Break-up songs (minus Dylan) – pt. I

Nico Caverna e as Más Sementes:: Where do we go now but nowhere

The Boatman’s Call, nas palavras do artista responsável pela obra de arte, é um conjunto de músicas “sobre uma mulé que eu tava comendo” (em bom australiano, “abaut thes sheela a’wuz shègging”). Tendo em vista que a sheela em questão também fez não um, mas dois albuns, problematizando o lado bom e o lado ruim desta mesma relação, eu creio que tá tudo em casa. De qualquer sorte, a tal da Polly voltou no album novo do Nicão, mas o Boatman Call talvez seja o mais significativo – e neste album, Where do we go but nowhere é a menos literal – e é a melhor. Embora Far From Me e Black Hair sejam close seconds e thirds.

Neil Young::From Hank to Hendrix

A tati vai discordar. Vai dizer que é uma música de amor. Ela tá errada, é uma break up song. Uma break up song mais animadinha, é verdade. Mas é uma break up song, “from marilyn to madonna/I always loved your smile//now we’ding for the big divorce/california style”. I rest my case. A música tá no Harvest Moon, que tem músicas muito boas, mas tem umas músicas de ruim, inclusive uma de doer sobre o Labrador do Neil Young que tinha morrido de velho durante o album. É, eu sei.

PJ Harvey – The River

And we walked without words
And we walked with our lives
Two silent birds
Circled by
Like our pain in the river

Como essa mulher não morreu fazendo este album é algo que merecia uma tese de psicologia. Ou isso, ou ela conseguiu atuar atormentada pelo final da relação dela com o Nico Caverna com muita competência. Pela foto na capa do CD, competência demais.

Beck – Side of the road

O vídeo também tem Round the bend, a primeira música é Side of the road, melhor (e última) música do excepcional Sea Change – o album que o Beck fez sobre divórcio e que nem é tão pior que o Blood on the tracks, ou seja, é bem bom.

On a borrowed dime
In different light
You might see what
The other side looks like
In a random room
Behind an iron door
Kick an empty can
Across an empty floor

O Beck fez tanta coisa boa no início da carreira que parece que tudo que ele lança é meio que decepcionante. Mas o Sea Change é brilhante até em comparação com o Odelay.

Radiohead – Morning Bell

Negócio seguinte: Melhor música do Kid-A e do Amnesiac. “you can keep the furniture”; “where’d’a park’a car?”. Mostra que música eminentemente eletrônica pode ter coração, e se for bem feita pode fazer sentido – só não precisa ser óbvio. “cut the kids in half” (…) “releeeeasseeeeee meeeeeee”

Versão genial esta do vídeo, por sinal.

Ok, fiz uma lista anos 90-2000. Depois penso alguma coisa para 80-90 e 70-80. Sugestões bem-vindas.

Não, eu não conheço nada de música brasileira. Obrigado por perguntar.


AddThis Social Bookmark Button

Comments
One Response to “Break-up songs (minus Dylan) – pt. I”
  1. Vica disse:

    Vou escutar com calma depois, mas a seleção parece muito boa. Música brasileira? Blerghs.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: