Allison on Husserl and Derrida

O Fabião me disse que quase teve uma epifania quando tava no arquivo Husserl e viu a dedicatória do Heidegger, escrita a punho pelo próprio, na edição de Ser e Tempo que ele havia dado para o seu então amigo Husserl.

Na maior clareza está a maior beleza.

Este paper do Allison fala de Husserl e de Derrida em termos que seres humanos normais podem entender:

Language, for Husserl, serves scientific thought and finds its model in the highest degree of scientific objectivity, the form of logical predication. And, we should not forget, it is across and through language that meaningful statements can be recorded and transmitted, that a body of doctrine can be set down and verified, that a community of scientists can communicate, that science itself becomes possible. Meaningful language, consequently, has its own rules and purpose; it is a “pure logical grammar,” and it expresses meanings in predicative form, i.e., in the form of a possible reference to an object. This is where Husserl makes the first “essential  distinction” of the Logical Investigations. In language, there are two different sorts of signification: indication and expression. For Husserl, however, only one of these – expression – is meaningful. Expression alone, properly speaking, bears sense.

Roubei isso da página sobre fenomenologia do professor Nythamar, tu pode achar o artigo completo na PUC, em um link que miraculosamente funciona. A discussão sobre generatividade e indicatividade, em termos bem analíticos, tem me agradado muito, e Derrida me agrada mais quando ele tá brigando com os linguistas do que quando ele quer ser o Walter Benjamin do pós-queda-do-muro.

Sério, leiam o artigo, é bom para ver o que dá para fazer com Derrida sem dar grandes voltas hiperbólicas.

(tô vendo o Moysés chamar o Allison de chato, eu não recomendo, ouvi de fonte confiável que ele tem um crocodilo)


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Comments
One Response to “Allison on Husserl and Derrida”
  1. Moche disse:

    Não li ainda o tal Allison, mas só para constar que prefiro o Derrida que “quer ser o Walter Benjamin do pós-queda-do-muro”. :-)

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