Who’s that woman on your arm all dressed up to do you harm
And I’m hip to what she’ll do, give her just about a month or two.
Bit off more than I can chew and I knew what it was leading to,
Some things, well, I can’t refuse,
One of them, one of them the bedroom blues.
She delivers right on time, I can’t resist a corny line,
But take the shine right off you shoes,
Carryin’, carryin’ the bedroom blues.

Let it loose, a décima quarta música, dá o tom do album inteiro.

(versão dolorosamente boa)

O album abre com Rocks Off, a música ali em cima, e, até que me provem o contrário, é o melhor album que eu já ouvi de uma banda de rock and roll. Qualquer banda. Qualquer época. Não tem um album de banda de rock que seja melhor que esse, alguém pode argumentar, “Mas e os Beatles?”. Leiam meus lábios: nenhum album dos Beatles chega perto do Let It Bleed, do Exile, do Beggars Banquet e do Stinky Fingers. Nenhum.

Os Beatles tem albuns muito bons, mas eles sempre vão ser, na minha cabeça, uma banda imensamente inferior aos Stones. Os Beatles nunca gravaram nada parecido com Rip This Joint, Sweet Virginia ou Soul Survivor.

Não adianta, os Stones sempre entenderam o que precisava para fazer bons albuns, e o Exile é o grande album deles. A sequencia de música é fantástica, e eu não consigo achar sequer uma música que eu ache BOA entre as 18 do album. São todas, no mínimo, fantásticas.

Eu mencionei que embora este album não tenha sequer um clipe oficial, as músicas funcionam maravilhosamente bem ao vivo? 1972 foi o auge dos Stones, embora a morte do Brian Jones tenha batido forte na banda, eles são uma banda melhor sem o loirinho, que teria um lugar garantido nos Beatles. Afinal de contas, que diferença faz um medíocre a mais numa banda cheia deles? Não troco um Brian Jones por 1/3 de Keith Richards. Pronto, falei.

Eu sei que estou comprando briga com todos os fãs de classic rock. Mas fãs de classic rock geralmente gostam de Boston, e daí fica difícil dialogar.

Eu quase não falei do Exile, mas creio que as músicas deixam o meu ponto claro: é um tremendo album, e uma aula de como fazer música simples, direta ao ponto, sem com isso cair no simplório ou no simplesmente besta.

O uso de elementos de soul e blues neste album devia ser mostrado exaustivamente para o Roger Waters, até ele aprender como fazer este tipo de coisa direito. Ele acertou uma duas vezes, mas me mostrem alguma música do Pink Floyd ou da carreira solo (inexistente) do Waters que consiga chegar no calcanhaque destas duas músicas:

esta:

e também esta:

Bom, para fechar esta recomendação deste album absurdamente básico, e que se tu nunca ouviu, acho melhor ouvir logo. Um dos raros casos de albuns que merecem a quantidade absurda de elogios que recebem, vou colocar aqui Torn and Frayed, que é uma baita música sobre uma banda de rock – e pode ou não pode ter sido escrita para o Brian Jones:

Hey let him follow you down,
Way underground wind and he’s bound.
Bound to follow you down,
Just a dead beat right off the street.
Bound to follow you down.
Well the ballrooms and smelly bordellos
And dressing rooms filled with parasites.
On stage the band has got problems,
They’re a bag of nerves on first nights.
He ain’t tied down to no home town,
Yeah, and he thought he was wreckless.
You think he’s bad, he thinks you’re mad,
Yeah, and the guitar player gets restless.

Procurem o album, comprem, baixem, façam stream das músicas, sei lá. Acreditem em mim, até tem albuns melhores nos anos 70, mas este é sem dúvida o mais divertido – e o que melhor executou o que significa fazer um disco de rock and roll.


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