Sobre a censura de South Park

O último episódio de South Park, vocês sabem, foi censurado por mostrar imagens e fazer referências ao profeta Mohamed. Isso tudo porque um grupo doméstico (http://www.revolutionmuslim.com) ameaçou de morte os criadores de South Park (ou melhor, AVISOU os criadores que NUMA DESTAS eles iam MEIO QUE APARECER MORTOS).

O editorial aberto do New York Times sobre o assunto está fenomenal:

[O]ur culture has few taboos that can’t be violated, and our establishment has largely given up on setting standards in the first place.

Except where Islam is concerned. There, the standards are established under threat of violence, and accepted out of a mix of self-preservation and self-loathing.

This is what decadence looks like: a frantic coarseness that “bravely” trashes its own values and traditions, and then knuckles under swiftly to totalitarianism and brute force.

Happily, today’s would-be totalitarians are probably too marginal to take full advantage. This isn’t Weimar Germany, and Islam’s radical fringe is still a fringe, rather than an existential enemy.

For that, we should be grateful. Because if a violent fringe is capable of inspiring so much cowardice and self-censorship, it suggests that there’s enough rot in our institutions that a stronger foe might be able to bring them crashing down.

[N]ossa cultura tem poucos tabus que não podem ser violados, e a vanguarda cultural desistiu de qualquer tipo de estabelecimento de limites.

Exceto quando o Islam entra em jogo. Daí, os limites são estabelecidos sobpena de violencia e aceitos a partir de uma mistura de auto-preservação e auto-comiseração.

Isto é decadência: uma coercividade nervosa que “bravamente” joga no lixo seus próprios valores e tradições, e então se ajoelhar rapidamente para totalitarismos e força bruta.

Felizmente, os totalitários que nos cercam hoje são provavelmente muito marginais para tomarem completa vantagem da situação: esta não é a alemanha de Weimar e o radicalismo Islâmico é apenas um movimento periférico e não um inimigo existencial

Devemos agradecer por isso, pois se um movimento periférico violento é capaz de inspirar tanta covardia e auto-censura, isso sugere que existe suficiente ferrugem nas nossas instituições que um inimigo mais forte certamente seria capaz de destrui-las.

Íntegra no New York Times, aqui.

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Comments
One Response to “Sobre a censura de South Park”
  1. marlon disse:

    repito: 1 trillion dollars. longe de ser “periférico”, o totalitarismo islâmico já invadiu e colonizou parcialmente quase todas as instituições e países que importam. mesmo no Brasil. Venezuela. até no Uruguai. but you know my opinion.

    em outros quitutes, ouve o cover de “The Wizard” (Black Sabbath), pelo Black Label Society (com o batera que era do Faith No More simplesmente arregaçando). muito ducaralho.

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