Os dois primeiros dias de 2009, ainda em Chicago.

Um dia lento, seguido de um dia cheio.

Ontem foi um dia devagar, quase parando. Acordamos tarde, tomamos café da manhã em um Starbucks, fomos ao ring de patinação, caminhamos um pouco pelo parque. Tudo fechado. Alguns turistas na rua, um frio um pouco chato de suportar, especialmente pela ausência de sol/claridade.

Chicago é uma cidade boa de caminhar, mas o inverno rigoroso as vezes complica as coisas. Ainda que ontem não estivesse tão ruim, foram “meros” -12 pela manhã, ainda assim a canseira é persistente, quase irritante, causada pelo famoso frio-nas-junta.  Depois de uma parada estratégica no hotel, almoçamos no Pisanos.

Existe algo para ser dito sobre massas em restaurantes nos Estados Unidos: Não.

Não, não e não. Via de regra, é uma droga. Sei lá o que eles fazerm, sei lá se eles colocam whipped cream no meio, mas é geralmente um troço nojento. Uma gororoba agridoce com variações sobre o mesmo tema:

1) Massa italiana: enfia uma calabresa e azeitona na gororoba

2) Massa grega: enfia queijo de cabra e azeitona na gororoba

3) Massa japonesa: coloca uns vegetal e um SALMÃO CRU na gororoba

4) Massa chinesa: coloca um PORQUINHO ADOCICADO em CUBOS na gororoba

5) Massa “typical southern”: Coloca GRAVY (se diz “grêi-vêiê”) à base de MILHO e XAROPE DE GROSELHA na gororoba.

Bom, tu entendeu. Enfim, no paisanos, quase me emocionei a verificar que:

1) Não era molho enlatado, mas molho de TOMATE.

2) O molho não era grudento.

3) O prato é servido com um garfo e uma colher.

4) Prato? Eu deveria ter dito TIGELA.

5) Massa-feita-em-casa, não comprada no varejão da Big Lots.

Obviamente, comi feito um condenado, resistindo bravamente aos meus impulsos de lamber o fundo da tigela – pensando melhor, eu deveria ter feito isso. Daí, depois de me lambuzar comendo, tatiana manda eu ir lavar o rosto. Vou para o banheiro do restaurante, que fica no subsolo, próximo da cozinha.

De dentro da cozinha, escuto uma gritaria típica, familiar. Mas não italiana. Não, de forma alguma. Tratava-se de um gritedo hispânico, e o som cativante de uma banda de mariachis saindo do rádio. Foi então que eu pensei: só nos estados unidos, que tu vai num restaurante italiano roots, quase na Little Italy em Chicago, e ao invés de ouvir uma TARANTELA, tu ouve uns MARIACHIS enloquecendo no rádio.

Nada contra, percebam. É só o peculiar da experiência americana, tô pouco me importando com quem cozinhou a minha massa, desde que ela não seja uma gororoba super-cozida. Mas foi muito bizarro, no restaurante todo metido a italiano, as mesinhas com as toalhas quadradinhas e tudo mais, quarta geração com o mesmo dono de nariz de mafioso, a memorabilia dos Cubs e dos Bulls espalhada pelas paredes, aquela coisa, ver os chicanos tomando conta.

Acabamos nossa dia nas Sears Towers. Americanada da braba. Mas valeu pela vista:

dsc_0121

chicago é uma cidade industrial, nem tem muito o que fazer.

Acabamos o dia, eu e a tati, porque a Ana Paula estava morrendo de dor no pé, no Portillo’s.

Ok, isso vai ser separado.

O Portillo’s é um fast food, que fica na Clark com a Ontario, eu pedi um Chesseburguer duplo, com fritas e refri, gastei coisa de 5 dolares por esta parte do pedido. O lugar é genial (olhem as fotos no saite),  e vende todo tipo de bebida alcoolica, o que conta pontos em uma fast food, vamos combinar.S e tu for prá chicago, vale dar uma passada. Virou FRANQUIA, então perde um pouco da mágica, mas o endereço na Ontario com a Clark é o original, e é um lugar frequentado por locais. Famoso por ter o melhor Chicago style Hot Dog no universo. (não comi, não posso julgar. Próxima vez que formos a chicago, devo arrumar esta falha no meu caráter).

O que é um Chicago Hot Dog?Fácil:

a) Salsicha tipo Frankfurt’;b) pão de cachorro quente com SEMENTE DE PAPOULA (sentiu o drama?);c) adicione a mostarda mais forte que tu tiver por perto, aquelas que se tu cheira, tu chora.; d) picles.; e) cebola; f) umas pimentinhas, tipo jalapenos.; g) sal grosso; h) um abraço prus parceiro.

Bueno, caminhamos de volta, eu e tati, para casa, carregando um pacote de fritas para a ana paula, que quando chegamos, estava dormindo.

Hoje foi um dia absurdamente cheio, e meus calcanhares com calos doem em lembrar das caminhadas no frio.

Não estava tão frio, até. Mas foi um festival de caminhada. Tomamos café da manhã em uma lancheria de nome desconhecido, e fomos no museu de chicago (fotos quando a Ana Paula upar).

Bom, sono demais, vou sair aqui. Depois que as fotos forem upadas, eu atualizo isto.

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Comments
One Response to “Os dois primeiros dias de 2009, ainda em Chicago.”
  1. Moche disse:

    escreve aí uma coisa nova

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