“I do feel a time crunch,” (…) “I know there’s a hole in the bucket, and water is going out. . . . I just don’t know how fast.”

Leio no Chicago Tribune sobre esta iniciativa da StoryCorps, pelo que entendi, que foi criada especialmente para este projeto, com apoio da livraria do congresso (que irá arquivar o material!), que consiste em gravar depoimentos de pacientes recentemente diagnosticados com a Doença de Alzheimer.

A idéia do projeto é preservar a memória destes pacientes que estão se confrontando com um prognóstico de perda progressiva de memória, e trabalhar na preservação - pelo menos em arquivo - de seus relatos. O arquivo com o depoimento, que pode ser feito em diversas sessões, ou mesmo no formato de uma entrevista (o caso que está na matéria do Tribune, é de uma filha entrevistando a mãe recentemente diagnosticada com a doença), é depois entregue aos familiares e, com o consentimento destes, uma cópia é arquivada na livraria do congresso. Alguns depoimentos foram selecionados, e viraram livro.

O Tribune detalha um pouco os detalhes do projeto, em Chicago:

The project spent five days in Chicago, traveling from an Arlington Heights adult day-care center to an Elmhurst support group. In total, some 27 folks—the youngest being 53—had their say. Through it all, Steven Thrasher, one of the StoryCorps’ facilitators, witnessed extraordinary patience and kindness, along with humor and tears.

In 2006, Thrasher recorded his own mother six months before she died. He was hooked, applying for a job the following year. Since then, he has eavesdropped on some 300 storytellers. If he’s learned anything, he said, “it doesn’t matter how old you are . . . people never get over their parents.”

With Becklenberg and O’Donnell, a graduate student at the University of Chicago, he was unobtrusive, asking a few follow-up questions, but artfully steering the conversation beyond the superficial, envisioning himself as a descendant who might be listening to the story 100 years from now.

Esta iniciativa começou como um projeto de manutenção de história oral, mas defrontados com o número representativos de baby-boomers que podem desenvolver a doença precocemente (um alarmante 1/8), o projeto mudou de formato, e focou neste nicho especificamente.

O que achei mais interessante nesta história toda foi o apoio da biblioteca do congresso, o que certamente coloca uma perspectiva interessante no projeto enquanto mais que um veículo para suporte das famílias e do próprio paciente (não que isso não seja importante, é claro), mas um arquivo permanente de como indivíduos em um determinado período da história se relacionaram com uma perspectiva bastante negativa para o futuro, e como esta perspectiva influenciou ou determinou suas narrativas de vida.

Taí um excelente projeto para ser copiado.

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