Eu e Schelling

título alternativo: o início de uma linda amizade.

“it is impossible both that our knowledge should contain truth and our volition reality.”

(é impossível que o nosso conhecimento contenha [valor de] verdade e nossa vontade realidade)

Eu mal conheço este cara, e estou ficando apaixonado.

Uma outra sapatada no velho de Koninsberg:

The intrinsic notion of everything merely objective in our knowledge, we may speak of as nature. The notion of everything subjective is called, on the contrary, the self, or the intelligence. The two concepts are mutually opposed. The intelligence is initially conceived of as the purely presentative, nature purely as what can be presented; the one as the conscious, the other as the non-conscious.

(Da noção intrínsica de que tudo meramente objetivo em nosso conhecimento, podemos chama-la de natureza. Da noção de que tudo subjetivo, podemos chama-la de “ego”, ou a inteligência. Estes dois conceitos são mutualmente opostos. A inteligência é inicialmente concebida como puramente apresentativa, natureza como apresentada; a primeira como consciente, a outra como não-consiente.”

natura naturans. natura naturata.

Eu vou adorar passar mais um semestre no meio desta discussão inútil que presume externalismo e internalismo – um ponto que foi implodido por Husserl. Não dá para esquecer. Fenomenologia é incompreensível sem o monismo. :D

(talvez seja incompreensível com ele também, mas eu tô disposto a arriscar)

Comments
4 Responses to “Eu e Schelling”
  1. Moche disse:

    Me parece que essa discussão ainda está bem viva no mundo analítico (pelo que sei, p.ex. Davidson – externalismo -; Putnam – internalismo); blah blah blah

    Não sei, mas tenho impressão que a fenomenologia resolveu uma pancada de questões epistemológicas, mas é tratada como apenas uma “corrente” filosófica (exótica? – :))

  2. Alguns analíticos continuam nesse papo, sim. Mas creio que é completamente anacrônico. Quero dizer, é um bom exercício, maspelamordedeus.

  3. em tempo: se os analíticos lessem mais idealismo, eles iam falar MUITO menos besteira.

  4. Moche disse:

    “se os analíticos lessem mais idealismo, eles iam falar MUITO menos besteira.”

    NÃO acredito que tu escreveu isso.

    Deve ter sido um hacker.

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