Adorno não entendia nada de arte

The aim of jazz is the mechanical reproduction of a regressive moment, a castration symbolism. ‘Give up your masculinity, let yourself be castrated,’ the eunuchlike sound of the jazz band both mocks and proclaims, ‘and you will be rewarded, accepted into a fraternity which shares the mystery of impotence with you, a mystery revealed at the moment of the initiation rite. [Prisms, p. 129]

Sei…

Ah sim, e isso:

It is undeniable that the increasing satisfaction of material needs, in spite of their distortion by the apparatus, hints incomparably more concretely to the possibility of a life without necessity. Even in the poorest countries, no-one need hunger anymore. That the envelope before the consciousness of the possible has nonetheless become thin indeed, is supported by the panic-stricken fright created by any sort of social enlightenment which is not broadcast by the official communication systems. What Marx and Engels, who strove for a truly humane organization of society, denounced as utopian for merely sabotaging such an organization, has become a palpable reality. Nowadays the critique of utopia has sunk into the common ideological stockpile, while at the same time the triumph of technical productivity strives to maintain the illusion that utopia, incompatible with the relations of production, has already been realized within its realm. But the contradictions in their new, international-political quality – the arms race of East and West – make that which is possible at the same time impossible.

É simplesmente lamentável. Paranóia e anacronismo doentios, tchê. Não que tudo seja um lixo, mas Adorno é um daqueles caras que deveriam ser um case-study sobre o perigo da hipérbole na filosofia contemporânea. Dava para escrever um tratado sobre isso e não seria um tratado estético (deus nos livre disso). Enfim, eu tenho que terminar o artigo sobre Nietzsche ou perder minha bolsa. Nietzsche vai me convencer que eu odeio filosofia daqui a pouco.

Comments
2 Responses to “Adorno não entendia nada de arte”
  1. Marcelo disse:

    Tá na cara que ele foi excluído da bandinha de jazz da escola.
    Tudo recalque.

  2. marlon disse:

    on top of that, sacaneou o Benjamin bonito. um crápula, basicamente.

    [mas não entendo teu desgosto com Nietzsche. eu acho muito massa.]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: