Um pouco de política

Os últimos dois dias não tiveram lá muita coisa para serem comentadas aqui no blog na esfera política. Mas vamos lá para o que andou rolando hoje, que algumas coisas são bem interessantes – e podem apontar tendências bizarras.

O Bloomberg (dono da rede de televisão aquela, e prefeito de NYC), hoje abriu um discurso do Obama em NY. Nenhum apoio oficial, apenas o blah blah blah político de sempre “vamos ouvir as propostas e pá”, mas tem algo de significativo aí. Ninguém no cenário democrata ou republicano pode dispensar a grana que o Bloomberg tem para investir, nem os seus respectivos contatos. Minha aposta? O Bloomberg certamente vai se vender para a melhor proposta. Mas vou dizer o seguinte: se o Obama tá disposto a se vincular a gente como o Bloomberg para garantir grana e redes de trabalho, e oferecer um lugar como vice-presidente na jogada, bem, nada contra. Mas por favor, parem de dizer que este cara representa new politics. Ele é esperto, e sabe como ninguém fazer um discurso agregador. Mas o Obama talvez saiba melhor que ninguém que ele pode não conseguir ir longe sem fazer algumas concessões desconfortáveis. Um shark feito o Bloomberg é uma destas concessões, uma que certamente não constrangeria o McCain, mas que deveria constranger o apoio pra-frentex e jovem do Obama.

O Chris Dodd andou falando com a imprensa hoje. O Chirs Dodd é um dos old-school no partido democrata, foi candidato nas prévias para presidente umas duzentas mil vezes, sempre perdeu, mas manteve a estatura de figura importante no partido. Inclusive, é um destes super-delegados. Super-delegado, sabe-se, é como um delegado comum, mas usa a cuecaem cima das calças. Chris Dodd disse na CNN que é para a Clinton entregar esta palhaçada pro Obama duma vez, se não vai feder.

Sen. Chris Dodd said Thursday a protracted Democratic presidential race would be “devastating” to the party, and argued an agreement should be worked out after the upcoming contests in Pennsylvania, Indiana, and North Carolina.

Claro, o Dodd não mencionou um dado supimpa, que é o fato de 25% dos democratas que não vão votar no Obama, acharem que ele é Muçulmano. Mas apesar de tudo isso, podem ficar tranquilos viu? O partido democrático vai ressurgir das cinzas destas primárias e se juntar. Não que alguém saiba exatamente como isso vai acontecer.

A Time tem uma idéia:

Unlike Barack Obama, Bill Clinton does not believe in “the fierce urgency of now.” The former President has an exquisitely languid sense of how political time unfurls. He understands that those moments the political community, especially the media, considers urgent usually aren’t. He has seen his own election and reelection—and completing his second term—pronounced “impossible” and lived to tell the tale. He remembers that in spring 1992 he had pretty much won the Democratic nomination but was considered a dead man walking, running third behind Bush the Elder and Ross Perot. He knows that April is the silly season in presidential politics, the moment when candidates involved in a bruising primary battle seem weakest and bloodied, as both Hillary Clinton and Obama do now. It’s the moment when pundits demand action—”Drop out, Hillary!”—and propound foolish theories. And so I’m rather embarrassed to admit that I’m slouching toward, well, a theory: if this race continues to slide downhill, the answer to the Democratic Party’s dilemma may turn out to be Al Gore.

Sério? O Al Gore? Mas ele não conseguiu perder uma eleição que ele tinha ganho? Sinceramente, acho o Al Gore quinhentas vezes mais candidato que qualquer político nos Estados Unidos. Ninguém sabe bem qual é a do Obama, a gente sabe que é interessante que um presidente americano tenha uma avó no Kenya e tenha entrado na política sem pedigree. Legal isso. Mas nada garante que o Obama pode entregar qualquer coisa, ele tem potencial. Como alguém nascido e criado no sul do Brasil, acho que já tive minha dose de pessoas com potencial me prometendo coisas – já cansei de ver gente cheia de potencial batendo contra a parede da realidade, e povo dizendo que esperança venceu o medo dando cargo de confiança para neo-pentecostal para construir base.

Portanto, gostaria de poder apoiar um cara que nem o Gore, que parece ter as manhas. Só que isso é delírio. Quer dizer, eu acho muito brabo o Al Gore topar. Se o Al Gore quizesse, ele tinha sido o candidato de consenso dos democratas; não vejo porque ele entraria agora para pacificar uma eleição. Talvez ele decida apoiar um candidato depois de Indiana, para evitar que a coisa chegue na convenção final – o que seria simplesmente trágico para o partido, e que, parece, vai acontecer.

Mas que a gente tá fudido com mais quatro anos de Republicanos, isso estamos. E a Condoleeza já andou falando que derrepente, pode ser, que ela mude de idéia sobre aquela declaração dela que não queria ser více do McCain. Uma chapa McCain e Condie faz a vantagem dos democratas desaparecer, primeiro lugar pq o discurso do McCain ser velho perde força (se ele morrer, assume a Condie), e a “diversidade” dos democratas vai pro saco junto.

Bom, o importante é que o Emo de campinas ganhou o BBB.


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