Foucault enquanto gênio

I do not know whether we will ever reach mature adulthood. Many things in our experience convince us that the historical event of the Enlightenment did not make us mature adults, and we have not reached that stage yet. However, it seems to me that a meaning can be attributed to that critical interrogation on the present and on ourselves which Kant formulated by reflecting on the Enlightenment. It seems to me that Kant’s reflection is even a way of philosophizing that has not been without its importance or effectiveness during the last two centuries. The critical ontology of ourselves has to be considered not, certainly, as a theory, a doctrine, nor even as a permanent body of knowledge that is accumulating; it has to be conceived as an attitude, an ethos, a philosophical life in which the critique of what we are is at one and the same time the historical analysis of the limits that are imposed on us and an experiment with the possibility of going beyond them. (WiA, parte final)

Cretino. Podia escrever assim sempre. Mas Não, tem que escrever aquele monte de asneira.

Odeio muito, viu?

Comments
2 Responses to “Foucault enquanto gênio”
  1. gabrieldivan disse:

    Acho que DESCOBRI teu problema com o MICHA.

    Na real, kantianos em geral :) costumam ficar LOUCOS quando se deparam com algum pensador que nao oferece uma proposta inteiramente conjecturada para ver o mundo.

    Nao temos como ver o mundo ‘as a foucaultian’ porque isso significaria NADA e TUDO ao mesmo tempo.

    Tipo assim: RELAXA. Usa a Microfisica para martelar o que te convier. Nao da bola pros chutes furados de alguns papers. E assim seja feliz

  2. marlon disse:

    Pra variar, Micha pega Kant e faz o que quer… a questão em Kant é a de uma educação para a autonomia (Bildung), baseada exatamente na ideia de “humanidade”; Fucô escinde essa afinidade fundamental em Kant: “this thematic which so often recurs and which always depends on humanism can be OPPOSED by the principle of a critique and a permanent creation of ourselves in our autonomy”. A seguir, nesse jogo ideológico de malabarismo de ideias alheias, a própria autonomia humana é pervertida em suas bases: deixa-se de buscar o que é UNIVERSAL no ser humano, o que é obviamente uma das bases da humanidade, a igualdade, vinculada à justiça (“criticism is no longer going to be practiced in the search for formal structures with universal value”), ao mesmo tempo em que se aniquila o outro pólo, a unicidade, a capacidade de criar algo novo e ser único, vinculada à liberdade (“it will not seek to identify the universal structures of all knowledge or of all possible moral action, but will seek to treat the instances of discourse that articulate what we think, say, and do as so many historical events”). “Instances of discourse” que são múltiplas, mas que já estão aí, dadas pela cultura; o sujeito só pode (no “cuidado de si” ou nas “múltiplas formas de subjetivação” – que pra mim, aliás, é uma tradução infeliz; deveria ser “asujeição”…) fazer malabarismos com as formas discursivas JÁ DADAS – criar, ir além de seu tempo e do lixo cultural homogeneizado presente, ou, no caso de Micha, ir além da obsessão medieval com dominação e s & m? C’est pas possible.
    Foucault foi uma das coisas mais perniciosas que já aconteceu à CADIMIA – e tá aí, primeiro lugar em citações.

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