Nick Cave and The Bad Seeds::Dig, Lazarus, Dig!

don’t disturb me when I sleep, even tough your body aches.

Bem, apertei o botão de play no meu download do Dig lazarus Dig, que vazou na internet.

Primeira musica: Dig, Lazarus, Dig. Puro Nick Cave. Bem-humorado, com uma barulheira de fundo (slide guitar pegando), e mostrando que se o Blixa faz falta, não tá aparecendo. Muito bom. Já coloquei mais sobre esta música aqui. A letra é algo de hilário.

2) Today’s lesson: início totalmente insano. Baixo marcado, seguido de riff. Lembra “let the bells ring”, mas é mais swingada. Inclusive, dá para dançar esta música – em um bar esfumaçado da república, mas dá. O refrão é sensacional, lembra Kinks! We’re gonnnna haveee a realll goood timeeee, toniteeeeee. Dois vivas para o teclado de churrascaria! Não consigo parar de rir com esta música. Sensacional.

3) Moonland: Primeira balada do cd. Muito boa, bem típica do Nick Cave.

4) Night of the Lotus Eaters: Musica de pesadelo, bem legal. Bem baseada em baixo e ambiente, e focando na letra. A bateria super bem trabalhada, deve soar muito bem ao vivo.

5) Albert Goes West: Outra música hilária. Distorções ao fundo, dançante. Os Bad Seeds estão à toda neste cd. Um cd de banda, não um cd do Nick Cave com uma banda de apoio – feito o Nocturama.

6) We call upon the author: Mais órgão de churracaria! Parece que alguém pegou uma gravação antiga, passou uma agulha no album, e deixou tocando o lp ao fundo com velocidade diminuida. Quem nunca usou um LP não sabe do que eu tô falando, azar deles. Eu acho possível que o Nick Cave tenha usado algum instrumento eletrônico nesta música, se for verdade, tá tão doido que mal se percebe. Cada instrumento tá tocando alguma coisa diferente, o nível de whisky no sangue dos músicos neste momento deveria estar realmente alto – até para termos australianos. “I feel like a vacuum cleaner/A complete sucker“. Coisas que só o Nico Caverna faz por ti. Esta musica funciona melhor sob efeito de alcool, provavelmente. Prometo tentar.

Voltei.

7)Hold On To Yourself: parece coisas da época do “Your Funeral/My Trial”, mas, não que isso seja uma surpresa, é mais madura. Gostei do ambiente da música, e ela tem um quê meio político, que me chamou a atenção. Até agora, achei a melhor música do album.

8) Lie down here (and be my girl): certo que isso é um outtake. Lembra Sonic Youth das antigas, mas com um feeling mais blues – portanto, lembra Birthday Party. As guitarras deste cd tão realmente muito legais.

9) Jesus of the Moon: concorre para o título de “melhor nome de música ever”. A segunda parte do cd é mais melancólica; a partir da sétima música a coisa ficou mais dark. But for me I’m more afraid of the things staying the same/’cuz the game is never won when I stay in the same place far too long”. Baita música, aquele casamento de Cash com Dylan que o Cave tem feito desde o Boatman Call.

10) Midnight Man: Bastante efeito nas guitarras. Lembra um pouco Neil Young. Na real, lembra bastante Neil Young na época do American Stripes. Everybody wanna be a midnight man. Bah, que baita música. It’s early in the morning and I can’t believeeee it’s trueeee.

11) More news from nowhere: Este início lembra Oasis. Eu sei, isso é estranho. Mas lembra. Ok, entrou a voz do Nick Cave, não lembra mais Oasis. Ufa. It’s getting strange in here, it’s getting stranger every year. Isso é um baixo com palminhas ao fundo marcando o tempo? Lembrou Kinks de novo! Eu realmente quero ver o Nick Cave tocando este album aqui; isto deve soar maravilhosamente ao vivo. The rising violence in me has cut all the circuits off.

Cara, o cd tá muito bom, e a quantidade de cds excelentes que o Nico Caverna lançou desde o Boatman’s Call é sensacional (com exceção do Nocturama, que é uma bosta, todos os outros cds são maravilhosos). Uma vez eu li na NME que era difícil acreditar que o Nick Cave era da mesma geração dos irmão Gallagher. Bem, ele não é. Mas ainda assim, parece que tem mais tempo entre eles; certamente o Cave é o artista mais talentoso da geração dele, e talvez o mais talentoso desde o Neil Young.

Não comparo o Cave com gente como o Reznor, ou os caras do Radiohead, pq são registros diferentes. Mas pensar que o Cave surgiu no contexto do post-punk e do no-wave é realmente difícil de imaginar quando a gente ouve os últimos cds, afinal de contas, por onde anda o pessoal do Bauhaus , Jesus, Cure? Ah é, mesma merda de sempre. O Cave tem um range de estilos e um humor que não tem comparação entre os pares dele.

Recomendo fortemente o cd, que deve entrar para os melhores do ano.


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