A newsweek desta semana tem uma matéria interessantíssima sobre 1968 e a repercussão do que rolou naquele ano (e na década de 60 em geral) na atual campanha. Lembrei do Clinton, que diz sobre 67-69 o seguinte: Se tu acha que o período trouxe mais coisas boas do que ruins, tu provavelmente é um Democrata. Se tu acha que trouxe mais coisas ruins do que boas, tu provavelmente é um Republicano.

Eu não diria melhor, sinceramente.

Um trecho da matéria:

McCain knows what Obama should have learned by now: the ’60s are impossible to escape. They will define the 2008 presidential election, just as they have defined American politics, and American culture, for the past 40 years. It is fashionable to see the boomers’ ’60s obsession as a reflection of their own narcissism, their inability to get over themselves. But this does not do justice to a truly traumatic decade. In the midst of adolescence, an entire generation was presented with repeated reminders of its own mortality: the Cuban missile crisis; the assassinations of Jack Kennedy, Robert Kennedy and Martin Luther King Jr.; the violence in the cities; the 58,193 Vietnam War dead. So much death and killing, too much to simply put aside.

É importante ressaltar que desde 67 os Estados Unidos estão em uma situação política eminentemente conservadora. O publico americano em geral, rejeitou o período de 67-69. Mesmo algumas das pessoas que participaram ativamente do movimento na época, hoje são executivos mais preocupados em manter seu estilo de vida e com certa vergonha do passado porra-louca. Claro, a relevância do período vai muito além das revoluções culturais, como bem demonstra a matéria da newsweek.

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Em outra nota, a Time publicou uma série de fotos com tema de fundo em foto de guerra, em homenagem ao dia do veterano (acho que foi ontem). Sensacional.