Greenspan, ou, Wake-up call

(…)a vasta maioria dos programas sociais não elimina a pobreza e ainda aumenta os gastos públicos. No resto do mundo emergente, onde o padrão de vida avançou aceleradamente, as taxas de poupança são muito mais altas porque as redes de proteção social são mais fracas. Na Ásia, as famílias naturalmente guardam mais dinheiro para os tempos de necessidade. Na América Latina, é o inverso. É preciso entender que, quando redes de proteção social convivem por muito tempo com a pobreza, isso é sinal de que elas não têm eficácia.

Difícil não concordar. A entrevista é velha, de uma Veja do ano passado.


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Comments
14 Responses to “Greenspan, ou, Wake-up call”
  1. Denis disse:

    my dog have no nose!

    cara, tu vaí pra gringa pra ficar escrevendo coisa que não convém ao meio universitario? tu é cool!

  2. how does he smell?

    pois é, eu sou tipo o cara aquele que sempre fica levantando os assuntos correntes mais nada-a-ver em aula.

  3. Ferrari disse:

    Eu perguntaria sobre o cachorro do Hitler numa aula tua. Ia bombar falar de Monty Phyton (e de Hilter!) numa aula de doutorado em filosofia.

  4. moche disse:

    jura, mais daquelas pregações mercólatras sem sentido.

  5. moche disse:

    Mais: o Brasil, para a desespero da Veja, prova o contrário. Empiricamente.

  6. a única coisa que o brasil prova é a eficiencia de programas populares para reeleger presidentes da república. O que diminui no brasil foi o número de miseráveis, mas eu quero saber se existe mobilidade social DE FATO.

    O brasil se beneficiaria, e muito, de uma abertura para um estado menor – um que te permitisse abrir uma empresa em menos de seis meses, por exemplo. O greenspam bateu na ponta do prego, se os programas sociais existem há dez anos, e o problema que eles visam aliviar ainda os torna necessários, então eles estão funcionando ERRADO.

    Ou os meninos de rua de porto alegre são culpa do Greenspam? E do liberalismo malvado?

  7. moche disse:

    Não, o problema do Brasil não pode ser debitado ao liberalismo, simplesmente porque o Brasil é uma combinação entre feudalismo (no campo) e fascismo corporativista, agravado com a tradição cartorial-burocrata que herdamos dos portuga.

    Não creio que os programas estão funcionando errado. Ao contrário. O aquecimento econômico do Brasil vem da ascensão das classes baixas, que estão subindo uma ou duas faixas com a miséria que ganham do Bolsa-Família.

    Será que o estado mínimo vai tirar alguém da miséria? A Inglaterra, que já era liberal antes dos EUA existirem, ouviu T.H.Marshall e criou o Bolsa-Família deles (poor law) há mais de dois séculos.

    Só o brasileiro acho que o outro morrer de fome não tem problema.

  8. É claro que gente morrendo de fome é um problema, Moisés.

    Outra coisa, estes benditos programas sociais seriam possíveis sem a gradual abertura economica da década de 90? E outra, o Marshall escreveu no início-meio do século XX, como assim mais de dois séculos?

    E pelo amor de deus, moyses, Liberalismo Político é diferente de Liberalismo Economico. O Liberalismo Políticos surge com os Federalist Papers, nos EEUU.

    O que a gente tem é uma tradição populista que vem desde os anos 30, tradição esta que o governo lula é um dos maiores expoentes – ao fazer adesismo e política social para ganhar voto de pobre. Ou a gente se esqueceu o quanto o PT depende da corrupção endemica para manter o governo?

    O Lula é o maior presidente do PMDB que a gente já teve. Distribui cargos para os cabeças de bagre em troca de voto no congresso. Os programas sociais são a grande arma do governo contra quem fala mal “olha, ele quer tirar comidinha da boca de criancinha”

    Nenhum sentido.

  9. Virgula disse:

    Eu quase consegui colocar meu pé atras da cabeça!

  10. moche disse:

    o TH Marshall é do século passado, mas a poor law é mais antiga que ele. eu não vejo o bolsa-família dessa forma, tendo a enxergá-lo como um caminho para a renda mínima, que pra mim seria o ideal.

    quanto à diferença de liberalismo, exatamente por isso eu detesto o termo “neoliberalismo”. tb não vejo nenhum problema com coisas como privatizações ou gestão do serviço público, mas acreditar que o mercado vai resolver os problemas do brasil pra mim é o mesmo que acreditar em papai noel.

    sinceramente, tem gente que NÃO acha gente morrendo de fome um problema.

  11. moche disse:

    O que a gente tem é uma tradição populista que vem desde os anos 30, tradição esta que o governo lula é um dos maiores expoentes – ao fazer adesismo e política social para ganhar voto de pobre. [não concordo]
    Ou a gente se esqueceu o quanto o PT depende da corrupção endemica para manter o governo? [concordo]

    O Lula é o maior presidente do PMDB que a gente já teve. Distribui cargos para os cabeças de bagre em troca de voto no congresso. [concordo]
    Os programas sociais são a grande arma do governo contra quem fala mal “olha, ele quer tirar comidinha da boca de criancinha” [não concordo]

  12. Tah, entao a inglaterra nao ouviu o Marshall, como tu havia dito, para criar o poor law, certo? :P

    O mercado pode não resolver os problemas do brasil, mas a falta de uma lógica de mercado no brasil certamnete não ajuda

  13. moche disse:

    sim, sim, me confundi. li um artigo de um outro marshall falando da relação entre ambos (Marshall e Poor Law), mas agora dei uma googleada e vi que viajei na maionese :-)

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