15 livros

Vi esta no facebook.

Não os melhores livros que tu já leu, mas os  15 livros que mais marcaram tua vida – e tal, aquele lance romântico de LEVAR PARA A VIDA, que ninguém realmente acredita, mas que a gente gosta de brincar que literatura muda e liberta, esta bobajada toda.

Bom, eu como bom hipócrita resolvi participar da brincadeira – aqui no blog, porque cago e ando pro Facebook. A idéia é ser rápido, não pensar muito sobre o assunto. Então bora.

15) JP Sartre – A era da razão

Eu li na época certa. Tinha 19 anos e a cabeça cheia de besteira. Ler depois dos 21 é altamente inconcebível.

14) J Ballard – Crash

Acho que mais me perturbou. Nunca li um troço tão … estomacal.

13) Kafka – A colonia penal

Foi assim, meu irmão me disse que eu era muito novo para ler Kafka. Eu cheguei a conclusão que ia ler, para provar que ele tava errado. Funcionou. A mesma história é verdade para o Dostoiévski, li a coleção de livros vermehos do pai simplesmente porque me disseram que eu era muito guri para aqueles livros. Se eu entendi o livro é outra discussão.

12) Tolstói – A morte de Ivan Illitch

Melhor novela que já li.

11) Crime e Castigo – Dostoiésvski

Li na praia, durante o verão de 1997-1998, se não me falha a memória. Pelo menos eu lembro de ter comprado na feira do livro de 1997 uma tradução nova, mas não lembro se li já naquele verão de 97-98 ou apenas em 98-99. Lembro de ter começado várias vezes. Mas quando terminei, imediatamente peguei uma outra tradução. E assim foi. Acho que li este livro umas trezentas vezes.

10) O cortiço – Aluisio Azevedo

Único livro “obrigatório” pro vestibular que eu realmente li. O final, com o cortiço caindo aos pedaços e virando uma coisa viva permanece uma das melhores coisas que já li.

9) Quincas Borba – Machado

Hilário.

8) Flores do Mal – Baudelaire

7) Edgar Allan Poe – Tales and Poems

6) Maiakóvski – Antologia

Ninguém entende uma vida como estes três. Acho que se tu pegar eles e cozinhar na agua quente, tu obtém algo como a modernidade.

5) Voltaire – Candido

Acho que o Candido do Voltaire me ensinou o que é ironia.

4) Karl May – Winetoo

Sinto muito se tu nunca ouviu falar. Mas eu não li Alice no País das Maravilhas quando era guri. Eu li os faroestes do Karl May. Winetoo que termina com o índio com trezentas balas no peito balbuciando “Wi-ne-tooo mor-re ca-tó-li-co” – e minha mãe deixava eu ler estas coisas, depois fica surpresa que acabei CÉTICO COM RELIGIÃO.

3) Umberto Eco – Pendulo de Foucault

Mais que um livro, um tour-de-force. Na realidade, TODOS livros do Eco me marcaram de forma meio violenta. Este mais, porque foi tão complicado de terminar. É o melhor e o pior Eco, ao mesmo tempo. (não, Baudolino é o melhor. Não, é a Chama. Não, não, é a ilha. Não, é Baudolino, não não, é o Pendulo …)

2) Lester Bangs – Kill me please

Comprei na feira do livro de 1997. Capa rosa. Fiquei sabendo da existencia de uma banda chamada The Velvet Underground. No meio de Assisti um filme chamado Lost Highway logo depois, e o estrago tava feito.

1) Irvan Welsh – Trainspotting

Seguinte. All of you haters out there. É livros que te MARCARAM, não que tu gosta mais que outros ou coisa parecida. Trainspoitting simplesmente virou minha cabeça na época, e até hoje eu lembro da narrativa do livro como algo inescapável – sensacional.

Teria mais quinze, facilmente.

Comments
14 Responses to “15 livros”
  1. G.D. disse:

    Estou com serias dificuldades para pensar em uma lista dos “Marcantes” diferente da dos “Melhores”.

  2. O primogênito disse:

    Interessante saber que marquei de alguma maneira, nem que seja de forma transversa, ao não ser capaz de explicar pq tu era muito novo para ler Kafka e Dostoiévski. Muito mal não deve ter feito, embora tenho minhas dúvidas quanto a ter feito bem…

    Ah, Winettoo realmente era ótimo. Tipo de leitura no qual a descrição era tão perfeita que parecia estar vendo um filme.

  3. O primogênito disse:

    lembrei que seria interessante um lista dos livros que a pessoa NÃO leu, mas que o marcaram profundamente. Como isso pode ser possível? Pode sim… Por exemplo, eu não li “Gulag” ou “rumo a estação finlândia”, mas que marcaram, marcaram…
    Também não li “O capital” do Carlos, ou as bíblias do Mandel, mas as tentativas rápidas foram suficientemente marcantes…

    Por sinal, fazendo o “linck” com comentário em outro texto, ninguém escreveu nada que valha a pena no século XXI. Ainda não.

  4. Pois, eu consigo pensar em alguns livros bem bacanas publicados desde então.
    O Everyman, do Roth
    o Brooklyn Foolies, do Auster
    a Misteriosa Chama, do Eco…
    e por aí vai.

  5. Pedro disse:

    Eu fui dando o scroll bem devagar, com todo o cuidado para nao chegar ao número 1 antes do tempo, jurando que veria o Holden ali, na pole position.

    Ufa!

    Sorte que, pelo menos, mais uma pessoa nao foi “tocada” pelos trejeitos daquele spoiled brat, and all…

  6. Marcelo disse:

    Vale livro técnico?

  7. Haroldo disse:

    O do Sartre chama, na verdade, “A IDADE da Razão”. E não consigo ver relação entre a qualidade do livro e a idade de ’21 anos’ que você estabeleceu.

  8. É mesmo. Idade. Eu acho que tava com o titulo em ingles na hora. Se é que o título em ingles é age of reason. Vai saber.

    Só para esclarecer, não tá em ordem de preferência, só de lembrança.

  9. maria helena pontin disse:

    Fabricio

    almoçei com tua mae e ela muito orgulhosa me deu este site pra ver o que tu estava fazendo nos states…
    cheguei a comcludao que tu ta cheio de nada pra fazer e ta bem pra caralho …como diria o Lucas e o Nando.

    eu Li toda a coleção dos almanaques do Tio Patinhas e parei neles.
    nao sei se tinha 15 , mas lembreo deles no armario que formavam uma linda figura.

    beijos
    Lena

  10. Ana Paula disse:

    Bom, pensa que se ele está cheio de NADA pra fazer, pelo menos ele tá melhor do que todo mundo que lê/comenta nesse blog, que tá todo dia se matando por um salário de mierda, num país de mierda.

    Ele tem um Honda na garagem, uma casa toda mobiliada por um preço ridiculamente baixo e um salário que sustenta todos os vícios. :P

    E a gente tá aqui tentado rebaixá-lo por causa disso.

    Ai ai, queria eu estar cheia de nada pra fazer desse jeito… :P

  11. Renata disse:

    Lena, FAbs, Tati, Paulinha e demais leitores,

    eu sinto-me honrada por engrossar as fileiras dos que tem orgulho deste guri!
    Primeiro pq vi o qto ele e a Tati suaram a camisa, e queimaram neuronios pra chegar onde estão. E certamente vão muito alem.
    Segundo pq devo ter contribuido para q ele chegaase neste nivel de NADA pra fazer, na infancia com alguns exemplares de “O pequeno Nicolau” ou “O Santinho”, entre outros do genero.
    Terceiro, pq imagino a barra que é, ter q justificar todos os dias, todas as horas, q o trabalho que realizam é basicamente: ler, escrever e pensar. Tarifinha facil, Né? Hummm…. “penso” que não….

  12. Paulo disse:

    Só se pode comentar livros aquele que lia os “catecismos” de Carlos Zéfiro ,em sua infancia e juventudepois ,assim. se adquire habitos de leitura!!!!!!!

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