Cresce número de processos contra downloads para uso pessoal

Coincidência com o que eu escrevia abaixo, a matéria do Washington Post sobre a forma como a indústria tá correndo atrás de quem baixa e divide músicas via inet é uma das razões pela qual eu vou continuar sem baixar torrents no micro aqui nos EEUU.

Alguns trechos interessantes:

hardly a month goes by without a news release from the industry’s lobby, the Recording Industry Association of America, touting a new wave of letters to college students and others demanding a settlement payment and threatening a legal battle.

Ou seja: as gravadoras fazem uma pressão básica via imprensa, para depois tomar ação via legal. Não sei se estastísticamente isso funciona, mas o fato é que eles estão processando – e estão ganhando os processos que chegam na justiça:

They’re not kidding. In October, after a trial in Minnesota — the first time the industry has made its case before a federal jury — Jammie Thomas was ordered to pay $220,000 to the big record companies. That’s $9,250 for each of 24 songs she was accused of sharing online.

Claro, no caso a moça estava dividindo estes arquivos online. Mas e se eu tiver uma cópia de cds que eu de fato adquiri? Bem, eles também tão atrás disso:

In legal documents in its federal case against Jeffrey Howell, a Scottsdale, Ariz., man who kept a collection of about 2,000 music recordings on his personal computer, the industry maintains that it is illegal for someone who has legally purchased a CD to transfer that music into his computer.

Este argumento me parece ridículo, e fora de qualquer conexão com o mundo real. Tudo bem tentar parar a pirataria e a troca de arquivos – embora eu não ache que este seja o problema principal-, mas impedir alguém que tem o album de gravar o album que comprou no próprio computador para uso pessoal é algo de uma surrealidade impar. O argumento das gravadoras é completamente sem sentido:

RIAA’s hard-line position seems clear. Its Web site says: “If you make unauthorized copies of copyrighted music recordings, you’re stealing. You’re breaking the law and you could be held legally liable for thousands of dollars in damages.”

Mais a frente, a própria RIAA admite que não causa tanto problema tu ter a cópia, desde que tu não divida ela com mais ninguém – mais uma vez, eles estão no direito de proteger os interesses deles de continuar vendendo estas músicas. É claro que a crise na indústria não vai diminuir por causa destas iniciativas – até porque elas me parecem bem localizadas ao território dos Estados Unidos. Mas a advogada da SONY insiste em dizer que:

(…)when an individual makes a copy of a song for himself, I suppose we can say he stole a song.” Copying a song you bought is “a nice way of saying ‘steals just one copy,’ “

No fim das contas, é difícil não concordar com a reportagem da Washington Post que esta estratégia da RIAA e das gravadoras é apenas mais um indício do colapso que o modelo antigo de compra e venda de música atingiu, e mais que isso, da tentativa de parar uma tendência por uma ferramenta legal – que não vai resolver a crise no setor, apenas maquiar. Melhor dito na própria matéria:

As technologies evolve, old media companies tend not to be the source of the innovation that allows them to survive. Even so, new technologies don’t usually kill off old media: That’s the good news for the recording industry, as for the TV, movie, newspaper and magazine businesses. But for those old media to survive, they must adapt, finding new business models and new, compelling content to offer.

The RIAA’s legal crusade against its customers is a classic example of an old media company clinging to a business model that has collapsed. Four years of a failed strategy has only “created a whole market of people who specifically look to buy independent goods so as not to deal with the big record companies,” Beckerman says. “Every problem they’re trying to solve is worse now than when they started.”

Enfim, eu uso o Rapidshare.

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