Coisas para sexta-feira

Matéria da Times resolve acabar com o Bill Clinton. O nome da matéria é “The bitter half”, e é genial.

It is hard to miss the irony: the man from Hope is now trying to figure out how to tamp it down. But that tells you pretty much everything you need to know about the spot in which Bill Clinton finds himself today, as his wife’s presidential campaign fights for its life in Ohio and Texas. What is harder to figure out is how much of the blame for her predicament belongs to him. “I think he just did her such damage,” says a friend and supporter, expressing a sentiment that many feel privately. “They’ll never see it that way, because they can’t. And he has no self-knowledge. This has magnified all his worst traits.”

A matéria tá disponível na íntegra aqui.

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O blog do Marc Ambinder, na Atlantico.com, fez uma pequena simulação do que a Hillary precisa para ganhar a nomeação:

Under the rosiest of scenarios, it’s hard to see her winning more than about 50 percent of the remaining earned delegates, even if she whips Obama in Pennsylvania and earns, say, 16 extra delegates, and drums him in Puerto Rico, where, even if she wins seventy percent of the delegates, she’s still, in essence, playing catch up.

If Clinton wins half of the remaining delegates – about 493 – and loses none – she still trails Obama by a net 50 or so earned delegates.

Now let’s run the scenario with Florida and Michigan’s delegates in play – the best iteration of that scenario, with both pledged and unpledged delegates seated and Clinton’s having earned fully 60% of or more of them. She’ll need at least 52.1% of remaining pledged delegates to surpass Obama.

Playing with the numbers a bit, here’s how she could – in theory – accomplish this.

If Florida and Michigan’s delegations are seated fully to her advantage, and if she wins in Ohio by 65% and wins in Texas by 65%, and all other percentages hold, she can win the nomination.

Em síntese, a Hillary precisa que Jesus volte, vote nela, destrua o templo de novo e dance a macarena. Enquanto chupa cana-de-açucar e assobia. E mesmo assim, pode ser que não funcione.

Jerry tá chamando, Hillary!
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Para terminar, não que eu tenha ilusão que mais do que cinco pessoas vão chegar até aqui, mas eu meio que curto este esquema de falar sozinho, tem também uma matéria da New Republic, sobre as semelhanças entre o momento do Obama e do Reagan.

The Reagan metaphor explains why Hillary Clinton was in trouble from the moment she failed to knock Obama out of the race in Iowa. During the last two months, Democrats in large numbers have reached the same conclusion that so many Republicans did in 1980: Now is the time to go for broke, to challenge not only the ruling party but also the governing ideas of the previous political era and the political coalition that allowed them to dominate public life.

“This is our time,” Obama says in a short sentence full of meaning. The conservative age is as dead now as the liberal age was in 1980. Jimmy Carter, in many ways not a liberal at all, became the whipping boy for the end of liberalism. George W. Bush, no pure conservative, has come to symbolize the collapse of conservatism. “It is time to turn the page and write a new chapter in American history,” Obama says–exactly the sentiment of the Ronald Reagan who invoked Tom Paine.

Pessoalmente, achei interessante. Até agora eu pensava no Obama como um fenômeno parecido com o Robert Kennedy – o cara que deveria ter revitalizado os Estados Unidos em 1968, mas foi morto em um rally na Califórnia. Se a gente pensa na coincidência histórica do momento onde o Robert Kennedy teria sido candidato – 1968, uma guerra em andamento, uma crise no horizonte, estas coisas -; e compara com 2008, e mais que isso, compara o discurso… A coisa parece profética.

Lembrando sempre que a perda da eleição de 1968 para o Nixon começou a retomada do conservadorismo que a gente vê hoje nos Estados Unidos – e da qual o Reagan foi o pico intelectual. Ok, intelectual é uma palavra forte. Ideológico tá valendo?Bem, talvez a eleição de 2008 possa significar algo parecido para o outro lado da moeda.

Mas não aposto em nada.

Do jeito que esta eleição anda, eu não me surpreendo se em novembro for a Hillary contra o Huckabee.


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Comments
2 Responses to “Coisas para sexta-feira”
  1. moche disse:

    “George W. Bush, no pure conservative, has come to symbolize the collapse of conservatism. ”

    COMO ASSIM?

  2. Tá, eu sei que soa bizarro.

    Mas é o seguinte, se tu pensar em termos do conservadorismo clássico norte-americano, o Bush não se encaixa.

    Só para dar dois exemplos, primeiro as discordâncias com os setores do conservadorismo fiscal do partido republicano; por exemplo, faz algum sentido financiar uma guerra pedindo dinheiro emprestado para um inimigo político (china)? Falem o que quiserem do Reagan, mas ele não ia fazer uma destas.

    O outro exemplo é o conservadorismo social-religioso mais exacerbado. Se tu pega os old-republicans, eles não conseguem se identificar com esta caricatura que virou o partido.

    Claro, depende o que tu entende por “puro conservador”. Mas o Bush certamente não se encaixa como o típico conservador norte-americano, ele é o novo tipo de conservador – o tipo que reza todos os dias pelo Amargeddon, para que Jesus possa voltar logo.

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