Bem, depois de ontem, só um desastre de proporções cósmicas tira a nominação do Obama.
Enquanto a internet estava caída aqui em Carbondale (problemas no servidor, pelo visto, são normais por tudo que é canto), acompanhei obcessivamente a cobertura pela NBC e CNN; depois da vitória em North Carolina por quase 15 pontos, e uma “derrota” em Indiana por coisa de dez mil vinte mil votos, o quadro ficou mais ou menos assim:
Mesmo no melhor cenário, a Hillary conseguindo sentar o pessoal de Michigan e Flórida, de acordo com as votações em primárias que não ocorreram normalmente, ainda assim o Obama ficaria cerca de 150.000 votos na frente na contagem popular, e 100-150 delegados na frente na contagem de counties.
Ou seja: a partir de agora o Obama fala como candidato democrata, e a prévia é para constar. Não existe mais uma disputa, apenas uma administração do dano feito ao Obama dentro das próprias prévias, que agora a Hillary vai ter que tratar de arrumar - se ela pretende ter algum legado.
O Marc Ambinder coloca aqui e aqui algumas razões pelas quais a Hillary deve ficar pelo menos até o final do mês, mas certamente sem maiores ataques ao Obama - na realidade, agora o papel dela muda, ela tem que ajudar a unir o partido que ela se esforçou para dividir nos últimos meses.
De qualquer forma, este post abre o tópico “Eleições”, antes o debate era sobre as prévias. As prévias, para todos os efeitos, acabaram.