E daí que se alguém tava acreditando no papo de junkie do Pete Doherty, alguém se deu mal. Evidentemente, pegaram o cidadão injetando heroína em algum pé-sujo na inglaterra – no mesmo dia que ele declarou para a NME que estava com uma cocerinha para voltar (há) para as drogas pesadas.
Bem, só queria deixar claro que não acredito no papo dos tabloides ingleses, que alegam estar divulgando as imagens para o próprio bem do Doherty. Os tablóides querem é faturar e passar de bonzinhos no processo.
Estou dividido. Uma parte de mim acha xarope que o último rock star que morreu de overdose foi aquele americano lá cujo nome me foge, e ele nem era tão digno de nota. Antes disso, o Cobain tinha metido (fnord) uma azeitona (fnord) na cabeça (fnord) depois de ter usado heroina suficiente para mandar toda Little Italy ao encontro de nosso senhor (fnord). Portanto, pode ser que o mundo precise de novos mártires do rock and roll. Mas não sei, este papo de enorme talento desperdiçado me parece mambo-jambo.Primeiro lugar, por que evidentemente o cara foda no libertines era o Carl Barat (e nutro certa simpatia pelo baterista da banda, também), e de musica boa mesmo eu só lembro de Cant Stand me Now e What became of the ladily lads – o resto me parecia musica incompleta, que soaria bem ao vivo. Segundo lugar, bandas revival de Clash não me convencem, pq Clash não me convence.
Mas sou um renegado, neste sentido. Para mim o cara mais punk na musica do século vinte deve ter sido ou o João Gilberto ou o Tom Waits. O cara tem que ser muito punk pra cantar daquele jeito.
Enfim, ainda acho que este povo todo fica usando estes TÓCHICOS e daí fica LOUCO e daí a coisa DEGRINGOLA (para detalhes, vide a carreira [narf] do Marilyn Manson). Claro, não que a maior parte deles precisasse de ajuda para degringolar, ou tivesse realmente algo parecido com talento. A grande lição do filme quase famosos é: artistas são cuzões pretenciosos e chatos.
Isso deve ser verdade para bolsistas, também. Alguém deveria escrever o livro “quase acadêmicos”, ao invéz de ficar louco de ácido e subir no teto, o bolsista-mor podia organizar abaixos assinados pela qualidade do ensino superior e montar banquinha na frente da facul em prol da popularização das pesquisas em pós.
Novembro 7, 2007 at 2:11 pm
HUEHUEHUEHUEHEUEHEHE
Quase-acadêmicos!
MORRI!
Novembro 7, 2007 at 2:14 pm
Nem pensar, o Doherty era o mais foda da banda. Só que o cara está se destruindo total, não consegue compor e tocar uma música inteira. Por isso, o primeiro álbum do Babyshambles é ridículo, parece realmente MENOS que um tape caseiro.
Os Libertines são uma das duas ou três bandas plágio do Clash que valem razoavelmente a pena. Não são geniais, mas têm músicas legais. “The Libertines” tem pelo menos uma cinco músicas muito boas.
Já o restante das bandas inglesas, cruz credo. Nunca vi algo tão descartável e repetitivo. É a cada 5min um novo rockzinho igual aos antigos, tipo The Enemy, The Rakes, The Cribs, The-não-sei-o-quê e o caralho.
Hoje em dia, o rock britânico se reduz a 80% de bandas que imitam o Interpol (aka Joy Division), Libertines (aka Clash) ou Rapture (aka Gang of Four). Os outros 20% são bandas antigas ou boas novas (tipo Guillemots).
Novembro 7, 2007 at 6:01 pm
cara, depois de todos estes teus últimos posts, acredito que “vão bloggear teu blog”! E seria melhor ainda se criássemos um blog apenas para frases cretinas como essas! ["frases cretinas como essas": frases que possuem um caráter sarcástico ou, no mínimo, irônico, com duplos sentidos, sempre em um ritmo cabalístico e que mostram uma nova maneira de olhar para palavras corriqueiras. No caso, temos o "bloggear" substituindo "bloquear", que, porém, todavia, ora pois, sendo utilizado ao lado de "blog", recebeu esta carga onto-pragmático-semântica, provocando, no leitor que a lê, uma des-carga irresistível de frases como: (1) "que frase estúpida, quem foi o cara que escreveu isso?"; (2) "genial!, bloggear, bloquear, o blog!!hahaha"; (3)"hããã, esqueci a chave dentro do carro e ele está estacionado na Voluntários"; (4) "este já é quarto pensamento que me passa pela cabeça, desde que eu li aquela frase idiota em um comentário no blog daquele Nerd?". Com isso, cria-se uma situação-confusão sócio-lingüística-orto-romana, que provoca uma sensação de ironia e aparente profundidade na frase ora lida, resultando em uma risada suave e prazerosa no leitor que lê a frase].