringo…
Dezembro 1, 2007 at 2:18 am
hahahahahhahhahahaha
aiai
*respira*
hahahahahlskhalfhfasl’a
*eu nao consigo*
alsfhaslfhas;fkjlasf
Dezembro 1, 2007 at 11:32 pm
Acho que se existe aquele ditado “a grama do vizinho é mais verde que a minha” deve ter o inverso também, A sua grama morrendo e secando,mas vc olha para ela com glamour imaginando como se ela fosse extremamente verde!
Maio 26, 2008 at 8:34 pm
VEJO NOS LIVROS DEICHADOS POR GRACILIANO RAMOS VERDADEIRAS CBRAS DE ARTES POIS RELATA A HITORIA DE SUA ESPERIENCIA DE VIDA PARA MUITOS E FACIO NAO DA IMPORTANCIA AFOME E MISERIA DE ALGUEM E ELE ESCREVIA SEUS LIVROS BASEADO NA FOME E NA MISERIA DE OUTROS ESSA E MINHA OPINIAO COMO LEITORA DE SUAS HISTORIAS
Junho 3, 2008 at 7:23 pm
Aos que não gostam de literatura.
Antes de fazer uma crítica é preciso aprender a ler e escrever. Como um analfabeto pode criticar o que não conhece? A maioria estão dentro da caverna o qual é citado por Platão e ainda na ignorância. Façam ao menos o primário para saber ler e escrever corretamente.
Junho 3, 2008 at 7:25 pm
“da caverna o qual é citado”
sei não, hein. Mas acho que a regência tá incorreta.
Junho 3, 2008 at 7:31 pm
Corrigindo.
Na realidade eu tentei dizer algo sobre o “Mito da caverna”, uma das mais poderosa metáfora imaginada pela filosofia a fim de descrever a situação geral em que se encontrava a humanidade.
Um abraço
Junho 3, 2008 at 8:15 pm
Oi, Angel, tudo bem? Acho que já fizemos o primário. Aliás, se você viesse aqui um pouco mais seguido, ia ver que 90% dos que aqui comentam tem no mínimo mestrado.
Forte abraço.
Junho 3, 2008 at 11:54 pm
Senhores,
ISSO é que se chama inclusão digital.
Agosto 13, 2008 at 9:38 pm
quero baixar o livro completo alguem me indica algum site P.F.
Agosto 14, 2008 at 12:12 pm
Segue o site da PF
http://www.dpf.gov.br/