This one is just in

Obama na frente.

Fonte é a CBS, e é a primeira vez que uma pesquisa aponta o Obama na frente, mesmo contando os Superdelegados.

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Por sinal, eu li a matéria da carta capital sobre o fato de nenhum dos candidatos na campanha americana serem do establishment. Maior asneira que já li na minha vida.

Todos os candidatos são do establish norte-americano, alguns mais que os outros. A Hillary certamente é a candidata mais ligada ao establishment, até porque ela faz parte de uma dinastia política norte-americana (que certamente não foi benevolente em termos de política externa); se o mundo ganhou alguma coisa nesta eleição é o fato de estarmos nos livrando de George Bush, o que convenhamos, é um pouco de ingenuidade.

Não dá para acreditar a sério que o Obama ou a Hillary rompem com o establishment, seja lá o que for isso. São candidatos interessantes, e a eleição está emocionante. Mas ler isso como um rompimento com o estado de coisas é babaquice. Os candidatos democratas representam dois lados da tradição liberal norte-americana, a Hillary com o discurso cauteloso, mais ligado ao público de wall street, e o Obama, com a tradição retórica. O candidato republicano, que será o McCain, representa o old-republicanism, com um toque de militarismo. Se qualquer um desses candidatos representa uma mudança substancial no quadro da política americana, por favor, me acordem.

Claro que os Estados Unidos com um presidente negro, ou mulher, podem representar algo de novo para o mundo – mas eu não sei bem como ver isto. Eu gostaria de acreditar que o Obama ou a Hillary podem tirar os Estados Unidos do retrocesso político e das liberdades civis que aconteceram nos últimos oito anos, mas eu creio que vamos precisar de vinte anos para desfazer a desgraça que o Bush fez poraqui, legitimando a direita-pentecostal que dormia um sono profundo.

Sempre lembrando, a gente se ilude que estamos melhores por não ter uma cultura política redneck ou coisa parecida. Mas pelo menos os rednecks aqui sabe em quem votaram, e prestam atenção em um ou dois noticiários políticos. Quantas pessoas que tu conhece, no Brasil, podem dizer o mesmo? Pois é, desculpa, tá todo mundo ocupado vendo Big Brother e aproveitando a cultura no carnaval.

Comments
2 Responses to “This one is just in”
  1. Panorama of Endtimes disse:

    O que me incomoda com esta estória toda, é esperar que: 1) só por ser mulher ou negro, o negócio nos EUA vai mudar, e 2) achar de verdade que existe algum tipo de contra-maré em política. Todos os participantes da corrida presidencial americana vão fazer a mesma coisa quando se elegerem. A diferença é que eles não são tão burros quanto o Bush. Não que isso seja uma nova verdade, ou uma epifanía de glória paranóica, mas o fato é que não tem como caírem, os americanos, muito longe da árvore. Alguns governantes, como os americanos, já se deram conta o quão útil é manter a população pelo menos um pouco mais saciada. É mais fácil de roubar, inclusive. Se os nossos governantes aqui, se dessem conta disso, o país ia ser infinitamente mais rico, e eles godzilamente mais ricos.

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  1. […] fevereiro 12, 2008 Up-to-date Posted by fabriciopontin under Info, Iu.Es.Ei., Politik, matter-of-fact   Seguindo meu post anterior: […]



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