Run to Grande Cachoeirinha!

O Chico teve uma idéia que repercutiu asganhamente entre a comunidade RPGista que eu costumo chamar de “meus amigos”. A idéia era relativamente simples, criar um suplemento para Gurps chamado GURPS-Guasca Defense. Não fui autorizado a falar sobre os detalhes do sistema elaborado pelo Chico, mas posso falar de minha própria experiência, quando roubei descaradamente a idéia dele, e juntei um bando de desocupado (Ferrari, Tiago e teve mais alguém guris?) para tentar elaborar um jogo.

A minha idéia foi relativamente simples; o GURPS-Guasca Chimarrita – nome improvisado para não roubar a idéia do Chico; consistia em pegar uma espécie de classe de personagem “Guasca”, que só poderia jogar com determinados tipos de perícias básicas relacionadas à vida no campo. Além destas perícias, o Guasca poderia comprar a perícia genérica “qualquer merda” cujo NH básico era 8, e máximo era 12, e que permitia ao vivente fazer estas coisas de fresco de fora da estância, poirexemplo, cagar em patente, ler, escrever, saber distinguir china da cidade de china do campo e dirigir qualquer automóvel que não fosse F-10, bem como improvisar em coisas absurdas, como Pilotar avião, dissertar sobre a desconstrução em um contexto derridiano, projetar uma pequena bomba a partir de merda de vaca e feno, refutar a teoria da relatividade e tomar chá com o dedo levantado.

Como o contexto era peculiar, resolvi fazer um pequeno mapa mundi, considerando a perspectiva campeira.

Portanto, temos o Rio Grande do Sul dividido em algumas regiões, doravante chamadas “Provincia Platina” – também conhecida como “Uruguay”; “Grande Uruguaiana”; “Grande Rio-Pardo”; ‘Grande Vacaria”;” Grande Jaguarão” e “Grande Cachoeirinha”; juntamente com os territórios beligerantes chamados “Teutônia”, que consiste na serra alemã, de picada café até são leopoldo; “Nova Roma” que vai de Feliz até Flores da Cunha; temos também os territórios reclamados de Pedro Osório e Torres, que contemplam toda aquela ficção chamada de “litoral norte do rio grande do sul”.

O Rio Grande do Sul faz divisa com a Bahia, que começa no rio mampituba, e com a Argentina. O jogo consiste na guerra permanente entre a Argentina e o Rio Grande do Sul. A Bahia parece passar despercebida, inclusive, pensamos seriamente em, na hipótese absurda de tornar isso um suplemento físico, fazer um mapa-mundi com apenas RS e Argentina para o jogo. Sabe? Para ser justo.

Bom, neste contexto, eu criei um setting cyper-anarco-científico-conspiratório, de invasão alienígena combinada com uma hipótese de tentativa de subversão da cultura gaudéria para a cultura *cuspe* argentina. Basicamente, os Argentinos teriam descoberto uma tecnologia alienigina que os permitiu criar robôs que invadiram a querência de “Grande Uruguaiana”, o contato com estes robôs que pareciam muito com argentinos sebosos que jogavam no Boca Juniors, tornava qualquer um que rodasse em um teste de resistência pós-traumático (trauma aqui entendido como “contato com um argentino”) em um *cuspe* argentino!

Claro, mas um guasca comum não poderia ser páreo para estes robôs! E é por isso que os guascas com os quais os jogadores jogavam tiveram contato com uma erva mate radioativa! Sim! Que, digamos assim, estava para os guascas como espinafre estava para o Popeye. A erva mate radioativa, consequencia das chuvas ácidas na região campeira, deu aos guascas super-poderes campeiros. O personagem do ferrari, por exemplo, adquiria temporariamente as características de qualquer animal que ele barranqueasse (sic?), acho que é o único personagem na história de gurps que tinha um NH 18 para “Barranquear Vaca”; não lembro as características do personagem do Tiago, eu lembro que era algo bem nojento.

Bom, jogamos. Apenas uma vez. Eu fui embora de porto alegre na semana seguinte, com a sensação de ter deixado um legado importante para ser completado. Devo muito ao Chico, pelas idéias, e ao Ferrari, que ajudou – e creio que ambos devam levar este projeto (que é deles) para frente.

Ah sim, este post tem o único e exclusivo intuito de justificar as óbvias razões pelas quais não encontro pessoas com as quais jogar RPG aqui em Carbondale, pq eles jogam feito uns viadinhos – uma coisa respeitosa, dá até nojo. E também de comprar um salvo conduto com meus amigos que não aguentavam mais me ler falando de política, filosofia e musica que ninguém gosta.


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Comments
8 Responses to “Run to Grande Cachoeirinha!”
  1. Ferrari disse:

    Tentando me comprar com um post, é?

    Último jogo… :**

  2. Virgula disse:

    Ahuahauhauhau muito foda XD
    Isso me lembrou historia de mesa de uma amigo;
    Um grupo de D&D ia atravessar uma ponte, mas tinha de pedir permissão ao dono da ponte, um sujeito chamado ‘Ceifador’.
    Indo atras dele encontram um cara gigantesco com um foice e rola umas merdas e o grupo se borrando de medo entra em combate, mas então perguntam pro mestre:
    “- Ei o que era aquilo
    – Plebeu nivel 6”
    xD

  3. Ferrari disse:

    Mas acho que a mais escatológica de nosso grupo é a do cavalo alienado. Nem vale a pena explicar pq essa altura tu já falou pra todo mundo. :)

  4. Ferrari disse:

    Ah, mais uma coisa.
    Pq tu não explica pra população geral que sente falta de ti numa mesa de jogo (eu e o Habikó) pq diabos tu fica puto com o mestre quando tu tem falha crítica?
    (Sempre lembrando quando o Fabrício rolou 11 nºs 1 em 13 dados; coisa que nem o Roni, que é estatístico, explica)

  5. Vitor Teixeira disse:

    Eu estou em Carbondale e quero JOGAR RPG!!!!
    e sabem que mais? Fabricio culpa tudo na sua cara-metade por ainda nao termos começado sequer a planear todo o grupo para jogar…..
    e é verdade, jogadores rpg americanos sao nerds que nem puta mostra em filmes!

  6. Ferrari, eu fico puto das calças com o mestre levar a sério um rolamento que obviamente teve intervenção divina. Não é por nada, mas me parece profundamente injusto levar em consideração um rolamento no qual deus EVIDENTEMENTE interviu para me fazer tomar no cu. A não ser que todo personagem meu tenha a desvantagem “almadiçoado por deus”, e eu possa usar isso para COMPRAR PONTOS.

    Quanto ao argumento do Vitor, been there, done that, certo Ferrari?

  7. e a mais escatológica do nosso grupo…
    essa é difícil.
    eu acho que aquela one-night-shot de gurps-guasca é parelha com a do cavalo alienado. sem contar com a noite dos dados viciados, quando eu devo ter tido, além daquele rolamento com ONZE UNS, mais uns quinze rolamentos negativos.

  8. Paulinha disse:

    Bahn.

    1) RPG dependendo da Tati? Bah, ceis têm mais uns 4 anos pra tentar fazer acontecer.

    2) Oi? Fabs, não me espanta muito 11 críticos teus, tu é o mais azarado do mundo. :P

    3) beijosmebipa :*

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