E daí que se alguém tava acreditando no papo de junkie do Pete Doherty, alguém se deu mal. Evidentemente, pegaram o cidadão injetando heroína em algum pé-sujo na inglaterra – no mesmo dia que ele declarou para a NME que estava com uma cocerinha para voltar (há) para as drogas pesadas.

Bem, só queria deixar claro que não acredito no papo dos tabloides ingleses, que alegam estar divulgando as imagens para o próprio bem do Doherty. Os tablóides querem é faturar e passar de bonzinhos no processo.

Estou dividido. Uma parte de mim acha xarope que o último rock star que morreu de overdose foi aquele americano lá cujo nome me foge, e ele nem era tão digno de nota. Antes disso, o Cobain tinha metido (fnord) uma azeitona (fnord) na cabeça (fnord) depois de ter usado heroina suficiente para mandar toda Little Italy ao encontro de nosso senhor (fnord). Portanto, pode ser que o mundo precise de novos mártires do rock and roll. Mas não sei, este papo de enorme talento desperdiçado me parece mambo-jambo.Primeiro lugar, por que evidentemente o cara foda no libertines era o Carl Barat (e nutro certa simpatia pelo baterista da banda, também), e de musica boa mesmo eu só lembro de Cant Stand me Now e What became of the ladily lads – o resto me parecia musica incompleta, que soaria bem ao vivo. Segundo lugar, bandas revival de Clash não me convencem, pq Clash não me convence.

Mas sou um renegado, neste sentido. Para mim o cara mais punk na musica do século vinte deve ter sido ou o João Gilberto ou o Tom Waits. O cara tem que ser muito punk pra cantar daquele jeito.

Enfim, ainda acho que este povo todo fica usando estes TÓCHICOS e daí fica LOUCO e daí a coisa DEGRINGOLA (para detalhes, vide a carreira [narf] do Marilyn Manson). Claro, não que a maior parte deles precisasse de ajuda para degringolar, ou tivesse realmente algo parecido com talento. A grande lição do filme quase famosos é: artistas são cuzões pretenciosos e chatos.

Isso deve ser verdade para bolsistas, também. Alguém deveria escrever o livro “quase acadêmicos”, ao invéz de ficar louco de ácido e subir no teto, o bolsista-mor podia organizar abaixos assinados pela qualidade do ensino superior e montar banquinha na frente da facul em prol da popularização das pesquisas em pós.