Método. Método. Método.

It is necessary to make all of that intelligible through the phenomenological method, that is, in pure consciousness and in a systematic order. The leading thought is this: Nothing can be grasped in a stream of consciousness, or rather, in its ego, without this consciousness having accomplished the corresponding intentional genesis from its material of hyletic components and according to essential laws, that is, according to laws that are purely and simply irrevocable. This is an intentional genesis whose emanations is the respective consciousness of the object, and whose sedimentation is the respective retentional system in which we find preconditions for the in-itself ot his type of interntional objectivity and for its normative regulation. But it is not a mere sucession of lived-experiences, a flux, as one fancies an objective river. Consciousness is an incessant process of becoming as an incessant process of constituting objectivities in a progressus of graduated levels. It is a never ending history. And history is a gradiating process of constituting higher and higher formations of sense though wich prevails an immanent teleology. And belonging to all sense is a truth and a norm of truth. History in the usual sense of its relation to human culture is only a highest level, and even this we see has its in-itself prefigured.

[Se faz necessário tornar tudo isso inteligível através do método fenomenológico, ou seja, na consciência pura e em ordem sistemática. O raciocínio principal é que nada pode ser alcançado {grasped} em um prisma de consciência {stream of consciousness}, ou melhor, no seu ego, sem que esta consciencia tenha alcançado a sua genesis intencional a partir dos próprios componentes hyleticos materiais e de acordo com leis essenciais, ou seja, de acordo com leis que são pura e simplesmente irrevocáveis. Esta é uma genesis intencional cuja emanação é a respectiva consciência do objeto e cuja a sedimentação é o respectivo sistema retencional no qual encontramos as pré-condições para o em-si deste tipo de objetividade intencional e para a sua regulação normativa. Consciência é um  incessante processo  de tornar-se {tomo uma liberdade com “becoming”, normalmente traduziria “transformação”, mas “tornar-se” me parece uma boa hipótese, ainda que estranha. Explico dia desses no distropia meu motivo para tal interpretação}. Mas ela não é uma mera sucessão de experiencias-vividas, um fluxo, tal qual pensamos um rio objetivo {pensei em rio objectificante, e também em rio de objetos, mas isso implicaria em uma tradução estranha para o inglês, já que rio objectificante é objectifying river e rio de objetos é object’s river}. Consciência {conscienciedade é sempre uma tentação, mas o pessoal traduz como consciência, que é “conscience”, mas vamos lá, né?} é um incessante processo de tornar-se enquanto um processo de constituição de objectividades em um incessante progressus de níveis graduais. É uma história sem final. E história é um processo graduativo da constituição de mais e mais elevadas formações de sentido na qual prevalece uma teleologia imanente. História no sentido ordinário da sua relação com a cultura humana é apenas um nível mais alto, e mesmo isso vemos ter o seu em-si préfigurado.]

Husserl, Analysis p. 270 [no inglês, traduzido pelo Prof. Steinbock]

Senhoras e senhores, minha tese tá em algum lugar neste parágrafo. Husserl acabou de me dar um sentido onde situar o discurso político desde a perspectiva da fenomenologia. Claro, esta situação é a partir da minha tese completamente demente, que eu não vou contar aqui. Até porque neste momento ela ainda é ridícula demais para ser dividida.

Mas prestem atenção no uso dos singulares e dos predicativos de existência ali em cima. “Uma teleologia”; “Um nível mais alto”; a historia “é” alguma coisa; o “é” se dá enquanto “tornar-se“, é um processo. Portanto, tu precisa de um formato imanente (ek-statico). 

Amiguinhos, a palavra da semana é: transcendência.

Semana que vem, eu pretendo enloquecer demonstrando por A+B que Schelling já coloca umas três ou quatro estruturas do que vai ser depois chamado de Dasein já no terceiro draft do Ages of the World.

NÃO PERCAM!

(e eu me pergunto os motivos pelos quais as pessoas pararam de ler este blog…)

Comments
One Response to “Método. Método. Método.”
  1. Ferrari disse:

    Se tu começar a fazer analogias com Star Wars ou algo assim juro que começo a ler esse tipo de coisa.
    Até que isso aconteça eu continuarei com a política de “ah, mais um post que retira o título de ‘um blog pessoal’ para essa página”.

    QUEREMOS FOFOCA!
    Ou pelo menos polêmica (INTELIGÌVEL)

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