Radicalização

Daí, eu tava procurando alguma coisa para dar uma “luz” para o que pretendo escrever para o Distropia entre hoje e o final de semana. Claro, a completa indiferença que este blog tem enfrentado nos últimos dois dias – minha indiferença, é claro – causou uma diminuição no número de comentários. Mas também preciso re-considerar parte das discussões que tão rolando por aqui. Afinal, declarei este um território completamente pessoal faz pouco – e tenho usado o Distropia para falar das coisas mais acadêmicas.

Ao mesmo tempo, o mal humor endêmico que se apoderou de mim desde a viagem para Nashville, tem me deixado com vontade de escrever coisas mais combativas (vide os últimos dois posts, e alguns anteriores), que interessam para dois ou três que compartilham de minha postura bélica e mais uns seis ou sete que querem a minha cabeça em uma bandeja de prata (ou assim eu gostaria).

Tudo isso é irrelevante para o Guaxinin que enquanto escrevo isso, escala mais uma vez o poste na direção do alpisteiro – e que agora fugiu ao ver minha cara na janela . Blogs são coisas irrelevantes, diga-se de passagem, independentemente do que o guaxinin pensa deles. Se é que um guaxinin pensa, eu tenho alguma tranquilidade em dizer que não pensa. Mas deve raciocinar. Sei lá, perguntem para um biólogo ou um veterinário ou um zoologo. Ou um amante da modalidade erótica inter-espécies.

O interessante, este post de Radicalização, é mais porque eu não consigo achar as luzes que eu quero, porque meus livros de filosofia aqui estão na modalidade “continental”, e eu precisava de alguma coisa sobre coerentismo semântico, alguma coisa sobre Hume, e eu não tenho nada sobre isso aqui na sala. Mas talvez ache o que eu quero na internet, caçando coisas específicas.

Tu sabe que tu tá numa fase complicada quando Saul Kripke te oferece mais atrativos do que Heidegger.

Ou não, a possibilidade de largar Heidegger de mão me seduz cada vez mais. Um cara que escreveu sobre a Poiesis do Ser não merece meu respeito.

E eu não queria transformar isso num blog de guarizinha, o que naturalmente aconteceu – uma queimação de filme tremenda, mas eu pouco me importo com meu filme. Um dia algum aluno irá googlear meu nome e achar este blog, e eu gostaria de deixar registrado, desde já, que eu pouco me importo.

Estas são minhas cartas, elas estão na mesa. E eu não tenho medo de defender meu jogo, diga-se de passagem.

: e não me escondo embaixo da saia da citação, da poesia, da literatura comparada ou da metáfora gratuíta. Da foto bonitinha, da imagem ou de what have you? :

Enfim, deve ser a idade.

Existe inferno astral invertido? Depois do dia sete, eu ando num mal humor patológico.

Ah sim, vocês sabem, se for para psicanálise, prefiro Tarot. É mais antigo, e também usa semiótica.

Comments
2 Responses to “Radicalização”
  1. por sinal, falando em Kripke.
    Os que gostam de filosofia.

    O livro dele sobre Wittgenstein e Linguagem Privada quase me levou à mudança imediata de linha de pesquisa, universidade e reconsideração do universo como um todo.

    Só Husserl salva.

  2. Marcelo disse:

    Ontem eu vi um cara comentando que a monografia da faculdade tinha sido “So Spoke Yoda”.
    Fazia a relação sobre o que o Mr Z. tinha dito no So spoke Zaratustra com aquela frase do Yoda “There is no try”.

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