A Place to Bury Strangers::A place to bury Strangers

Sabe quando tu ouve uma música, e tu tem que ir buscar teu queixo, que caiu no chão?

Isso acabou de acontecer comigo ouvindo esta música.

Imediatamente procurei, e achei, o album deles. Conforme vou escutando, passo o que penso.

Abre com Missing you, lembra Joy Division, na hora. Um pouco de Jesus and Mary Chain na guitarra, mas o teclado vs Baixo é total Joy Division. Eu ouvi duas musicas destes caras, e já gosto mais deles do que de Interpol. Eu preciso ouvir isso em um volume alto, em um aparelho de som melhor.

Depois vem Don’t Think Lover, que é muito parecida com She’s lost control. Meu deus do céu, isto é tudo que o Joy Division teria sido com mais três anos de banda. Mais uma vez, lembra Jesus no vocal sobre vocal e na cadência; este baixista toca igual ao Peter Hook.

A terceira música é To fix the gash in your head, que é a que abriu este post.

Quarta música, é esta aqui:

The Falling Sun lembra My Bloody Valentine, que lembra Jesus and mary Chain, que lembra – adivinhem – Joy Division. Esta é um tanto parecida com Atmosphere. Ok, esta banda está ficando um pouco parecida demais com Joy Division. Considerando-se que eles roubaram o som de forma absurdamente competente, tá perdoado. Eu admito, adorei esta música.Olha aqui, tu coloca uma bateria com eco, uma guitarra estridente, e uma fuzz-box, tu me ganhou, ok? Eu sou vendido. Se depois tu encaixa um solo de uma nota só com slide, então, a coisa fica especialmente garantida. Lembra um pouco Sisters of Mercy, o que não é surpresa, considerando-se que lembra Joy. O walk-a-away com eco e o assassinato em série de guitarras com um teclado tocando uma nota ad nauseum, é o tipo de coisa que eu adoraria ouvir em uma pista.

Another step away segue o estrago. Desta vez lembra Jesus, e só Jesus. Lembra leather boots, do primeiro album. A guitarra lembra muito o psychocandy. O vocal, na real, lembra os irmãos Reed até as ventas, daí a confusão com Joy-Jesus. you take me another step-you take me another step away. Se eu tivesse ouvido isso sem saber que era esta banda, ia achar que era um B-Side do psychocandy que deveria estar no album.

Breathe deveria ser o single. Não é. Bem pop, o loop de guitarra lembra Only Shallow, do My Bloody Valentine. Eles tem uma fuzz-box, um big-muff, e eles usam os dois juntos. Pedal no vocal, sempre recomendável.Lembra Lush, o que significa que é a pior música até agora no cd.

Segue I know I’ll see you, que tem muito do tipo de som de fundo que o Jesus fazia tão bem, mais uma vez, influência pesada de My Bloody Valentine; um pouco mais dançante que MBV e Jesus, o que aproxima de Echo & the bunnymen. Mas nada tão chato quanto Echo (que seria mais a praia do interpol, anyway).

She Dies inaugura o meu período de irritação com o fato deles estarem copiando descaradamente os ambientes do Joy Division. Especialmente em Dead Souls. O Reznor já fez isso, crianças. No entanto, eu sou desarmado pelo fato que eu automaticamente gosto deste tipo de coisa. Mas eu fico esperando “they keep calling me” aparecer no chorus, e nunca aparece, porque não é Joy. Outra música meio fraca.

My Weakness é uma pancada, estilo nine inch nails remixado pelo Foetus. Exceto pelo vocal de fundo, duas vezes mais baixo que o resto dos instrumentos, que lembra MBV. Mas é totalmente dançante, e me lembra que eu posso gostar bastante desta banda se no futuro eles criarem identidade própria.

Ocean fecha o CD, com o asssassinato de uma guitarra que lembra NIN de novo:

A linha de baixo, novamente, prova por A+B que Peter Hook influenciou TODO MUNDO que pegou num baixo querendo fazer este tipo de música. Lembra Colony, adivinhem de que banda? Mas é bom, e deve funcionar que é uma beleza em pista.

No geral:

A banda é boa, mas não tem lá muita identidade. Eles perdem para o Interpol no critério criatividade, mas ganham na execução. Sem dúvida, é a banda deste resgate de som post-punk que mais tem potencial, e que melhor entendeu as referências. Ganham pontos por não ter bebido na água do Placebo, como fez o Interpol.

Agora resta esperar que eles não entrem na síndrome do terceiro album. Este é o primeiro, foi lançado em 2007. O segundo tem tudo para ser muito bom, só espero que o terceiro não confirme a tese que bandas deste tipo não conseguem ser regulares.

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