Royce, ou “o que eu fiz para merecer isso?”

p.173

In general, these views are deep, and Christian, and cheering, and unquestionably moral. And their authors can and do freely use Paul’s words; and on occasion supllement Paul’s words by a citation of the parables. In the parables there is no definite doctrine of atonement enunciated. But there is a doctrine of salvation through loving repentance. Cannot our traitor, in view of the loving sacrifice that constitutes, according to tradition, Christ’s atoning work, repent and love? Does that not reconcile him? May not the love of Christ both constrain and console him?

Em outras palavras,

No geral estas visoes [paulinas] sao profundas, e cristas, e animadoras, e inquestionavelmente morais. E seus autores podem e usam livremente as palavras de Paulo; e ocasionalmente suplementam as palavras de Paulo com uma citacao das parabolas. Nas parabolas nao eh enunciada uma doutrina definida de atonamento [atonement]. Mas existe uma doutrina de salvacao atravez do arrependimento amoroso. Nao poderia o nosso traidor [do amor de Cristo, do amor da Comunidade, FP], considerando o sacrificio que constitui, de acordo com a tradicao, o trabalho de atonamento do Cristo, arrepender-se e amar? Isso nao o reconcilia? Nao poderia o amor de Cristo toma-lo e consola-lo?

Em outras palavras,

blah blah blah, minha nocao de moral parou no seculo IV A.D, blah blah blah, nao consigo pensar o universo sem jesus, blah blah blah, me pega no colo e me leva pra passear, blah blah blah, quando deus te desenhou ele tava namorando,  blah blah blah, na beira do mar do amor, blah blah blah, jesus salva, blah blah blah QED.

Eu vou ter que me segurar muito para nao mandar tudo pro inferno no meu trabalho sobre este livro. E nao sei se vou conseguir.

Comments
3 Responses to “Royce, ou “o que eu fiz para merecer isso?””
  1. Pedro disse:

    Lembro-me de um professor no Mestrado que nos obrigava (literalmente) a ler as coisas mais esdrúxulas possíveis. Numa semana aparecia com uma coluna do Stephen Kanitz, sim da Veja, sobre a falência da instituição casamento em razão da inexistência, nos dias de hoje, de bailes.

    E, uma semana depois, chegava com um autor argentino, pra lá de desconhecido, que conseguia – não me lembro como – fazer uma relação entre Maria Madalena, assistencialismo e o direito público. Algo que fazia todo o sentido para o “Prof. Dr.” O que eu – e todos os outros colegas que não haviam sido cooptados pela “seita” – fazia era escrever um paper detonando o sujeito, demonstrando as falhas, dizendo que aquilo era uma desperdício de tempo, papel e dinheiro dos contribuintes e, no último parágrafo (que geralmente era o lido) metia uma frase entre o condescendente e o ambivalente: “O texto ao buscar uma idéia original, tentando achar pontos de apoio e argumentos que a embasem, com estilo peculiar e bem escrito e (pensava em escrever falha miseravelmente no objetivo, mas escrevia) deixa algumas questões e aporias a serem solucionadas e retrabalhadas em texto futuro”.

    Funcionava sempre!!! ;)

    Good luck!!!

  2. Pedro disse:

    Baita questão: atonement!
    Expiação?!
    Reconciliação?!
    Penitência?!
    Reparação?!

    O Yom Kippur judaico em inglês é “Day of Atonement” não?!
    Onde estão os Concílios sobre a correta tradução?! :) hahahaha

  3. Pedro disse:

    Ah! Quase me esqueci: Feliz Páscoa… :P

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