Surrealidade

Zero Hora — Como foi o seu encontro com a governadora?

Cézar Busatto — Foi um encontro para fazer um balanço desse período todo, e eu vim comunicar que vou me apresentar à CPI para fazer um depoimento na segunda-feira. A governadora concordou e ficou satisfeita, achou muito boa a minha iniciativa. Isso aí. Nós tomamos champanha para comemorar.

Ahn?

ZH — A governadora criticou abertamente a forma como a conversa foi gravada pelo vice-governador. Como o senhor recebeu esse posicionamento de Yeda?

Busatto — Muito bem. Acho que ela fez o que tinha que fazer. Não se envolveu no assunto. Esse é um assunto que diz respeito à minha relação com ele, embora tenha repercussões. Ela demonstrou sua indignação e solidariedade com o que aconteceu. Ela fez o que tinha que fazer, que é se dedicar exclusivamente às coisas de Estado. Por incrível que pareça, mesmo com toda essa crise política, o Rio Grande está indo muito bem. Acabamos de ganhar um presente de Deus, que é a planta de plástico verde, que trará esse investimento de US$ 1 bilhão. Ninguém é insubstituível. Tenho certeza que fiz a minha parte enquanto estive no governo. Fui vítima de uma armadilha inominável, mas a vida é assim. Saio de cabeça erguida, com minhas convicções, com meu jeito de fazer política. Vou continuar acreditando nas pessoas, vou continuar confiando nas pessoas. Não me arrependo de ter confiado no vice-governador. A gente às vezes se engana.

Nestas horas a gente vê que a influência do dadaísmo e do surrealismo não é só nas artes. Ela se espalha para todos os campos, vejam, por exemplo, a próxima declaração de Busato, evidentemente de influencia Abstrata:

ZH — Como o senhor avalia o impacto destes dois últimos dias na sua carreira política?

Busatto — Se você examina o conteúdo das fitas, sinceramente, isso só me engrandece na minha vida pública. Não me sinto em nenhum momento diminuído. Eu simplesmente disse coisas que todo mundo quer dizer, que todo mundo sabe, só que existe uma grande hipocrisia em torno disso. Não é por nada que eu e outros políticos honrados defendemos o financiamento público de campanhas. E vou continuar lutando pela mudança nas formas de financiamento das campanhas e pelo profissionalização do serviço público. Com todo o respeito, não quis fazer críticas aos grandes partidos, apenas exemplifiquei, mostrando que nós temos que melhorar. Diferentemente do vice-governador, que tenta jogar no caminho de destruição, eu acredito que podemos construir.

Quem diria, hein. Busato demonstrando toda exuberância do discurso pós-pós-moderno.


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