Have you no sense of decency?

Olha, todo mundo tem direito de ter uma opinião.

Eu gosto do estilo do Mainardi, ele é do contra. Toca o horror em todo mundo e se ele não tem critérios, tanto melhor para ele.  Mas o que me preocupa, “me preocupa”, é que o Mainardi acha que só a posição ideológica dele é aceitável. Esta caça às bruxas, protagonizada pelo Reinaldo, pelo Mainardi e pelo Olavão é uma coisa de um rancor, um certo ressentimento, que me preocupa.

Porquê este rancor com a USP? Tudo bem, a USP é uma instituição com defeitos, mas ela também é a maior instituição de ensino superior na américa latina. Vamos agora avacalhar com todo o corpo docente das humanas da USP? A quem serve este discurso? Qual é a vantagem de fazer isso? De chamar Renato Janine Ribeiro e Maria Benevides de vira-latas do PT? Estas pessoas tem uma história nas humanidades brasileiras e se cometeram erros merecem o mínimo de reconhecimento e respeito pelo que conseguiram em uma época que as humanas brasileiras engatinhavam – se é que deixaram de engatinhar.

Eu gosto – repito isso – do anarquismo metodológico do Mainardi. Acho divertido. Via de regra, ele dá umas cutucadas necessárias. Mas a última série de colocações, no podcast, erra em uma série de presunções. A primeira dela é que os alunos da USP são um bando de monadas prontas para serem doutrinadas. Os alunos da USP não pensam sozinhos? Eles aceitam tudo que os professores lhe dizem? Assumir isso é idiota e um tanto bobinho. Este papo de “doutrinação” me soa extremamente anti-pedagógico, como se educação e doutrinação fossem sinônimos. Se isso fosse o caso, eu seria hoje um feliz pietista advindo da escola de filosofia do direito da PUC (pun-intended). Não é o caso, todo aluno faz escolhas, se ele escolhe ser doutrinado, tanto melhor para ele. Nem eu, nem o Mainardi temos nada a ver com isso.

E o que o Mainardi está fazendo, então? Vou assumir o discurso idiota dos que acusam a veja de “doutrinação ideológica”? Do tal “pensamento veja”? Eu não. Eu leio a veja e penso por mim mesmo, não tem sentido nenhum este papo ridículo e determinista de “doutrinação”. Ninguém é uma tabula rasa. São escolhas, inclusive a escolha de repetir feito um papagaio os papos do reinaldo azevedo, do mainardi ou mesmo do olavão. Do outro lado, se alguém escolhe repetir os anacronismos do pessoal que não lê jornal para “não ser envenenado pela mídia”, tanto pior para eles.

Não aceito o Macartismo (transliteração proposital) de nenhum dos dois lados. E a caça as bruxas que o Reinaldo e o Mainardi vêm protagonizando é especialmente complicada – talvez seja uma reação à caça as bruxas que eles mesmos se percebem como vítimas, por parte da resistência de certos setores em identifica-los como forças legítimas. Mas esta discussão de quem nasce primeiro, ovo ou galinha, é também bobinha.

Resta perguntar, para quê fazer esta desconsideração das humanas? Ou mesmo da USP? Janine também é amigo do FHC, e aí? Também teve cargosna CAPES durante o governo FHC, e aí? Como fica? Como fica o fato que boa parte dos cargos que estas pessoas ocupam agora, vinculados aos ministérios da educação, é simplesmente justa tendo em vista a qualificação acadêmica? As vezes estas acusações me parecem ter um elemento persistente de inveja, ou resentimento, como eu havia colocado antes. “Este cara tá com uma boquinha boa, ele deve ter feito alguma coisa errada”.

Existem, sim, várias pessoas na academia pecando por excesso de bondade com o governo lula, quase todos que pecaram por excesso de rigor com o FHC. Mas isso não é motivo para abrir a temporada de desqualificação e destruição da bibliografia alheia. Se tu vai descer para este nível, tu perdeu a razão imediatamente. Mas não adianta, na nossa imaturidade política, a gente acha que a única forma de debater é gritar um com o outro e ficar desqualificando a bibliografia alheia.

(em tempo, a decisão de parar com contribuir com a Folha de São Paulo, por parte dos intelectuais, embora seja direito deles, é um tiro no pé. Como bem demonstra o que foi possível ao Mainardi apenas com a análise deste evento. Uma boa forma de parar o sangramento público da academia é começar a se dar o respeito e denunciar o debate de forma mais efetiva, ao invés de enterrar a cabeça ou gritar “no meu não, no meu não”)

Comments
20 Responses to “Have you no sense of decency?”
  1. Marcelo disse:

    Fabs, o Mainardi não forma opinião. Por que se preocupar?

  2. PAULO disse:

    Goostei da abordagem

  3. Caco disse:

    O Mainardi não forma opinião??? O car é lido por 10 milhões de pessoas semanalmente…. Bem colocado Marcelo!
    No mais, ter uma sólida carreira acadêmica não previne ninguém de dizer bobagens ‘políticas’. No momento que se ingressa nessa seara, a carreira acadêmica fica, necessariamente, em segundo plano. Veja-se que as críticas do Mainardi são sobre a atuação dela na Comissão de Ética PÙBLICA e não sobre a sua teoria política educacional desenvolvida na FFLCH.
    Acho que quem entra no proscênio deve estar apto, politicamente falando, a levar as bordoadas.
    Fabs, alguém xingou eles pelo que eles fizeram na CAPES???
    Pois bem…

  4. Caco disse:

    Ah! claro, vai dizer que tu também não lia o Armando Câmara nas aulas de filosofia do direito???

  5. Caco, meu comentário foi sobre a questão da destruição da biografia alheia. Creio que não é forçar a barra dizer que isso que está em jogo quando os termos usados pelo Mainardi são coisas do tipo “Vichy do PT”. Este tipo de agressão me parece gratuíta, independentemente da crítica ser válida ou não.
    Sobre a posição na CAPES deste ou daquele indivíduo, quando escreve “A USP é a Vichy do petismo. É dominada pelos colaboracionistas do regime. Uma hora, os professores doutrinam os estudantes. Outra hora, eles montam a plataforma eleitoral do partido. Outra hora, assumem cargos no Palácio do Planalto.”, o Mainari faz uma generalização injusta e vai direto na jugular. Acho que é uma questão de estilo, mas também acho que é patrulha intelectual – e me bate como ressentimento. Se tu pensas diferente, tudo bem. Não é uma questão de ordem nem nada. Só é o que me bate lendo este texto. “Quem é Diogo Mainardi na noite?”.
    Sobre a posição dela na Comissão de Ética Publica, se ela deseja defender o governo Lula na imprensa, isso dá ao Mainardi o direito de destruir a biografia dela? Chamar de Vichy? Porra, isso não é brincadeira. Vichy foi o colaborista mor do Nazismo na frança. Chamar alguém de Vichy do PT é uma acusação séria, “ah, mas é brincadeira, é estilo, é parte do jogo democrático”. Até acho que faz parte mesmo, mas me parece infantil.
    Claro que implica em desqualificar a atuação deles na CAPES, Caco. Ora, se diz “doutrina os estudantes”, o que isso implica na atuação destes indivíduos no ministério da educação? Nada? Mais uma vez, quer criticar, critica direito. Pega elementos específicos, e me mostra onde que eles erraram. Caso contrário, mais uma vez, vira “lalalá-lá, seu feio bobo-chato, lalala-lá”.

    Nunca li Armando Câmara nas minhas aulas de filosofia do direito. Sério. Nem sei o que ele escreveu sobre o assunto. Na real, estou tentando me lembrar qual foi o trabalho dele. Desculpa a ignorância, não lembro (sem ironia, não lembro mesmo).

    Concordo, quem entra no proscênio tem que estar apto à levar bordoadas. Concordo plenamente com isso. Se tu é um homem público, não tem nada que tu não possa ter que responder. Mas questiono os motivos e a eficiência de certos métodos.

    Não sei se ficou mais claro onde eu estou me colocando agora?

  6. Ferrari disse:

    Faço minhas as palavras do Dario: “Quem atira pra todos os lados um dia acerta alguma coisa”.
    Mas isso não significa que sempre acerte, ou pior, que acerte a coisa certa.

    BTW, boa resposta, Fabs.

  7. Marcelo disse:

    O Mainardi é lido por 10 milhões? Puxa…
    Enfim, ele tem um estilo tão exagerado que é difícil de ser levado a sério.

  8. moysespintoneto disse:

    Usaste a palavra que para mim é exata no “pensamento Veja”: macartismo.

    Sem dúvida é isso que me irrita. Como tu, não acredito em “doutrinação” e coisas do gênero. Pelo amor de Deus, vivemos na era da Internet e a própria imprensa perdeu grande parte da credibilidade. Tá na hora de mudar a discussão. Quando falei da volta da sociologia e filosofia escrevi exatamente sobre isso, quer dizer, se o professor é marxista, os alunos irão tratá-lo como dinossauro fatalmente, porque têm informação suficiente para filtrar o que é bom e ruim no discurso. Idem Opus Dei (que existe, mas a Veja não reclama).

    Por outro lado, me irrita um pouco que TUDO que o cara fala contra a mídia seja interpretado como atentado à liberdade de imprensa. Porra, é ÓBVIO que eu acho que o Reinaldo Azevedo ou o Mainardi PODEM escrever O QUE BEM ENTENDERAM (e meus limites são bem tolerantes, eu diria que quase absolutos – acho que não censuraria nem propaganda nazista). Só que isso não me tira o direito de avacalhar eles livremente tb o quanto eu quiser, considerá-los patéticos, ridículos, cínicos e fdps.

    Também concordo com o ressentimento dessa turma com a academia. Há muito. É um turma que pseudo-intelectuais que odeia a academia porque desejaria muito estar no seu lugar. Até poderia estar (a academia tb tem suas porcarias, e são muitas). Mas os ataques pela via jornalista e, via de regra, pessoais, refletem apenas pobreza argumentativa e rancor. (Até rancor contra o pensamento.)

    Por fim, Mainardi não avacalha currículo de ninguém, porque não tem estatura para isso. Considero que uma obra acadêmica, se for atacada (e deve ser), deve sê-lo por meio de uma argumentação sustentável, que ataque consistentemente, e não por uma mera liturgia de preconceitos e macartismo puro.

    É por isso que, desculpem, odeio a Veja. [Antes que perguntem: tb não leio a Carta Capital. A FSP é um jornal razoável, embora fosse mais honesto se assumisse logo sua posição serrista. Em todo caso, é o que temos de melhor, apesar da posição vergonhosa da “ditabranda”.]

  9. Gisele disse:

    Ups, tinha colocado meu comentário no lugar errado. Meu problema com tudo isso é uma questão mais de fundo: a qualidade do debate público no Brasil. Primeiro que ele quase não existe e segundo que é péssimo, porque todo mundo fica se atacando sem argumentar de modo minimamente adequado aos padrões de certa polidez e mesmo lógica.
    Frente a isso me perece que o Mainardi não deveria nem ser mencionado, porque não é porque ele é lido por 189200 pessoas que as coisas que ele diz devem ser consideradas. É um tosco, não serve nem de bobo da corte (lembram do Paulo Francis? esse até que sim, tinha cacife pra isso) e, como tal, de minha parte, não merece a mínima atenção.

  10. Moche disse:

    Vocês já leram o Reinaldo Azevedo atacando artigo do Vladimir Safatle? Bem, o VS pode até ser polêmico e dono de teses contestáveis (eu, porém, tendo a invariavelmente concordar…), mas os ataques do RA mostravam que ele simplesmente NÃO ENTENDEU o artigo por falta de condições intelectuais, mesmo. Quer dizer: se um cara um vocabulário lacaniano, eu vou pelo menos tentar entender do que o Lacan estava falando, vou tentar traduzir aquilo antes de contra-argumentar. E o Reinaldo, o que faz? Simplesmente afirma: “é, isso não quer dizer nada, está só mal-escrito”.

    Daí tu vê que não dá para comparar a estatura dos dois.

  11. Juno disse:

    Três comentários apenas:

    1) o Diogo Mainardi merece atenção porque ele é um formador de opinião. A classe média brasileira (de quem todos NÓS somos filhos!) lê o Diogo Mainardi. Discute o Diogo Mainardi. E, para o bem ou para o mau, acredita no Diogo Mainardi. Ele faz um discurso tosco? Não sei… Se sim, é tosco com um texto impecável (sim, ele escreve bem. Inclusive já ganhou um Jabuti de Melhor Livro. O seu “Contra o Brasil” deveria ser leitura OBRIGATÓRIA!!!) Não sou baba-ovo e acredito que ele também tem interesses. O fato é que ele é relvante no atual debate público nacional sim. Desconsiderá-lo é um pouco de ranço.

    2)os críticos da Veja (e da Globo) não conseguem entender um conceito relativamente simples: LINHA EDITORIAL. Simples. Assim.
    Nunca se critica a “The Economist” por publicar os seus editorias ditos ‘liberais’. Quando ela abertamente apoiou Obama, alguém se levantou e disse: “Opa, cadê a imparcialidade???”. Não. Pois é…
    O Wall Street Journal e o Financial Times têm visões diferentes, mas não são criticados por isso. Podem ser criticados por aquela opinião, mas não por terem tomado aquele caminho editorial.

    O debate sobre a Veja é infantil. Eu não leio a Veja porque ela mente. Sobre tudo? Até sobre as novelas? Até sobre bons discos de jazz? Aliás, o Millor mente?! Conheço gente que diz: não leio nem ZH e nem a Veja. Ruim pra eles. Ficam sem ler coisas que, em tese, podem servir ao menos como munição para crítica. Ruim mesmo é não ler algo “por princípio”…

    Nunca vi levantarem supeitas sobre o Correio do Povo e a ausência de críticas a IURD. Quando saí na ZH é ‘perseguição religiosa’ por que os donos são judeus.
    Isso é um descalabro, além de ser tacanhez. Como diriam, é “curteza de cabeça”.
    Linha editorial meus caros. Eles adotam uma posição e seguem com ela. Simples assim. Simples.
    (Ranço por não estar na academia?! Pára com isso Moche! Esses caras poderiam dar aula no Ciências Criminais a hora que quisessem… metaforicamente falando!)

    3) A FSP é serrista?! Fazia tempos que não ouvia uma dessas… Deixa eu contar a próxima do papagaio?! Posso? O editor de Brasília é ninguém mais ninguém menos que Kennedy Alencar. Sim. Ele mesmo. O assessor de imprensa do PT e de Lula entre 1994-1996. Até quando xinga o PT, ele acaba elogiando. E faz algo muito indigno: sempre diz que aquilo já acontecera antes no governo FHC. Enfim, Serrista? Só se for em Campos do Jordão…

    PS e off-topic – Fabs, qual a tua opinião sobre o Eric Voegelin?! Valeu!

  12. Juno disse:

    Sobre a ditadura e a ditabranda:

    Comparar a nossa ditadura com a dita(mais)dura dos argentinos uma forma de diminuir o sofrimento dos nossos hermanos? Não implica isso reduzir a sua ‘alteridade’. Se eles sofreram mais, tal fato não deve também ser realisticamente definido?
    Se a nosso não foi tão dura, dizer que foram iguais (usando o mesmo conceito!) é negar a alteridade dos argentinos, diminuindo o seu sofrimento. Isso sim que é relativização, para benefício dos “oprimidos” brasileiros, é claro!

  13. Eu li pouco do Voegelin, mostly coisas na internet.
    Aqui perto, em St. Louis, tem muita gente estudando ele. Na universidade de missouri, quero dizer. É uma pena que gente como o Olavão sequestrou o Voegelin para eles, e daí a coisa fedeu… mas ele ainda é um cara daqueles que lembra que dá para ser conservador e razoável ao mesmo tempo…
    mas ele abre umas possibilidades fudidas de apropriação pelo pessoal da dialética mística e tal (se é que vc me entende)

  14. moysespintoneto disse:

    Juno, até meu cachorro (se ele existisse) sabe o que é linha editorial.

    O que eu disse é que justamente porque a imprensa é livre e ninguém quer mexer nisso que eu posso criticar quem eu quiser sem pudores. Uma vez que está assegurado o “direito de falar” por todos, tb está o direito de chinelear.

    Se a FSP não é serrista, eu me chamo papai noel.

    Já a tua “relativização” da Ditadura brasileira tem nome: sofisma.

  15. “Quer dizer: se um cara um vocabulário lacaniano, eu vou pelo menos tentar entender do que o Lacan estava falando, vou tentar traduzir aquilo antes de contra-argumentar.”

    Moysés, uma vez eu vi um livro, uma introdução. Se chamava “Compreender Hegel”. Eu imediatamente sugeri um subtítulo “Uma ficção”.

    O mesmo serve para Lacan. :P

  16. moysespintoneto disse:

    Ok, mas pelo menos tu tentou entender o que o Lacan disse, e não simplesmente achou tudo muito complicado e enrolado e resolveu dizer que não diz nada.

    :)

  17. Juno disse:

    Bela resposta Moche. Pricipalmente a parte do papai noel. Exemplo clássico de belo argumento. Sofisma… Não entendi! Mas também foi belamente argumentado!
    Unfim, uma bela discussão!

  18. moysespintoneto disse:

    FSP = PSDB

    VEJA = DEM

    GLOBO/ESTADÃO = ALGUM LUGAR ENTRE OS DOIS

    CARTA CAPITAL = PT

    CAROS AMIGOS = PSOL

    ZH = QUALQUER UM DA DIREITA, NO RS É TUDO A MESMA COISA

    CORREIO = JORNAL RAZOAVELMENTE EQUILIBRADO

    Sobre a Folha, eu não preciso argumentar nada, o trabalho de detectar o favorecimento a Serra já foi feito até pelo ombusdman meia-boca atual (o anterior, Mario Magalhães, enfatizava esse favorecimento com ainda mais ênfase). Basta ler.

  19. moysespintoneto disse:

    Aliás, não tenho problema nenhum na afinidade ideológica dos mass media a determinado partido. Só gostaria que – como na França ou EUA – assumissem. A suposta “neutralidade” da FSP é um vexame.

  20. moysespintoneto disse:

    A propósito, está muito engraçada a propaganda política do DEM – pura cópia do Reinaldo Azevedo. Se eu fosse ele, processaria e pediria pagamento de direitos autorais.

    Se bem que talvez seja tudo em razão da “causa”.

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