The Race Card

De vez enquando eu gosto de dar uma lida nos contrapontos mais conservadores sobre o que tá rolando aqui nos Istates. A melhor fonte de informação para mídia conservadora aqui é The New Republic, que consegue ser uma revista de direita sem ser uma revista burra. Claro, eles não tem apenas analistas de direita, mas os analistas de direita deles são bons pácas.

É o caso do Leon Wieseltier, que fez uma tremenda crítica do Obama, e agora do Sean Wilentz, que escreveu o seguinte:

Misleading propaganda is hardly new in American politics –although the adoption of techniques reminiscent of past Republican and special-interest hit jobs, right down to a retread of the fictional couple, seems strangely at odds with a campaign that proclaims it will redeem the country from precisely these sorts of divisive and manipulative tactics. As insidious as these tactics are, though, the Obama campaign’s most effective gambits have been far more egregious and dangerous than the hypocritical deployment of deceptive and disingenuous attack ads. To a large degree, the campaign’s strategists turned the primary and caucus race to their advantage when they deliberately, falsely, and successfully portrayed Clinton and her campaign as unscrupulous race-baiters–a campaign-within-the-campaign in which the worked-up flap over the Somali costume photograph is but the latest episode. While promoting Obama as a “post-racial” figure, his campaign has purposefully polluted the contest with a new strain of what historically has been the most toxic poison in American politics.

Basicamente, o Wilentz acusa o campo do Obama de estar fazendo o jogo racial, e de caçar bruxas no discurso da Clinton – e te todo o resto do pessoal. Não sei se isso tá correto, mas me pareceu uma crítica interessante – e já que eu tenho publicado bastante coisa sobre os ataques ao Obama, achei justo mencionar que tem gente achando que se alguém tá atacando, é o campo do Obama, que jogaria com a paranóia racial nos Estados Unidos.

Não é a primeira crítica deste tipo que eu vejo, mas é a primeira suficientemente bem fundamentada para me motivar a considerar esta hipótese – afinal de contas, não tem anjo na política, e não tem motivo para duvidar que o Obama use meios tão maquiavélicos quanto os dos seus adversários. Pelo contrário, é muito otimismo acreditar que existe jogo político sem alguma sujeira por debaixo dos panos.


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