Pavor

Eu não acredito que vou escrever isso, mas vamos lá.

Depois de passar as últimas cinco horas, no mínimo, com o Spinoza, cheguei numa conclusão. Uma conclusão que o Fabião tinha me dito que ele tinha tido, e eu tinha rido dele. Enquanto a gente comia pizza no Rossi, eu olhei para cara do Fabião e dei uma sonora gargalhada quando ele disse que achava que não tinha onto-teo-logia no Spinoza.

Bem,

Cara, eu também acho que não tem.

Posto isso, tem alguma coisa de hilária no fato de eu ter passado as últimas semanas fascinado por um autor que quer me provar que Deus não apenas existe, mas é o universo.

Isso só pode ser praga. Sério, além de tudo ontem eu faço uma piada com o meu orientador sobre o Baruch dizendo “I heard he is kinda reclusive”, escuto um “It’s in the demographics” como resposta, e acho engraçadíssimo.

Depois que eu entregar aquele diabo na aula, eu publico lá  no Heideggeriana. Até pq vai tá em inglês, além de tudo.

(ah sim, porque eu tive que vir pros Estados Unidos para ler Spinoza e gostar. Eu que achava os racionalistas o fim da várzea mais completo do universo).

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