Origin, phenomena and memory

Origin [Ursprung], although an entirely historical category, has, nevertheless, nothing to do with genesis [Entstehung]. The term origin is not intended to describe the process by which the existent came into being, but rather to describe that which emereges from the process of becoming and disappearance. Origin is an eddy in the strea of becoming, and in its current it swallows the material involved in the process of genesis. That which is original is never reveaed in the naked and manifest existence of the factual; its rhythm is apparent only to a dual insight. On the one hand it needs to be recognized as a process of restoration and re-establishment, but on the other hand, and precisely because of this, as something imperfect and incomplete. There takes place in every original phenomenon a determination of the form in which an idea will constantly confront the historical world, until it is revealed fully, in the totality of its history. Origin is not, therefore, discovered by the examination of actual findings, but it is related to their history and their subsequent development. The principles of philosophical contemplation are recorded in the dialectic which is inherent in origin. This dialectic shows singularity and repetition to be conditioned by one another in all essentials. The category of the origin is not, as Cohen holds, a purely logical one, but a historical one.

Traduzindo:

Origem [Ursprung], ainda que uma categoria inteiramente histórica, tem, no entanto, nada em comum com Genesis [Entstehung]. O termo origem não quer descrever os processos pelos quais o existente vem ao caso, mas no entanto descrever aquilo que emerge do processo de surgimento e desaparecimento. Origem é uma contra-corrente no fluxo do surgimento, e no seu fluxo ee engole o material envolvido no processo de genesis. Aquilo que é original nunca é revelado na existência nua e manifesta do factual; seu ritmo é apenas aparente para uma intuição dupla. Por um lado ela precisa ser reconhecida como um processo de restauração e re-estabelecimento, mas, por outro lado, e precisamente por esta razão, como algo imperfeito e incompleto. Lá toma lugar em cada fenômeno origianl uma determinação da forma na qual uma idéia vai constantemente confrontar o mundo social, até que esta seja revelada por completo, na totalidade de sua história. Origem não é, portanto, descoberta pela examinação de descobertas de fato, mas é relacionada as suas histórias e aos seus desenvolvimentos subsequentes. Os principios de contemplação fiosófica são gravados na dialética que é inerente à Origem. Esta dialética mostra singularidade e repeticão como condicionadas uma a outra em todos seus sessenciais. A categoria da origem não é, como Cohen alega, puramente lógica, mas histórica.

Walter Benjamin, Illumination. p.255 [GS: 682]. Minha tradução.

Quando o Benjamin tinha vontade, ele era o maior epistemólogo entre todos os Frankfurteanos (não que isso seja lá grande vantagem).

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