Susan Jacoby, sobre Darwin

It does not enhance human dignity one bit to find a “spiritual” explanation for our higher mental functioning; nor does it decrease human dignity to look upon our highest achievements as part of nature, inexorably tied to the body that is ours for a finite period. This finiteness renders life more, not less, meaningful: we are enjoined to use the brains within our bodies to leave as much as possible to those who will inhabit the material world after us. Darwin faced reality, and that is why he was a human as well as a scientific giant.

[Não incrementa sequer um pouco a dignidade humana o encontro de uma explicação “espiritual” para as nossas atividades mentais superiores; também não é um demérito à dignidade humana olhar para  as nossas conquistas mais importantes como parte da natureza, inexoravelmente ligada à um corpo que é nosso por um curto peíodo de tempo. Este finitude torna a vida mais, e não menos, significativa: nós somos privilegiados em [poder] usar nossos cérebro dentro dos nossos corpos para deixar tanto quanto possível para aqueles que vão habitar o mundo material após a gente. Darwin encarou a realidade, e por isso ele foi um gigante tanto enquanto figura humana quanto científica].

Jacoby, faz uma defesa do Darwinismo. E também do naturalismo. Estou – quase – convencido. Embora os naturalistas tenham pressupostos metafísicos que eles não estão dispostos a admitir, e isso é um pouco crítico. Mas este blog não é o lugar para estas reflexões.

Na realidade, eu gostei mais é do ponto que a Jacoby tem sobre Ciência e Religião. É bem simples: religião é uma coisa tosca, que simplifica tudo:

Science is not really a way of “knowing” but a method of inquiry seeking knowledge that is never final and always modfiiable by new discoveries. Religion is not a way of knowing but, ultimately, a matter of belief that, at some point–regardless of how much material evidence a particular faith is willing to incorporate–relies on non-evidence of a non-material existence.

[A ciência não é realmente uma forma de “saber” mas um método investigativo de procura de conhecimento  (method of inquiry seeking knowledge) que nunca é final e é sempre modificável por novas descobertas. Religião não é uma forma de saber, mas finalmente, uma forma de crença que, em algum ponto – independentemente de quanta evidência uma fé particular está disposta a incorporar – confia em uma não-evidência de uma existência não-material].

Digam o que vocês quiserem à respeito da turma Humeana, naturalista e analítica (embora nem sempre todos estas fuzz-words ao mesmo tempo). Mas admitam: eles são claros para cacete, né?

Comments
3 Responses to “Susan Jacoby, sobre Darwin”
  1. Bruno disse:

    bah, verdade. acho que vi o Jacoby uma vez no pinho…

  2. Por amor ao contexto:
    Direto do gtalk:
    Bruno: vou fazer um comentario IDIOTA

    Fabricio: ai jeisuis

    Bruno: feito
    nao precisa responder, eu sei o quao idiota é :P

    Fabricio: EU nÃO ENTENDI

    Bruno: sabe que eu vou tocar samba no international? os americanos simplesmente nao conseguem
    O CARA é NATURALISTA
    NATURALISTA ANDA PELADO

    Fabricio: meo deos

    Bruno: (eu sei que é naturista)

    Fabricio: dor
    dor
    dor

    Bruno: aHEIOAHOUIEHaiehauhEIUhaiuehaoiuHEOUaiheiouaheiuohaoIUEHai

    Fabricio: vou ter que postar isso nos comentários.

  3. Tatiana disse:

    A cara ne? A Susan Jacoby.

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