Anacronismo? Imagina…

O jornal do Vaticano, “L’Osservatore Romano”, publicou artigo neste fim de semana no qual afirma que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. A declaração faz parte de um artigo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

Ah, a irrelevância..

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Comments
11 Responses to “Anacronismo? Imagina…”
  1. PAULO disse:

    E é claro que fez ,vc não entendeu o racicinio. Com a maquina delavat roupa ela tem mais tempo para tomar a pilula ,ora bolas!

  2. Juno disse:

    O que eu acho mais engraçado é essa vontade (quase maniática!) de não entender os pronunciamentos do Vaticano.
    A Igreja prega o celibato como melhor método anticoncepcional (e é o melhor mesmo, caso fosse feaseable!).

    Mas, vejam, por coerência, a Igreja é obrigada a dizer isso. Se ela viesse, hoje, e dissesse que a pílula é a redenção da mulheres. O que se faz com a pregação do celibato?! Cai por terra na hora… (Fabricio, tu escreveu um texto sobre coerência e justificação maravilhoso. Dá pra inserir essas idéias ‘anacrônicas’ naquele contexto?!)

    Isso é simples demais de ser entendido. A grande questão é que, por dever e por princípio, não de pode concordar com ela. Pior. Deve-se, necessariamente, ser contra o que ela prega.

    Agora, mais engraçado ainda, é o Moxe, depois de ter escrito que as culturas devem ser respeitadas e que não se deve olhar “de lugar nenhum” criticar a Igreja por suas posições. É pra respeitar ou não?! A igreja pode ser critica a partir de “lugar nenhum” ou ela também deve ser contextualizada dentro de uma tradição?!

    Lugar nenhum?! Pra todos, menos prum terreninho em Roma. Esse deve ser criticado com ponto de vista da “nenhum lugar”.

    Beijin

  3. Juno disse:

    Ontem mesmo o Correio do Povo (jornal que o MOche elogia!) fez uma “elegia” pela morte da Igreja católica como a conhecemos. Eu tinha as minhas dúvidas, mas agora que o sois-dissant Bispo Macedo entrou na jogada, fico a 180 graus do que ele disser… Se hay Macedo, soy contra!!!

  4. Juno disse:

    Moche, seguindo a moda multiculturalista, pode-se criticar o Islã por também defender que a maior conquista das mulheres não foi a máquina de lavar, mas a possibilidade de somente dividir seu marido com outras 3 mulheres?! Isso seria correto?! Ou não se pode criticar do “lugar nenhum”?!

    Fabs, pode?!

  5. Juno disse:

    Dou a minha opinião: uma religião que apedreja mulheres em razão de a mulher ter levantado a voz ao marido, não pode ser criticada, mas “entendida em sua justificação cultural-histórica” (Said, Edward).
    Essa não é anacrônica e ainda vale espaço na academia.
    A que prega o celibato é anacrônica e ultrapassada e, ainda por cima, irrelavante(*).

    (*) O Fabrício deve ter percebido a pequena contradição performática (luv ya Witt!) em que incorreu! Se é irrelvante, merece um post?! Isso é uma mão ou não é uma mão?!
    Witt my luv, wait for me!!!

  6. Juno,
    oi, humor :)

    ok, vamos por partes.
    Minha postura com relação ao “ponto de vista de lugar nenhum”, se tu leres o que escrevi sobre relativismo no meu blog “sério”, é a seguinte: do fato de existirem diferente concepções de bem e de adequado, não se segue que devemos deixar de lado nossas próprias convicções e ficar condescendentemente observando as posturas alheias e dizendo “olha, olha, que exótico, eles comem criancinhas”.

    O estranhamento já é um julgamento moral.

    Ok, posto isto.
    Este não era para ser um post sério. Eu achei a história engraçada, e adoro a capacidade que as declarações da Curia ficam afundando a religião. Não que me diga respeito…

    Não sei se é uma contradição performativa, nunca disse que eu só postava sobre coisas relevantes neste blog – daí eu falaria apenas sobre o Batman, que, sabe-se, domina o universo.

    Critico o Islam o tempo todo, e provavelmente mais do que o Vaticano. Tu tem toda razão quando apontas a festinha que se faz para o Islam e a favela intelectual que se tornou a tentativa de relativizar todas nossas intuições morais na esperança de se tornar Hype. Não discuto isso.

    Se era para falar que a máquina de lavar é uma conquista do feminismo, francamente, que não se dissesse nada, né?

  7. Marcelo disse:

    Eu festejo a vitória das mulheres de terem mais 3 amigas para dividir o marido.
    Aí ele pode jogar poquer, ver futebol e visitar a amante e até trabalhar enquanto elas se distraem.

  8. moysespintoneto disse:

    Credo, nunca tinha sido atacado em blogs alheios. Desse jeito parece obsessão.

    Juno, vai lá e relê o post do “ponto de vista do lugar nenhum”. Tu não vais ver em NENHUM momento qualquer menção a relativismo ou multiculturalismo. Se essa é minha posição, é outra história, deixo para outro post por lá. Só quero que tu vejas que estás enxergando chifre em cabeça de cavalo.

    PS: Eu disse que a cobertura do Correio é relativamente equilibrada em termos partidários no RS. Não “elogiei” o jornal. Mais chifre na cabeça do pobre cavalo.

  9. Ferrari disse:

    Repetindo o que eu normalmente digo sobre a ICAR, eu não esperava outra coisa. Ou tu espera que eles lancem um manifesto rosa no Dia do Orgulho Gay?
    Ela só está cumprindo o papel dela. Se isso é bom ou ruim cabe a cada pessoa escolher.

  10. Olha, a igreja nao fala nada no dia do orgulho gay. Que nao fale nada no dia da mulher, tambem. Relativamente simples.

    Talvez fosse o caso de simplesmente ignorar, é claro.

  11. Ferrari disse:

    Não, pq a mulher faz parte da idéia católica de família. Caso ignorassem seria uma contradição.

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