O establishment ama Barack Obama

De uma entrevista de ninguém mais e ninguém menos que Murdoch, dono de uns 300 órgão de comunicação aqui nos Estados Unidos. Certamente, junto com Bloomberg, uma das pessoas mais poderosas dos Iztates. A entrevista é para o Silicon Alley Insider; highlights aqui e aqui. A parte que me interessou mais foi essa:

Rupert on election: Both Obama and McCain have a lot of problems. But you have probably the making of a phenomenom in this country. Politicans are at an all-time low. They’re despised. Obama drew 75,000 at Portland rally, and he’ll carry Oregon. But “he might not carry Florida, because the Jewish people are suspicious of him, and so are Hispanics.” And while people won’t talk about it, race will matter.

So what’s McCain’s issue? “He’s been in Congress a long time, and you have to make a lot of compromises. So what’s he really stand for?… I think he has a lot of problems.” So who are you backing? “I’m not backing anybody. But I want to meet Obama.” I want to know if he can walk the walk. Have you read his educational policy? It’s great. But it means that in his first six months in office, he has to smash the teacher’s unions.

Did you have anything to do with the NY Post endorsing Obama in the NY primary? “Yeah.”

Em síntese, Rupert Murdoch, o cara que a The Nation (uma espécie de versão americana da Carta Capital) pinta como Satan reencarnado, disse ontem que Obama é um rock star, um fenômeno, com boas idéias, uma boa política econômica e que ele deve ganhar a eleição em novembro.

Murdoch, o dono da FOX news.Do New York Post. O cara que emprega Bill O’Reilly. Que dá espaço para gente como Ann Coulter e Rush Limbaugh nas suas rádios.

Duas hipóteses, não necessariamente excludentes: 1) O Murdoch tá sentindo que o ambiente político que tornou a FOX possível nos últimos oito anos tá mudando, e que ele precisa mudar com o ambiente, se pretende continuar no mercado; 2) O Obama não é exatamente o liberal-reformador que a The Nation e a carta capital gostariam que ele fosse – daí gente como o Murdoch conseguir falar a favor dele, sem parecer hipócrita.

Para o Obama, isso fortalece o perfil dele como alguém que pode ganhar voto dos republicanos não tão ligados com a direita-religiosa, o qu é bom. Por outro lado, pode sair pela culatra, se o pessoal parar de ver nele um reformador – fazendo votos migrarem para, digamos, Ralph Nader.

Isso somado aos rumores que Obama pode correr com Bloomberg como vice, é interessante. No entanto, não tenho ouvido tanto sobre esta possibilidade – parece que realmente está entre o Rendell, Gen. Wesley Clark e Jim Webb. De qualquer forma, a própria perspectiva de apoio de alguém como o Bloomberg somada com os elogios do Murdoch, são um bom choque de realidade para quem pensa que estas quebras com o “establishment” são coisas corriqueiras.

Ou ainda mais, que um senador junior de Illinois poderia se eleger presidente sem apoio de gente grande dentro do “status-quo.


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