Pseudo problemas, pseudo movimentos

Um post de algum tempo atrás tratou da questão da demanda e produção de entorpecentes, e como eu via a questão do consumo – do consumidor – de entorpecentes (e/ou substâncias recreativas) ilegais. Re-lendo o que escrevi, hoje acho que fui um pouco diplomático demais, especialmente quando leio o escândalo que estão fazendo por que a tal da marcha da maconha foi proibida em diversas localidades (dentro e fora do Brasil).

Maconha tem baixo poder ofensivo? Até acho que tem. E as cortes parecem concordar comigo no Brasil. Vi  um cara que tinha sido pego fumando um beck e com uma quantidade respeitável de maconha no bolso, nas proximidades do Olímpico em dia de jogo fazer transação penal para serviço comunitário, o que certamente não qualifica como uma punição pesada para o consumo e porte de entorpecentes ilegais.

Tu pode fazer uma passeata a favor da maconha? Boa pergunta. Tu pode fazer uma a favor do aborto? São duas práticas que são consideradas ilegais no Brasil, e que, no entanto, muita gente continua fazendo de qualquer forma. Claro, pouca gente é a favor do aborto. Uma campanha é a favor da escolha, da possibilidade de poder se terminar uma gestação em estado inicial. Mas uma campanha pela maconha, ela é a favor da maconha?

Não sei. Não me interessa.

Na realidade o assunto me interessa muito pouco, porque acho que ele tem uma relevância relativamente pequena. Quero dizer, quem se importa com um monte de hippies fazendo sua respectiva manifestação pró-Beck? deixa eles, desde que não fiquem cantando Beatles na porta da minha casa, tá tudo tranquilo. Agora, se alguém acender um puro e começar a cantar Elegnor Rigby na minha presença, eu não respondo por mim.

Ao mesmo tempo, maconha faz parte do problema que financia o tráfico de drogas pesado. O aviãozinho que traz a maconha é o mesmo que traz a coca e que é viciado em crack. O mendigo que te vende um tijolo, também tá vendendo pedra. Como é que fica? Não é um pouco de igenuidade achar que descriminalizando uma coisa o problema do tráfico vai sumir? O Brasil é um país tão frágil neste sentido, que o consumo de cigarros ilegais – pirateados do paraguay- não é controlado. Pretendemos, com a legalização da maconha, controlar a logística do tráfico? Era de bom tom perguntar se isso não vai tornar o problema ainda pior. Mais ainda, se a questão da legalização “para ontem” não é uma tremenda duma utopia.

Entendo também querer coibir a passeata. E é natural que coibam, afinal de contas, o FSM constitui uma verdadeira free-zone de ganja durante a sua estadia na nossa querida capital gaúcha (como diz o meu grande amigo Walter, “o que importa no FSM é a maconha”), e ninguém gosta – especialmente a polícia – de ver um amontoado de gente consumindo substância ilegal ao olho nu. Claro, não dá para largar o cacete na multidão, então tu vai descontar batendo em um cara na favela, afinal de contas – A/C Marx – direitos humanos só aparecem quando quem leva na orelha é o camarada da facul que não pode sair poraí reclamando pela legalização da maconha. Absurdo. Censura. Horror totalitário.

Somos uma geração mimada. Somos tão mimados que achamos que não poder fazer uma passeata a favor da maconha é grande merda. Convém dar uma olhada para os últimos 100 anos, ao longo dos quais pelo menos 70 era praticamente impossível ter – qualquer – associação dentro da sociedade brasileira sem levar uma biaba do lado da orelha. A coerção contra o movimento pró-maconha é simplesmente um dar-se conta que o movimento não conquistou a legitimidade para ir para a rua e fazer desobediência civil através do acendimento de becks na cara da polícia. “Ah, mas não é esta a idéia”. É, claro que não é, conta outra.

O cara que é pego fumando um beck no Brasil sofre muito pouco. Claro, sofre mais se for preto e pobre com a camisa do colorado, mas daí, sofre-se mais via de regra na mão de uma polícia que tem prerrogativa para bater em quem não pode reclamar de censura depois. Mas este, meus camaradas, não é um problema da maconha, é um problema da frustração generalizada nas forças policiais (que passam por baixo salário, mau caratismo endêmico de uma minoria e falta de estrutura). Neste contexto, a legalização ou não do consumo de maconha é um pseudo-problema que serve mais para aliviar a consciência daqueles que estão ajudando a financiar o tráfico de drogas que está destruindo e jogando mais ainda na marginalização os subúrbios. A apoteose desta (má-)consciência é a organização da marcha pela maconha, e a histeria pela – óbvia – negativa.

Se querem ser roots, que não peçam autorização. Façam a maldita marcha. Organizem-se na esquina democrática, peguem bandeiras, e marchem com palavras de ordem. Como boa marcha roots, no entanto, convém estar disposto a levar tapa na orelha da polícia, que não curte ver gente marchando pela rua – especialmente gente reclamando por coisas que uma minoria sente como um problema de ordem, e uma minoria reconhece como uma necessidade imediata. Afinal, alguém aí vai argumentar que a maior parte da população tem qualquer interesse na legalização imediata da maconha? Especialmente quando o grupo que pede a legalização não tem uma agenda organizada, um plano factível para a legalização de uma conduta tida agora como ilegal. Ou tem? O movimento está de acordo com o método de legalização? Como legalizar? Quando? Para quem? Qual quantidade? o que fazer com os que foram presos/punidos por portarem a substância? Como fazer propaganda? Pode fazer? E esporte? Onde vende? Como vende? A partir de quando? Qual procedência? Vai ter selo da anvisa? Pode misturar com tabaco? De qual tipo? O uso medicinal é controlado como o uso recreativo? Não? Qual a diferença? O que justifica?

Enquanto o movimento não tiver resposta para estas questões, e uma resposta unívoca, para todos os efeitos ele não existe. Ele é apenas um aglomerado de interesses visando apenas aquilo que eu coloquei ali em cima: tirar a má-consciência deles da reta.

Comments
43 Responses to “Pseudo problemas, pseudo movimentos”
  1. Ferrari disse:

    Muito bom o post, mesmo. Me abri.

    Só extenderia um pouco mais o “período sem biaba na orelha”; os movimentos sociais na República Velha eram bem estruturados e com grande força.

  2. Salvaguarda:
    se tu planta e colhe tua própria maconha, afudê.

  3. Ferrari disse:

    Pra mim maconha é como filmes piratas. Se é tu que baixa em casa para tu ver, beleza, agora se tu compra na rua tu está patrocinando um monte de merda, inclusive o teu próximo assalto.

  4. Marcelo disse:

    Shit is NOT easy, man.

    Ainda mais pra uma turma que, quando se reúne primeiro pra se chapar, depois pra falar da legalização. Difícil redigir qualquer coisa (música não conta), quanto mais um estatuto e uma cartilha quando tu tem 10 baseados na mente.

  5. G.D. disse:

    OK, varios pontos nos quais concordo – principalmente quanto a falacia boba (alguem ainda acredita nisso?) de que liberando a maconha “acaba/diminui o ‘TRAFICO'”.

    Mas, sinceramente, nao me parece “mimo” o choramingo pelas marchas vetadas, nem sequer UM POUCO razoavel proibir uma marcha como essa.

    PS INEVITAVEL: “…que que a policia tem? / saliro baixo-arma obsoleta – carroca / que que a policia quer?/ dinheiro e saude pra familia…”

  6. Moche disse:

    A proibição das drogas é completamente irracional e, por isso, custa muito caro sua repressão. É melhor legalizar.

    Sobre a marcha, é completamente absurdo proibir. Onde está escrito que só é permitido ser antiproibicionista na universidade ou no congresso? Que bobagem, isso é medo mesmo.

    No mais, acho que esse teu post está cheio de preconceito contra os usuários de maconha. A marcha da maconha NÃO É um movimento de desobediência civil (está dentro da legalidade, da liberdade de expressão e NÃO vai fazer consumo da droga durante a passeata) e essa visão do FSM é totalmente deturpada, preconceituosa e de direita. Sorry se pareci agressivo, não leva a mal :) (talvez tenha descarregado em ti um pouco do mal-estar que o NovaCorja causa quando fala do assunto)

  7. Moche disse:

    PS: Essa conexão da violência com o tráfico não é errada, mas é limitada. Os problemas de violência no Brasil são estruturais e a política de drogas é só mais um episódio de políticas burras que não resolvem nada, mas descem a porrada no subcidadão.

  8. “A proibição das drogas é completamente irracional e, por isso, custa muito caro sua repressão. É melhor legalizar. ”

    Hmn. Todas drogas? Olha, eu sou, em um mundo perfeito, favorável a legalizar tudo, também. Mas não sei se é completamente irracional tornar certas substancias controladas ou proibidas. Deixa eu te lembrar que cocaína, por exemplo, ainda é usada como anestésico – só que com outro nome. Quase todos os entorpecentes tem uso médico relativamente controlado, mas a dispobilização destes entorpecentes ou a tolerancia ao uso saiu pela culatra em vários países. Os heroin parks, na holanda e na alemanha, por exemplo, tiveram que fazer estes países repensarem as suas políticas de droga. Como disse o Marcelo, shit is not easy.

  9. Marcelo disse:

    O FSM começou com uma idéia legal. Mas ele se mostrou uma celebração dos valores pseudo-comunas-mamãe-eu-li-Marx em vez de uma discussão séria.É bem típico dessa turma desclassificar o pessoal que pensa diferente, dizendo que não entende, que é coisa de burguês. Adolescente, saca?

    Sobre a maconha, não é com uma canetada que tu resolve. Mesmo que fosse, tu imagina o congresso “bah gurizada, o pessoal tá se organizando, hein, vamos liberar?”

  10. “Sobre a marcha, é completamente absurdo proibir. Onde está escrito que só é permitido ser antiproibicionista na universidade ou no congresso? Que bobagem, isso é medo mesmo.”

    Não acho COMPLETAMENTE absurdo proibir. Acho uma atitude errada, se eu fosse o cara lá que fosse decidir sobre isso, acho que eu autorizaria. Mas não acho COMPLETAMENTE absurdo. Acho bastante razoável a proibição, e achei a reação bastante desproporcional.

    Se o movimento se sente legítimo, que vá para a rua de qualquer forma. Todo movimento é assim, ou alguém pediu para ir para a rua fazer movimento por igualdade de direitos? Claro, daí periga levar porrada, mas são ourtos quinhentos.

  11. “No mais, acho que esse teu post está cheio de preconceito contra os usuários de maconha.”

    Possívelmente. Detesto maconheiro :P. Este não é um post técnico, nem pretende ser :)

    ” A marcha da maconha NÃO É um movimento de desobediência civil (está dentro da legalidade, da liberdade de expressão e NÃO vai fazer consumo da droga durante a passeata)”

    Ah, pára Moysés. Não vai fazer consumo da droga? Tá bom. Até parece. Claro que vai, mesmo se a organização do troço não orientar o consumo, mesmo se desejar coibir, é CLARO que vão acender VÁRIOS becks. Consigo ver a gurizada querendo ser rebelde e acendendo beck na frente da polícia. Tu realmente acha que a “organização” deste troço vai ter ALGUM controle sobre isso?

    ” e essa visão do FSM é totalmente deturpada, preconceituosa e de direita.”

    Visão? FSM? Deixa eu te contar uma história. Quando eu tava saindo de uma reunião no FSM, eu vi um bando de guri andando/dançando em círculo ali perto do gazômetro, enquanto tocava algum tipo de ritmo quente caribenho. Achei o resumo de tudo: “Olha ali, a esquerda latino-americana fazendo o que faz desde 1968: ANDANDO EM CÍRCULO!”

    ” Sorry se pareci agressivo, não leva a mal :) (talvez tenha descarregado em ti um pouco do mal-estar que o NovaCorja causa quando fala do assunto)”

    Nunca é pessoal, não esquenta. Continuo te achando gatinho.

  12. “Essa conexão da violência com o tráfico não é errada, mas é limitada. Os problemas de violência no Brasil são estruturais e a política de drogas é só mais um episódio de políticas burras que não resolvem nada, mas descem a porrada no subcidadão.”

    Hmn. Eu acho que o tráfico de drogas participa deste problema estrutural de forma mais endêmica do que tu estas sugerindo. mas não tenho os dados, nem a competência, para fazer esta análise.

  13. Em tempo: o engenheiro tem razão sobre o FSM.

  14. Ferrari disse:

    Falar que o tráfico não é a causa da violência é o mesmo que dizer que armas não matam, e sim deus.
    Desculpe, mas tu já subiu o morro pra falar isso? Por 2 anos trabalhei na Cruzeiro, e posso te contar umas histórias bem legais envolvento traficantes e meninas de 6 anos. Mais de uma.

  15. Tati disse:

    Fugindo ligeiramente do assunto principal desse post:

    Sempre me surpreende a rapidez que o Moysés tem em rotular argumentos.

    “e essa visão do FSM é totalmente deturpada, preconceituosa e de direita.”

    Eu entendo que possa existir de fato essa interpretação, não estou dizendo nem que é uma interpretação equivocada – não me interessa agora -, mas o que me causa espanto e o uso desses rótulos como elementos de desqualificação do debate.

    Em que acrescenta chamar alguém de conservados ou “de direita”? E mais que isso, não acaba provocando uma redução na possibilidade de discussão em si? E, essencialmente, ruim ser conservador ou de direita?

    Pessoalmente, me vejo longe desses rótulos, mas conheço diversas pessoas que se denominam conservadoras e de direita que são extremamente inteligentes e capazes de discutir esse e outros assunto polêmicos de forma muito interessante, colocando questões e perspectiva que por diversas vezes são completamente ignoradas por liberais “de esquerda”.

    Enfim, só me parece pouco frutífero chegar em uma discussão usando esses rótulos para desqualificar o argumento alheio. Vira o jogo de quem acusa mais rápido, ao invés do exercício saudável e profícuo de discussão de questões que interessam a todos.

  16. Tatiana disse:

    E mais: se vc está pronto pra argumentar que uma posição “é totalmente deturpada, preconceituosa e de direita”, o mínimo que vc pode fazer é providenciar eidencia para suportar sua afirmação.

    Caso contrário vira discurso vazio.

  17. Ferrari disse:

    E quanto a legalização das drogas, sou favorável desde que o sujeito abra mão dos benefícios dos planos de saúde públicos. Quer se matar beleza, mas não dá gasto pro governo.

  18. Moche disse:

    Como eu já sentia, me passei na agressividade da resposta. Desculpem :)

    Bom, vocês têm a sorte de conhecerem conservadores de direita inteligentes. Eu não :)

    Sobre a questão da droga, me parece que ela é de fato um potencializador dos problemas, mas não O problema. A estratégia de associar a droga a tudo de mal que existe no mundo foi uma estratégia poderosa do neoconservadorismo norte-americano desde os anos 80 que foi “exportado” como “guerra às drogas” para nós. Parece evidente que o crack ou a cocaína, por exemplo, são problemas, porém não concordo que a estratégia belicista seja a mais inteligente (a Europa é bem menos bélica e o consumo – embora alto – é menor que nos EUA). Discordar da POLÍTICA de drogas não significa dizer que a droga não é um problema. Significa apenas discordar da solução dada.

    Se os caras fumarem maconha, bem, aí o poder público pode atuar dentro da lei para impedir. Impedir a manifestação em si, no entanto, é pura arbitrariedade completamente inconstitucional. Tão inconstitucional quanto proibir a circulação de carros sábado à noite porque os motoristas podem estar bêbados.

  19. Moche disse:

    Sobre essa questão da saúde pública, ok. Então os usuários de drogas abrem mão do tratamento.

    Mas, por consequência, também todo mundo que come bacon ou picadinha, fuma cigarro, bebe cerveja ou não pratica exercícios frequentes perde o direito de acessar o sistema de saúde.

  20. Moche disse:

    Picadinha = picanha

  21. Moche disse:

    PS: Só para constar, embora seja favorável a uma descriminalização total das drogas (descriminalização, não legalização), a barreira entre maconha, ecstasy, lsd, cocaína, café, chocolate, whisky, santo daime, coca-cola, morfina e loló é artificial. Aliás, em termos jurídicos é apenas uma portaria da Vigilância Sanitária que diz o que é droga e o que não é no Brasil (e não a lei). Quer dizer: a linha entre o que é droga e o que não é pode ser redesenhada sem nenhum problema. Tem psiquiatra gaucho que quer “erradicar o álcool”. Outros, se querem defender a não-proibição da maconha, não necessariamente estão colocando o problema das outras drogas.

  22. Marcelo disse:

    Pergunta o do leigo: Qual a diferença de descriminalizar e legalizar?

  23. thabkost disse:

    Moche, eu iria começar o meu post recitando as palavras do Olavão, mas não estou lá muito a fim de piadas.

    A droga É o problema. E é muito mais problema do que cigarro e álcool, e eu vou te dizer porquê. Ali em cima o Ferrari comentou que se tu lida com o pessoal envolvido nessas coisas tu te dá conta da merda que é e deixa desse papo idiota de pstu da Bela Vista. O tráfico é uma doença e muito pior porque quebra o monopólio da violência, deslocando o eixo do estado para um paraestado. No momento que tu tens dois estados, nenhum funciona. E se não funionam, tu não consegue fazer nenhum tipo de planejamento para mudar a merda do status quo.

    A droga é uma merda porque retira com muito mais força a capacidade de escolha do sujeito. Rebenta com a vida de muita gente por causa do tráfico, e é sustentado por um bando de idiota pé de merda que acha bonitinho encher a cara e reclamar por um mundo socialista, dirigindo carro da moda e indo estudar filosofia no exterior.

    Sei que o meu papo parece direitista, mas não é. No momento que tu começas a lidar com o dia a dia disso, tu realiza a violência mais profunda do tráfico. O pessoal que lida com isso não tem a mínima noção do amanhã.

  24. Moche disse:

    Thab, acho que tu não me conhece, senão certamente não diria algumas coisas que disse.

  25. Moyses, Tiago, apertem as mãos.

    Pronto.

    Sobre os conservadores inteligentes, eu sugiro ler William Buckley. Afora a defesa ensandecida do Reagan, tem coisas interessantes.
    Sobre estudar filosofia no exterior e tráfico de drogas. O estrago que uma geração de professores formados no exterior fará, e o prejuízo aos cofres públicos é muito pior. Bwa-ha-ha-ha.

    Sobre as discussões. Até alguém chamar a mãe de alguém de algo ofensivo, eu não interfiro. Mantenham a sanidade. Lembrem-se: nunca é pessoal.
    O jogo de linguagem deste blog é: nunca é pessoal.
    Se virar pessoal, eu vou dar uma de wittgenstein e chamar na proposição 7.

  26. Ferrari disse:

    Moysés, assim como tu não me conhece e disse que a minha opinião (pois ela é consoante com a do Fabrício) é preconceituosa e direitista.
    Como a Tatiana levantou aqui, vamos além dos rótulos.

    Vamos então a estudos empíricos. Tu realmente acredita que a picanha faça tão mal para a saúde quanto cocaína, ou heroína? Pois assim pareceu na tua opinião.
    Eu acho proibir uma marcha da maconha tão coerente quanto uma marcha da prostituição infantil. Antes que comecemos o arranca-rabo,lembremos que o Agnaldo Timóteo DEFENDEU aprostituição infantil em plenário e CPI, assim como o Gabeira defendeu a maconha. Tem um segmento da sociendade interessado na liberação da prostituição infantil? Tem. Eles fazem marcha? Não. Pq? Pq é crime. Ponto.
    Mesmo a maconha sendo uma droga de poucos efeitos colaterais, ela têm efeitos psicoativos mais fortes que a nicotina, e, em grau de uso contínuo, mais que o álcool (pense em o tempo que as pessoas ficam tomando cerveja no bar; agora pense que cada um está com um beck na boca esse tempo todo). Nesse sentido ela É uma ameça a ordem estabelecida. Ainda assim, sou favorável a legalização dela, mas enquanto isso, acho simplesmente inaceitável qualquer uso de qualquer substância ou produto que venha do tráfico. Já fiz o paralelo aqui, eu baixo filmes pela internet, mas acho um absurdo comprar DVD pirata, pelo mesmo motivo.
    Caso tu tenha alguma dúvida sobre os efeitos das drogas e do tráfico nas pessoas, te convido para um passeio pelo Bom Fim de madrugada. Aqui eles não te assaltam, te agridem, atiram algumas vezes, e depois roubam. E isso eu vi e senti, várias vezes.

    E concordo integralmente com o Tiago quando ele fala que poder paralelo enfraquece o poder democrático. E eles têm um poder paralelo.

  27. Ferrari disse:

    Sempre é pessoal, Fabrício. Enquanto tentarem me dar porrada pra roubar um livro de literatura medieval pra comprar droga vai ser pessoal.

  28. Nah, nunca é pessoal.
    (modo delusional ON)

  29. Ferrari disse:

    Despulpe, esquizofrenia não é meu forte. Senão eu ia responder com o meu eu-lírico.

  30. thabkost disse:

    Moche, eu não conheço mesmo. Conheço o que tu escreveste ali em cima e é com isso que eu me incomodo.

    Não sei qual é a tua área, então eu vou tentar clarear a MINHA opinião, para, no teu turno, tu te irritares com ela.

    Quanto a portaria do MS: esse é o único órgão que tem alguma competência para dizer o que é droga ou não. A lei é baseada numa norma penal em branco que exige regulamentação posterior, e essa reg. veio por meio de uma portaria, que é o meio aquequado para tanto, especificando o que é e o que não é aquilo a que o tipo se refere.

    Quanto a artificialidade da norma em questão: cara, toda norma é artificial e nenhuma lei é natural. Ela é tão forte quanto aqueles que a cumprem a enforce. Juridicamente falando, é o método mais apropriado e o mais rápido. Como um órgão administrativo não pode legislar, este é o método correto para criação de uma norma da esfera da saúde. Portaria.

    Quanto a manifestação: não é inconstitucional , MESMO. Apologia é crime, e deve ser coibido como tal. Ainda que tu queiras ir pelo lado da liberdade de expressão, tu tens que pesar que cada um ali está fazendo apologia ao uso de substância entorpecente e deve ser processado como tal. Se a manifestação, por outro lado, tivesse o intuíto de discutir políticas públicas, e dentro delas, a maconha, até seria negociável. Mas não é. Quem vai neste tipo de passeata quer mesmo é puxar um beck ou qqer coisa neste sentido, e tem pouca ou nenhuma idéia de estruturação alternativa do que nós temos agora. E isso é hipocrisia. A passeata, não a tua opinião.

    O problema, no meu ver, é a motivação. Não podes assumir que a passeata tem boas intenções, como não podes assumir que dirigir bêbado é bom. Se tu prestar atenção, se coibe o ato de dirigir qualificado pela bebedeira, mas o ato de dirigir, em si, é permitido.
    No caso da passeata, a liberdade de expressão é permitida, mas a apologia às drogas, seu uso, como é posto, não é permitida, porque é crime.

  31. thabkost disse:

    No mais, o meu problema é com esse papinho protecionista. Eu sei que o sistema de persecução penal que a gente vive é escroto, mas não dá pra achar, por isso, que neguinho traficante é gente boa e que maconha não pé droga.
    Maconha é droga, a passeata é inconstitucional, e deve ser coibida, sim. Não tem como ser políticamente correto com meliante.

  32. Letesgo disse:

    Só falta o pessoal que acha que uso e consumo de maconha é legal, tb quererem usar como dedução do IR, ai vou rir muito, e claro depois me mudar deste planeta…

  33. Moche disse:

    Desculpem, não estou mais a fim de discutir.

    Só para constar uma coisa: quando eu disse que a visão do Fabs sobre o FSM era preconceituosa, conservadora e direitista não estava acusando ele disso. Me expressei mal. Quis dizer que a REPRESENTAÇÃO que ele “comprou” do FSM é compartilhadas por pessoas com essas posições políticas. Sei que o Fabs não é isso, não estaria eu louco de começar uma discussão só por começar. Posso enxergar o FSM como um bando de baderneiros e maconheiros ou talvez como uma reunião de um monte de gente preocupada com a injustiça no mundo, mesmo que tenha sugestões esdruxulas de resolve-la. Questão de opção.

  34. Luis disse:

    Daí corta pra uma cena de um antigo comercial dizendo:
    “Questão de bom senso”

    Não resisto a falar bobagem em assunto sério. :P

  35. Peter Pan disse:

    Cara…não é que estejam vocês levemente, pontualmente errados…é que vocês são os retardados mais carolas e infelizes do mundo!
    Vocês são uns merdinhas, PSEUDOacadêmicos, que acham que sabem tudo sobre alguma droga, sem jamais terem um mínimo de colhões e experimentá-las para saber do que se tratam.
    Me deu vontade de morrer gargalhando quando li “cocaína é anestésico vendido com outro nome” ou, muito pior, “maconha é droga e a apologia deve ser coibida”.
    Fico um tempo fumando demais e me esqueço que existem débeis-mentais como vocês.
    Coitado do Moysés ali em cima. Ele é muito educado, tentou colocar um mínimo de bom-senso em completos arigós, partindo do autor do post e seguindo em diante, com a MINA destilando asneiras politicamente corretas e o tal de thabkost – Deus me perdoe – me gerando muito fortemente a vontade de assassinar.
    Se eu te encontrar na rua te mato, velho.
    Ferrari…pra alguém com esse nome, tu tá muito devagar.
    E vão pastar, carolas! Vão comer cocô e brindar com leite!
    Vocês são todos uma piada, a escória, o chorume da sociedade.

    MORRAM, FASCISTAS!!!
    FOI A MACONHA QUE ME DEU O IMPULSO DE MATAR VOCÊS!
    MALDITA MACONHA!
    IMPURA!
    SUBVERSIVA!
    GET BACK GEISEL

  36. Peter Pan disse:

    ah: Fabrício!! Esqueci de dizer: se eu fumar mais um dos meus hoje, te guardo a PONTIN.

  37. Guris:
    Deixem. Ignorem. Por favor.
    Sei quem eh o figura que comentou ali em cima.
    .
    Tche, relaxa. Te pago uma ceva com os guris quando a gente voltar pra PoA, ok? Numa dessas tu pode olhar pro Ferrari e repensar essa ideia de tentar bater nele (ultima vez que tentaram nao foi muito legal pros que tentaram).Agora toma um banho frio, lembra que nao existe anonimato na internet e tu tem um emprego, um nome pra zelar, essas coisas.

    Nao fica bem pessoa ficar ameacando de bater nos outros, neh? Pega leve.

  38. Por sinal, uma ultima coisa:
    Autor: Peter Pan (IP: 201.7.130.1 , 201.7.130.1)
    Whois : http://whois.arin.net/rest/ip/201.7.130.1

    Valeu? Valeu.

  39. Peter Pan disse:

    na verdade, o único que despertou instintos assassinos foi o thabkost. Mesmo assim, despertar instintos é uma coisa, outra é levar a cabo o pensamento. Coisa que eu não faria.
    foi uma forma de ser veemente errada, admito.
    e eu jamais faria nada, a não ser piadas, como os dois posts. nem tenho nada pessoal – como diz o título – contra ninguém.
    sem intenção de magoar, reitero que não é a droga que faz qualquer coisa com as pessoas – é a cabeça delas.
    peguem leve – fumem um. ou não.

  40. Peter Pan disse:

    na verdade, o único que despertou instintos assassinos foi o thabkost. Mesmo assim, despertar instintos é uma coisa, outra é levar a cabo o pensamento. Coisa que eu não faria.
    foi uma forma de ser veemente errada, admito.
    e eu jamais faria nada, a não ser piadas, como os dois posts.
    sem intenção de magoar ninguém, reitero que não é a droga que faz qualquer coisa com as pessoas – é a cabeça delas.
    peguem leve – fumem um. ou não.

  41. Gustavo disse:

    Fabs, sei que tu sabe quem és a a figura, mas se quiseres saber mais sobre, só ler aqui -> Mariano Westphalen Lorenzon, o CC. http://www.videversus.com.br/index.asp?SECAO=98&SUBSECAO=0&EDITORIA=28411 Enfim, tu é amigo do Divan, tu deve conhecer ele, né? E melhor pro Fabs ser um pseudo acadêmico do que ser um pseudo trabalhador, como tu, Mariano. Ah, fiquei sabendo que tu andas ameaçando bastante pessoas em comentários de blogs (confessando crimes também, dizem http://cuidadotintafresca.blogspot.com/2005/12/sobre-os-comunistas-solidrios-e-os.html ) Sorte que tu tem as costas quentes por causa do papai e gostas de pagar de revolucionário que vai mudar o mundo. Quem quiser conhecer o rostinho do cidadão, só dar uma olhada aqui http://www.myspace.com/alteregopoa/photos (detalhe para a camiseta Revolu$$$$ionária do Che Guevara) e http://www.youtube.com/watch?v=FB1D5NXYEl8 (dinheiro do contribuinte indo para essa bela obra de arte ojjds)

    PS: QUE MERDA DE BANDA.

  42. Serio, nao importa.
    Post de dois anos atras, pessoal querendo botar pose de grandinho.


    Enfim, chega. Nao tenho saco para flamewar desse tipo.

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