Hoje morreu o Arthur C. Clarke, um dos escritores mais menosprezados pelo povo artê – e ao mesmo tempo, um dos mais relevantes dos últimos 100 anos. Clarke deu o impulso intelectual para o programa espacial americano, e ajudou a dar o tom da psicodelia dos ano 60 ao escrever 2001 (o roteiro do filme e o livro, diga-se de passagem).

Clarke vai ser enterrado no Sri Lanka, onde ele estava recluso, mas vai passar para a história como um visionário e um dos homens mais ligados com o seu próprio tempo. Acho que minha formação intelectual deve muito ao fato de eu ter sido um fã de ficção científica quando era guri, e ter visto 2001 certamente ajudou a formar meu caráter cínico e fora da realidade.

Para a frase lugar-comum do dia: Arthur C. Clarke não morreu, virou poeira espacial e agora se move para o lado escuro da lua. Certamente, como coloca o físico entrevistado pela CNN aqui, é o único escritor da nossa geração que pode ser comparado ao Julius Verne.

Um pequeno vídeo do Clarke no aniversário de 90 anos, ano passado:

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