Sobre fascismos

Last week, the Democrats talked about change. But let me ask you — what do you think Washington is right now, liberal or conservative? Is a Supreme Court liberal or conservative that awards Guantanamo terrorists with constitution rights? It’s liberal! Is a government liberal or conservative that puts the interests of the teachers union ahead of the needs of our children? It’s liberal!

Fascismo é uma palavra que é usada de forma muito arbitrária, muito frequentemente. A gente ouve um troço que não gosta, e reage com um “FASCISTA!” ou coisa parecida. Tudo bem, é normal.

Mas o problema é que isso “esvazia o conceito”, e quando tu te depara com a declaração do Mitt Romney ali em cima, em rede nacional, falando que terroristas não tem que ter direitos constitucionais depois de capturados e recebe aplausos seguidos de U-S-A! U-S-A!, tu tem que chamar isso pelo nome: Isso, senhoras e senhores, é fascismo.

A grande vantagem da democracia, enquanto sistema político, é que você garante certos direitos para qualquer um, é precisamente isso que torna – ou tornava – os Estados Unidos diferentes do Iraque, por exemplo. É este o poder de barganha que a gente tem na arena política, se tu for negociar, por exemplo, e tentar mostrar que um sistema é melhor que outro: “olha, no nosso a gente respeita certas garantias básicas, não importa o que tu fez. A gente não se iguala com a barbárie, a idéia é ir contra a barbárie, não reproduzir ela oficialmente”.

Agora a Palin está falando. Agora a pouco quem falava era o Giulliani e o Huckabee. Alguns pontos altos? Claro:

Huck:

Barack Obama’s excellent adventure to Europe took his campaign for change to hundreds of thousands of people who don’t even vote or pay taxes here.It’s not what he took there that concerns me. It’s what he brought back. Lots of ideas from Europe he’d like to see imported here.Centralized governments may care for you from cradle to grave, but they also control you. Most Americans don’t want more government — they want a lot less.

Giulliani:

When they gave up on Iraq, they gave up on America

O pior desta história é que toda esta porcalhada, estas acusações de elitismo, de bom-mocismo e politicamente correto contra o Obama, elas são capazes de pegar. E acreditem, o McCain é muito mais perigoso que o Bush em termos de política externa.

Em tempo, um trecho da Palin:

But listening to him speak, it’s easy to forget that this is a man who has authored two memoirs but not a single major law or reform – not even in the state senate.

This is a man who can give an entire speech about the wars America is fighting, and never use the word “victory” except when he’s talking about his own campaign. But when the cloud of rhetoric has passed … when the roar of the crowd fades away … when the stadium lights go out, and those Styrofoam Greek columns are hauled back to some studio lot – what exactly is our opponent’s plan? What does he actually seek to accomplish, after he’s done turning back the waters and healing the planet? The answer is to make government bigger … take more of your money … give you more orders from Washington … and to reduce the strength of America in a dangerous world. America needs more energy … our opponent is against producing it.

Victory in Iraq is finally in sight … he wants to forfeit.

Terrorist states are seeking new-clear weapons without delay … he wants to meet them without preconditions.

Al Qaeda terrorists still plot to inflict catastrophic harm on America … he’s worried that someone won’t read them their rights? Government is too big … he wants to grow it.

Congress spends too much … he promises more.

Taxes are too high … he wants to raise them. His tax increases are the fine print in his economic plan, and let me be specific.

The Democratic nominee for president supports plans to raise income taxes … raise payroll taxes … raise investment income taxes … raise the death tax … raise business taxes … and increase the tax burden on the American people by hundreds of billions of dollars. My sister Heather and her husband have just built a service station that’s now opened for business – like millions of others who run small businesses.

How are they going to be any better off if taxes go up? Or maybe you’re trying to keep your job at a plant in Michigan or Ohio … or create jobs with clean coal from Pennsylvania or West Virginia … or keep a small farm in the family right here in Minnesota.

How are you going to be better off if our opponent adds a massive tax burden to the American economy? Here’s how I look at the choice Americans face in this election.

In politics, there are some candidates who use change to promote their careers.

Assustador.

Comments
4 Responses to “Sobre fascismos”
  1. Ferrari disse:

    Procurei a citação do Marcuse sobre segurança e liberdade que postei aqui outra vez, mas fiquei meio perdido.

    A gente tinha conversado sobre isso quando tu esteve por aqui, mas acho que é bem aquela coisa de situação pré 2ª GM.

    Só pra constar, porra, que cobertura porca que foi (e está sendo) feita sobre a questão da Ostétia. Ninguém fala das reservas de gás e petróleo, muito menos do gasoduto.

  2. Marcelo disse:

    Só pra constar, li meio por cima e to com preguiça de procurar a fonte agora: Um magrão do STF largou, assim, pra justificar a compra de detectores de metal nos tribunais eleitorais que mais de 100 candidatos no Rio são acusados ou foram condenados por homicídio. Só pra justificar os detectores, pq pelo jeito eles não podem divulgar os nomes, pq seria uma difamação e iria interferir na disputa. Viva a democracia.

  3. Moche disse:

    Sigo a definição de Agamben de que fascismo e nazismo são cisões na cidadania, quando se começa a diferenciar “o alemão” do “Outro”.

    Ou seja, para mim está bem próximo mesmo. A banalização é arriscada, mas eu, pelo menos, não usaria o termo ad nauseam se não sentisse de verdade sua aproximação efetiva.

  4. não sei, moysés. me parece que todo o processo de identidade tem esta função “exclusiva”. Cisão na cidadania é um troço normal no processo político, tu tratas as pessoas com necessidades especiais, por exemplo. E nem por isso a gente implica em um processo de “fascismo”.

    o ponto, prá mim, sempre foi o “direito à ter direitos” e a questão das prerrogativas fundamentais. Por exemplo, sou a favor de prisões. Tu me pega num dia ruim, eu sou a favor até de prisão perpétua. Agora, não sou a favor, em hipótese alguma, de tortura.

    O ponto, para mim, é tu admitires que se torture um “terrorista”, mas não admitires o mesmo para o teu compatriota. Isso, sim, é fascismo.

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