Do zombies think of Raw Fresh Meat?

A Tatiana do alto do seu furor epistemológico, e com certa preocupação Heideggeriana, pergunta: “Zumbis pensam?”

A pergunta pelo pensamento, ela mesma, é uma das perguntas clássicas da filosofia contemporânea, como podemos situar a pergunta pelo pensamento, se ela mesma presume o pensar? Mais ainda: como conseguimos elaborar algo sobre esta questão?

Inicialmente, gostaria de sugerir que iniciemos por Aristóteles e a compreensão do zoon echon logon, ou seja, do Animal Capaz de Predicar Através do Uso da Linguagem. Neste sentido, que tipo de predicação temos com zombies?

“Cérebros!”

“Carne fresca!”

“MATAR”

Pois bem, no início, portanto, o Zombie se parece com aquele animal que tem acesso limitado ao mundo enquanto um domínio de caça e espera, um domínio limitado e de não-apreensão complexa. Neste sentido, o Zoombie não pensa sobre a carne fresca, ele apenas reage aos seus impulsos miméticos (Fome-Cérebro; Serra-Elétrica->Cabeça). E no entanto, temos que ainda nos questionar até que ponto o zumbi não está consciente destas necessidades ele-mesmo. Diferente do animal que não está consciente que quer algo, apenas quer algo.

Percebam, estou aproximando aqui a discussão do pensamento dos zumbis à discussão da apreensão dos entes dos entes. Ou do apreender algo enquanto algo. Que é a própria preocupação metafísica de Heidegger ao voltar para Aristóteles e apontar a entificação do Ser Primeiro. De forma ilustrada:

ZombeHeidegger

Existem exemplos na literatura onde os zumbis de fato pensam, eles sugerem estratégias, improvisam e mesmo comem cérebros de formas impossíveis para alguém que não reflete sobre as atitudes e objetos ao alcance da mão. Se não vejamos: Zumbis preferem vítimas loiras, belas e de seios fartos. Zumbis parecem ter especial predileção por galpões de inceneramento, ou locais com diversos objetos cortantes ao alcance da mão – mas são capazes de improvisar, usando seus próprios ossos para cortar cabeças, ou mesmo usando um pedaço de perna para matar e pilhar.

Ademais, identificamos interesses – mais do que meros impulsos – na forma de estabelecimento de prioridades transitivas de um zumbi:

1 – Carne Fresca de uma Virgem

2 – Carne Fresca de um Gordo do Alabama

3 – Roadkill

Um zumbi é capaz mesmo de expressar esta ordem de preferências de forma transtitiva e conexa, mantendo alguma coerencia argumentativa (é mais do que sou capaz de falar de alguns ex-colegas!). Neste sentido, como somos capazes de dizer que um zumbi não pensa?

Portanto, minha posição é que sim, zumbis pensam. E que de forma a-priori, não já qualquer vedação a possibilidade de um morto-vivo pensar, já que o pensamento, ele mesmo, não está ligado a compreensão biologicizante e limitrófe de vida enquanto o dispositivo biológico-imposto-de-fora. Pensamento enquanto pensamento supera estas compreensões Agostinianas e esta divisão mente-corpo.

Inclusive, falta para a filosofia levar a sério esta questão do pensamento-zumbi, vampiro e mumificado, tão bem ilustrado no pensamento (e na pessoa, creio eu) de Martin Heidegger, o filósofo-zumbi por excelência.

O debate é bem-vindo na caixa de comentários, especialmente por parte daqueles que entendem do traçado da literatura e cinema sobre zumbi. O primeiro que falar em teatro será atingido por um ornitorrinco em chamas caído do céu enviado por O Grande Deus da Religião Abba.

Comments
39 Responses to “Do zombies think of Raw Fresh Meat?”
  1. Habkost disse:

    o post foi só pra tu desenhares, né

  2. não, não. A preocupação é verdadeira. E gostaria de contribuições para o problema.

    A filosofia não pode continuar ignorando os Outros-Mortos-Vivos.

  3. Habkost disse:

    se um zumbi diz “cérebro” ele está se referindo e organizando uma cadeia relacional que levou ele a associar “satisfação alimentar” com “melhor sabor possível” . O zombie clássico pensa. O zumbi do resident evil, não

  4. Uh! Boa!
    Distinção entre a capacidade relacional e a capacidade mimética!

    Tu sugere, então, uma distinção categorial entre o zumbi do cinema e literatura clássica e o zumbi do resident evil. Bom ponto. Mas eu gostaria então de perguntar se o zumbi do resident evil é capaz de SOFRER, e questionar a ética de matar zumbis.

    Que achas?

  5. Habkost disse:

    os dois sofrem, no sentido de sentir dor. nenhum deles questiona o sofrimento. o zombi clássico sabe o que é um cérebro, mas não tem qualms sobre isso. o do RSE é bem mais animalesco, neste sentido

  6. Tati disse:

    Então o zumbi clássico tem uma racionalidade limitada, enquanto o do RSE é puro insinto?

  7. Habkost disse:

    sim, até onde me parece sim. nos filmes antigos tu tens frases como “I smell your brains!” que significam que eles entendem o que é “I”, e que “smell” é um cheiro e não outro input sensorial qualquer e que “brains” é mais gostoso que “intestins” ou “guts” enquanto o do RSE só caminha em direção a fonte sensorial, a despeito do dano que o corpo tenha sofrido.

  8. G.D. disse:

    Zumbis pensam apenas – em um primeiro momento – em satisfazer as necessidades somaticas basicas.

    Como qualquer ANIMAL, no entanto, desenvolvem com o tempo habilidades TRIBAIS (geralmente representadas por se agruparem para facilitar EMBOSCADAS) – mortos-vivos proto-Lockeanos?

    As demais habilidades “sociais” JAMAIS foram verificadas, o que dificulta muito a pesquisa, pois o estagio posterior nunca se concretizou: logo apos eles passarem a se agrupar em clans ou bandos superando a total desorganizacao inicial, chegam os HUMVEES e incendeiam tudo.

  9. G.D. disse:

    no mais:

    “….mioooooooooooooooooooooooooolos…”

  10. Urubu King disse:

    Na verdade o zumbi clássico haitiano pensa, sim, mas não tem livre arbítrio.

  11. Paula disse:

    Vocês tem que o Guia de Sobrevivência a um Zombie Outbreak.

    Zumbis não pensam.

    E o Tiago está certo, é importante definir sobre que zumbis vocês está falando, pois existem inúmeras teorias e linhas a serem seguidas, existem zumbis que agem puramente por instinto e apesar de serem agressivo, não são ágeis, há outros que são extremamente ferozes e que por isso demonstram ter algo a mais além de instinto, e eu acho que isso é determinado pela forma que se dá a criação desse seres. Alguns acreditam que são obra de Deus, que simboliza o Juízo Final, alguns dizem que é um vírus, surgido através da experiência com macacos, que deram errado. Mas originalmente a história dos zumbis vem de uma crença Afro-Caribenha (nem sei se isso tá certo, mas é daí) onde as pessoas acreditavam que zumbis eram pessoas controladas por forças negras do voodoo, nesse caso não se tinha oratória nem livre arbítrio. E a origem da palavra zumbi, que é jumbi ou nzambi significa “espírito de uma pessoa morta”.

    Mas o que realmente importa aqui, eu acho, é a discussão sobre o termo moderno Zumbi, que no caso teve como seu fato decisivo a estréia de Night of the living dead, em 68, onde são definidos como seres grotescos, irracionais, violentos que curtem andar em galhera. E claro, fora isso, temos a metáfora de que invasões de zumbi geralmente representam a queda da civilização e o apocalipse da sociedade moderna.

    Não sei se ajudei alguma coisa, e corrijam-me se eu estiver errada, mas acho que não. :P

  12. marcosfanton disse:

    Com o que a Paula falou, poderíamos começar a elaborar também uma “Antropologia do Zumbi” e tentar entender como os zumbis surgiram.
    Já em relação ao ponto de partida do Fabrício, com Heidegger, minha opinião é de pensarmos o modo de ser do zumbi diferente do modo de ser do Dasein e adicionarmos uma quarta tese aos Conceitos Fundamentais da Metafísica: “a pedra não tem mundo, o animal é pobre de mundo, o homem é formador de mundo e o zumbi é putrefador de mundo”. :P

  13. ATENÇÃO. Apenas para adicionar COMPLEXIDADE para a discussão. Gostaria de ressaltar que quem comandava meu msn naquele momento era a Tatiana.

    fabricio. fuzi pra bento says:
    tati aqui
    fabi foi lavar alouça
    vc acha que zumbis pensam?

    Ferrari says:
    tu REALMENTE quer drag me into this?
    fabricio. fuzi pra bento says:
    uma resposta breve? impossivel?
    pq eu estou em duvida
    pq tipo, vampiros tb estao mortos, mas eles pensam

    Ferrari says:
    é como eu te perguntar, os humanos são pessoas legais?

    não mistura o universo dos mortos
    fabricio. fuzi pra bento says:
    então o argumento da ausencia de oxigenação no cérebro não rola

    Ferrari says:
    zumbi veio do zombi do voodoo
    isso é FACTUAL, são pessoas que entram em narcolepsia, parecendo estar mortas
    mas acordam e ficam sob sugestão hipnótica
    então essas pessoas PENSAM
    mas são sugestionáveis
    fabricio. fuzi pra bento says:
    ok
    então a capacidade de raciocinio delas e meio limitada, certo?

    Ferrari says:
    mas aí é que está
    eles NÃO são mortos vivos e NÃO querem miolos
    fabricio. fuzi pra bento says:
    ahhhhh
    ok, vamos pros zumbis do terror/ficção então

    Ferrari says:
    esse é OUTRO caso
    cada filme, mesmo os de uma mesma série interligada, produz sua própria verossimilhança quanto aos mortos vivos
    é como tu explorar a imagem do “estivador” no cinema, saca?
    fabricio. fuzi pra bento says:
    uhum

    Ferrari says:
    eu posso te falar assim
    que no Noite dos Mortos Vivos eles NÃO pensam racionalmente
    mas no Dia dos Mortos eles PENSAM
    tabto que tu vai ver coisas idiotas, como ZUMBI VEGANO
    então não dá pra colocar Zumbi aqui como uma coisa única
    fabricio. fuzi pra bento says:
    ok
    era isso que eu queria saber
    sabe pq?
    eu vi essa noticia sobre um filme britanico produzido com 45 libras, o Colin
    que passou em Cannes, e será distribuino na inglaterra agora
    e a moral do filme é que ele é um apocalipse de zumbis sob a perspectiva de um zumbi
    e eu fiquei pensando: isso so faz sentido se vc assumir que zumbi pensa

    Ferrari says:
    POIS É
    mas se o universo proposto coloca isso, pq não?
    tem um filme interessante que é o Fido, que os zumbis são “domesticados” pra trabalhos simples e até como animais de estimação
    fabricio. fuzi pra bento says:
    http://www.youtube.com/watch?v=yRtQGo5BlaY

    Ferrari says:
    mas nem todo zumbi é zumbi
    se tu for ver por exemplo o Extermínio, eles NÃO são zumbis tecnicamente
    são pessoas atingidas por uma super-raiva, meio que como no 12 macacos
    fabricio. fuzi pra bento says:
    claro

    Ferrari says:
    e aí
    tu vai dizer que uma pessoa com raiva aguda PENSA?
    é o mesmo paradigma
    pode-se dizer o mesmo de várias doenças degenerativas
    fabricio. fuzi pra bento says:
    pensa, mas não está em seu melhor estao de julgamento
    hmmmm, muito interessante esa discussão

    Ferrari says:
    pois é
    mas é passível de debate, saca
    fabricio. fuzi pra bento says:
    por isso que sci-fy é legal

    Ferrari says:
    viu só
    zumbis são cultura
    AHAM
    fabricio. fuzi pra bento says:
    total

    Ferrari says:
    viu, fizemos o favor de te nerdificar ainda mais e melhorar o que tu já tinha

  14. Habkost disse:

    fabs, é a mesma coisa que falar sobre o pensamento animal. tirando que tu tens que assumir que o ente pensante pode se relacionar com a tua forma de comunicação.
    daí, primeiro tu me define o que é pensamento, e a gente brinca.

    o petter watts tem uns alienígenas que são inteligentes mas não tem conciência. (os aliens são tri legais, por sinal)

    eeeentão, me define pensamento

  15. Tiago:
    tu já definiu:

    “se um zumbi diz “cérebro” ele está se referindo e organizando uma cadeia relacional que levou ele a associar “satisfação alimentar” com “melhor sabor possível” . O zombie clássico pensa. O zumbi do resident evil, não”

    alou?

  16. E eu também defini como:
    “expressar esta [uma] ordem de preferências de forma transtitiva e conexa”

    :P

  17. Habkost disse:

    tu estás me dizendo, e eu assumindo, até aqui, que pensamento é a capacidade de operacionalizar signos de forma coerente com a nossa forma de comunicação, certo?

    então, tá

    animal, pensa!

    animal pensa?

  18. Habkost disse:

    Paulinha: eu estou quase sempre certo. Eu não estar certo significa que o mundo ainda não descobriu a minha verdade.

    Tu vem sempre aqui?

  19. Depende para quem tu pergunta.
    Mas se tu me segue, quando eu digo que “pensar” é expressar algo sobre algo de forma TRANSITIVA (consistente) e CONEXA (coerente), daí tu vai dizer que um animal não PENSA, ele apenas reage ao seu mundo circundante.

    Por outro lado, tu pode dizer que esta é uma forma limitadora, que falar de pensamento é limitador, que o pensamento é uma bobagem. Ou alguma idiotice do tipo. Beleza. Tu pode dizer que o pensamento não pode pensar o pensado.. blah blah blah.

    Mas meu objetivo era mais colocar: um morto-vivo pode expressar prioridades? Mais que isso, ele pode compreender estas prioridades que ele mesmo expressa ENQUANTO prioridades que ele está expressando? Se sim, ele pensa. Se não, ele é uma máquina instintiva de estímulo-resposta.

    Sacou?

  20. Ferrari disse:

    Gente, de novo.
    Zumbi não é UMA coisa.
    cada um pode estar com um modelo de zumbi na cabeça que é discordante do outro, e vcs nunca vão chegar em ponto nenhum.
    Tá meio auto-referente isso.

  21. Beleza.
    Mas isso é pq o Tiago trouxe a discussão sobre a definição de pensamento.

    Sobre a multiplicade dos zumbis, eu crieo que isso está nos ajudando no ponto principal. Que a idéia de um morto-vivo não é incompatível com a capacidade do pensamento – que é mais um golpe, diria eu fatal, na tese do vitalismo.

    Digo mais: quando o inevitável levante zumbi chegar, estas informações vão nos colocar numa posição de vantagem, portanto, sugiro continuar o debate por uma questão de utilidade pública.

  22. Habkost disse:

    posição de vantagem? vais sentir pena, ou tentar argumentar com o zumbi sobre a escolha racional dele em comer cérebros?

    ah, vai te catar

    para sobreviver ao holocausto zumbi tu tens que: ser o herói, não trepar, não ser loira tetuda, e não ser o alívio cômico

  23. Urubu King disse:

    Existem na verdade muitos tipos de zumbis. Praticamente um tipo diferente para cada série, e às vezes até dentro de cada série há nuances, de um filme para o outro. Fiz um texto enorme sobre isso uma vez, mas no momento o melhor que posso fazer é um resuminho:

    Zumbi clássico: filmes como “I walked with a zombie”, “White zombie”, “The serpent and the rainbow”. É o zumbi produzido por uma cerimônia de vodu. É ou um morto que foi trazido de volta à vida, ou um vivo num estado de consciência alterado. A princípio, ele pensa, mas não tem livre arbítrio. Pode inclusive ter consciência de que se encontra em um limbo entre a morte e a vida, mas nada pode fazer a respeito. É controlado por um “feiticeiro” ou “houngan”. Mas há nuances: os zumbis de “I walked with a zombie” vivem num estado cataléptico, espécie de automatismo, só andando de um lado para o outro, seguindo os comandos.

    Zumbi do George Romero: filmes como “A noite dos mortos vivos”, “Despertar dos mortos”, “Dia dos mortos” (o original, não o {horrendo} remake). De acordo com esse cânone, algum fenômeno ocorreu no mundo que leva TODOS os mortos a se levantarem e saírem em busca de carne humana, andando devagar ou aos tropeços (teoricamente por causa do rigor mortis). A princípio, eles não pensam. Nos dois primeiros filmes parecem agir apenas por um instinto de comer carne humana. Em “Dia dos mortos” um dos zumbis começa a ser domesticado e aprende até a disparar uma arma. No (horrendo) remake do filme existe até um zumbi vegano, como o Ferrari disse.

    Zumbis da série “Living Dead”: filmes como “O retorno dos mortos-vivos”. Aqui os zumbis são “gerados” por um gás tóxico que faz com que os mortos se levantem da tumba e saiam em busca de MIOLOS humanos, especificamente, e não de carne, pura e simplesmente. Esses zumbis andam rápido, correm, se fantasiam de policial, fazem poses sensuais em cemitérios, etc., ou seja: eles pensam, embora sejam aparentemente insanos. É possível “falar” com um zumbi, mas a conversa fatalmente se desviará para o assunto favorito deles: miolos, mais especificamente os TEUS miolos. Ou seja, eles pensam, mas não são muito chegados num papo intelectual.

    Zumbis do Luccio Fulci: no filme “Zombie 2” ou “Zombie flesh eaters” ou simplesmente “Zumbi”. Nesse “cânone” os zumbis foram erguidos da morte por uma espécie de ritual semelhante ao vodu, mas que não fica muito explicitado. Uma vez zumbis, eles passam a “transmitir” a zumbidade por meio de mordidas (aparentemente). São boçais, mas parecem ter uma vaga racionalidade maléfica, o suficiente ao menos para cercar humanos nos cantos das casas e enfiar farpas de madeira em seus olhos. Eles comem carne, miolos, tripas, tudo. E têm a honra de incluir em suas fileiras alguns conquistadores espanhóis mortos há 500 anos.

    Zumbis de Amando de Ossorio: no filme “La noche del terror ciego” e sequências. Basicamente são templários satanistas que descobriram o segredo da “vida eterna”, ou seja, viraram múmias que se levantam de tempos em tempos para beber sangue de humanos, de preferência de jovens pré-balzaquianas extremamente gostosas. Eles “pensam” o suficente para andar a cavalo, mas não falam. Só não me perguntem de onde eles tiram cavalos. Os cavalos simplesmentes aparecem no meio do filme, prontos a servirem seus mestres mortos-vivos.

    Zumbis de “Madrugada dos mortos” (remake de “Despertar dos mortos”). Não pensam nada. São animais dementes e ferozes. A zumbidade é transmitida por mordidas. Correm feito loucos e em algumas horas destróem a civilização.

    Zumbis de “Extermínio”. Não são zumbis. São pessoas contaminadas por um virus semelhante à raiva. Não são “mortos-vivos”, são vivos dementes. Não pensam coisa alguma, só matam.

    Zumbis de “Eu sou a lenda” (o filme). Me recuso a falar no assunto. Só citei o item pra dizer: esse filme é uma merda. O livro é ótimo, mas não é sobre zumbis, é sobre vampiros.

    Ufa. Desculpem as delongas, mas esse é um dos meus assuntos favoritos.

  24. Ferrari disse:

    Quando o inevitável apocalipse zumbi chegar eu vou estar feliz, pq aprendi a fazer armas de fogo caseiras e não fiquei lendo Heidegger achando que isso ia ajudar

  25. Ferrari disse:

    PS: Obrigado pelo curso, Chico. Sempre bom ver que tem gente bem mais doente que tu pras coisas.

  26. Habkost disse:

    tem um livro brasileiro que vcs têm que ler. É MUITO besta. Chama-se Bento. Deveria ganhar um Pulitzer

  27. Deus.
    O Chico out-nerdeou todo mundo neste post de forma ÉPICA.

  28. Faltou o Chico mencionar os zumbis do Thriller.

  29. Paula disse:

    “Zumbis de “Eu sou a lenda” (o filme). Me recuso a falar no assunto. Só citei o item pra dizer: esse filme é uma merda. O livro é ótimo, mas não é sobre zumbis, é sobre vampiros.”

    Como eu disse pro Fá, o filme pode ser horrível, mas ele não é sobre zumbis, e em momento nenhum esse termo chega sequer a ser contextualizado no filme. Aliás, eu nunca li o livro, mas desde a primeira vez que assisti o filme, achei que o fato de serem vampiros era um tanto óbvio, apesar de eles não serem retratados como os vampiros clássicos Anne Ricce que a gente conhece.

    Aliás, eu nem cheguei a pensar que eles eram obviamente vampiros, mas achei sempre que eles tivessem um quê muito mais de vampiro do que de zumbi.

    Enfim, eu acho que discutir Eu Sou A Lenda deveria ser deixado pra outro post. :P

  30. Paula disse:

    Sim, Tiago, eu tô sempre por aqui, porém, quietinha.

    Mas todo mundo sabe que eu tenho o Zombie Outbreak Survivel Guide na minha cabeceira, né, nunca se sabe o que pode acontecer. :P

  31. Paula disse:

    A sim, e um filme que eu acho total digno de ser citado: REC.

    A origem dos zumbis nesse filme não é identificável, mas mistura religião e ciência. Baita filme de zumbi. Total recomendo.

    Mas assistam o original espanhol, o americano é um lixo.

  32. Ferrari disse:

    [REC] é um dos melhores filmes de zumbi de todos os tempos, de fato. E o americano tu sabe que não vai prestar quando já na primeira cena aparece o cinegrafista. E a repórter é a Emily Rose/Irmã do Dexter. Inclusive ele segue uma regra que acho importante: os melhores filmes de zumbis são aqueles que os zumbis menos aparecem

  33. Ferrari disse:

    Ah, sem quererm me adentrar no tópico tbm. “Eu sou a lenda é um excelente filme”. Que bom que ele acabou naquela hora que ele joga o carro contra os monstros perto da ponte. Acabou ali, né?

  34. Paula disse:

    Ferrari, eu não tive coragem de assistir o americano (Quarentine, né?), eu vi o trailer e achei tão tosco que preferi preservar a memória de um bom filme. :P

    Vão fazer a segunda parte de REC né?

  35. Urubu King disse:

    Ih, falta um monte de filme de na verdade… Além do REC, que é ótimo, o “Fome Animal” do Peter Jackson. Tem também aquele filme que está entre os dez piores títulos da história: “The incredible strange creatures that stopped living and became messed up zombies”. Esse eu não vi, mas rola o boato de que é um MUSICAL sobre zumbis. Também tem outro sobre uma esquadrão de nazistas que vira zumbis, mas ainda não coloquei as mãos nessa raridade.
    Enfim, a zumbidade é todo um vasto universo a ser explorado.
    PS. As “criaturas” de “Eu sou a lenda” são meio parecidas com as de “Extermínio”. Igualmente não são zumbis. Mas também não são vampiros, pelos menos não em comparação com as criaturas do livro, que têm medo de alho e tudo mais.

  36. Habkost disse:

    Paulinha:

    sempre aqui e quietinha?

    Bá, eu tive namoros que começaram com esta frase

    /medo mode on

  37. Ferrari disse:

    Hum, discordando da autoridade em comedores de miolos, as criaturas de “Eu Sou a Lenda” não são tipo as do Extermínio; as deste último são só humanos infectados para ficarem furiosos. Acho que a figura mais próxima dos cinzentos monstros são os ghouls mesmo.

  38. Paula disse:

    Ihhh… acho que essa autoridade em comedores de miolos não tá com nada hein… :P

  39. Ferrari disse:

    Ana, não faz isso, mesmo. Três coisas eu aprendi a não discutir com o Chico: western, comedores de miolos e Borges. É como querer discutir RPG comigo ou punheta mental inc. com o Fabs, ou fotografia contigo.
    Foi apenas um pequeno deslize

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