The Fall of Conservatism

Com a cada vez mais provável derrota de McCain em novembro, a tendência agora é interpretar isso não como uma derrota do McCain – que em qualquer outro contexto seria um candidato mais forte – mas uma derrota do tipo de política conservadora implementada pelo Bush nos últimos oito anos.

A new yorker desta semana tem uma matéria primorosa, para variar, sobre a queda do Conservadorismo norte-americano, fazendo uma genealogia desde os anos Nixon, passando por Reagan e uma figura que ainda vai dar o que falar que é o Newt Gingrich. O Newt Gingrich é uma das poucas vozes moderadas dentro do partido republicano na atualidade, embora ele esteja bem longe de ser um novato, ele tem surgido como uma espécie de força de renovação no partido. Soa um pouco bizarro, tendo em vista que ele também é o cara que protagonizou o pedido de impeachment do Clinton, mas ainda assim, talvez ele possa ser a reedição do tipo de republicano que eram Reagan e Helston – o problema todo é: ele tem cacife para passar por cima da grana de um Mitt Romney? Ou do poder de agregação e populismo conservador do Huckabee?

Trecho da matéria:

Only a few years ago, on the night of Bush’s victory in 2004, the conservative movement seemed indomitable. In fact, it was rapidly falling apart. Conservatives knew how to win elections; however, they turned out not to be very interested in governing. Throughout the decades since Nixon, conservatism has retained the essentially negative character of an insurgent movement.

Nixon himself was more interested in global grand strategy and partisan politics than in any conservative policy agenda. By today’s standards, his achievements in office look like those of a moderate liberal: he eased the tensions of the Cold War, expanded the welfare state, and supported affirmative action (albeit in ways calculated to split the Democrats). “L.B.J. built the foundation and the first floor of the Great Society,” Buchanan said. “We built the skyscraper. Nixon was not a Reaganite conservative.”

Even Reagan, the Moses of the conservative movement, was more ideological in his rhetoric than in his governance. Conservatives have canonized him for cutting taxes and regulation, moving the courts to the right, and helping to vanquish the Soviet empire. But he proved less dogmatic than most of his opponents and some of his followers expected, especially on ending the Cold War. Reagan emphasized the first word in “positive polarization,” turning the Nixon playbook into a kind of national celebration. Like F.D.R., he dominated an era by reconciling opposites through force of personality: just as Roosevelt the patrician became the tribune of the people, Reagan turned conservatism into a forward-looking, optimistic ideology. “We started in 1980 and played addition,” Ed Rollins, Reagan’s political director, recalls. “ ‘Let’s go out and get Democrats.’ We attracted a great many young people to the Party. Reagan made them feel good about the country again. After the ’84 election, we did polling—Why did you vote for Reagan?They said, ‘He’s a winner.’ ”

Vale ler a matéria para comprender as sutilezas do partido republicano, que não é só o Bush, é também gente como Clint Eastwood e Pat Buchanan. Uma das piores coisas dos anos Bush foi como os setores moderados do partido republicano foram isolados e sistematicamente silenciados até sumirem de vista. Não simpatizo muito nem com o lado moderado, vale dizer, mas eles fazem muito sentido, e são uma parte necessária do diálogo aqui – para ver o quanto, basta ver o que a falta deles fez aos últimos oito anos de debates.


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Comments
4 Responses to “The Fall of Conservatism”
  1. moche disse:

    clint eastwood? virei conservador.

  2. Clint é old republican, da turma do FDR. The Great American Coalition.

    Nem todo republicano é um demente que acredita que o diabo é chifrudo, vermelho, e fala nos ouvidos dos homosexuais.

  3. moche disse:

    clint = O CARA

  4. moche disse:

    Agora entendi o porquê disso

    http://cinema.terra.com.br/cannes/2008/interna/0,,OI2900608-EI11459,00-Spike+Lee+critica+irmaos+Coen+e+Clint+Eastwood+em+Cannes.html

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