Sobre educação, sobre má informação

O Vladimir Safatle publicou uma série de informações erradas na coluna de hoje (para assinantes, aqui). Em primeiro lugar, parte de uma série de entendimentos equivocados sobre a necessidade de uma educação que foque em elementos científicos. Não é a minha opinião, a do Professor Safatle ou a da vó do badanha que importa aqui. Contra fatos não existem argumentos: conhecimento básico de estatística, matemática, física e programação são fundamentais hoje. Mais fundamentais do que saber quem escreveu crime e castigo ou onde fica o cristo redentor.

Podemos aqui fazer um grande elogio das ciências humanas, falar da mudança de vida proporcionada pela leitura de Joyce ou da importância do pensamento crítico. A verdade é que isso geralmente significa “bem educado é quem foi educado como eu fui educado”. A crônica do professor reproduz uma série de lugares comuns sobre a educação no oriente. Uma educação que “foca na matemática” e na “formação para o trabalho”  e onde “falta humanismo”. O professor quer defender um modelo que “produza o pensamento crítico” capaz de fazer “questionar as elites do país”.  Mais uma vez, o pensamento crítico aqui parece ser o mesmo do professor. Ele parece pensar que alunos bem educados são alunos que parecem com ele.

Mas a coisa seria apenas uma questão de opinião se o professor não seguisse a crônica para colocar uma série de mentiras (ou, na melhor das hipóteses, informações erradas) sobre o sistema Coreano. Entre outras coisas, Vladimir diz que o sistema Coreano não sabe o que é a educação para as humanas, investindo apenas na formação para o trabalho (científica). Diz também que não existem grandes centros universitários na Coréia.

Imagino que os milhões de chineses, japoneses e indianos que vão para a Coréia estudar estão procurando uma forma de aprender a prender prego. Imagino que o congresso mundial de filosofia, totalmente financiado pelo governo coreano,  seja uma arbitrariedade tecnocrática. Imagino que as centenas de professores de humanidades coreanos que encontramos aqui nos estados unidos, todos eles financiados pelo governo, sejam agentes de desinformação que, na realidade, são contadores.

A crônica do Vladimir faz transparecer toda a arrogância e desinformação das elites acadêmicas brasileiras que insistem em vomitar um conhecimento que não têm. Se arrogam de uma autoridade epistêmica e factual que não possuem. O Vladimir demonstrou tudo que um bom pesquisador não pode fazer nessa última crônica: tomou elementos que não conhece como dado e transformou uma opinião em fato.

A Coréia investe mais em matemática, física e química para produzir mais tecnologia. Com isso, em trinta anos se tornou um polo industrial do tamanho de países como a Russia. Exitem carros Coreanos circulando pelo mundo inteiro. Não temos uma marca de carro brasileira.

No entanto, existe também uma explosão nas humanidades na Coréia. Aqui nos estados unidos temos um interesse crescente nas trocas com Japão, Coréia e, nas limitações da ditadura, China. Semana que vem chega aqui no centro um camarada que esteve durante dois anos na Coréia aprendendo filosofia. PAGO PELO GOVERNO COREANO. Tenho três colegas e um professor que foram fazer justamente isso lá. Conhecer a filosofia local. Não conheço ninguém que tenha sequer um pingo de interesse no que o professor Vladimir chama de “educação humanista e crítica”.

Devem ser, todos eles, uns alienados.

Anúncios
Comments
22 Responses to “Sobre educação, sobre má informação”
  1. gabrieldivan disse:

    O problema do autor esta em vincular obrigatoriamente um ensino voltado para a logica/matematica (tradicao inegavel a partir do “milagre japones” dos anos 80 – isso sem falar em uma questao cultural oriental) como algo “DES-humano”.

    Realmente, ele faz parte de uma geracao que pena com algumas acoplagens politco-partidarias a tudo que se diz/faz/pensa e isso (ao meu ver) gera o celeuma aqui evidenciado:

    “(…)A crônica do professor reproduz uma série de lugares comuns sobre a educação no oriente. Uma educação que “foca na matemática” e na “formação para o trabalho” e onde “falta humanismo”. O professor quer defender um modelo que “produza o pensamento crítico” capaz de fazer “questionar as elites do país”. Mais uma vez, o pensamento crítico aqui parece ser o mesmo do professor. Ele parece pensar que alunos bem educados são alunos que parecem com ele(…)”

    Querer pensamento critico: MAIS do que OK (basico, eu diria). Agora, CRISTALIZAR um modelo de “critica” e COBRAR seu propagar: FAIL total.

    PS: exijo um post sobre a atual CENA filosofica coreana.

  2. Marcelo disse:

    Faz um favor pra ti mesmo e vai no TED, e procura pelas palestras do Ken Robinson. Tipo essa: http://www.ted.com/talks/lang/eng/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

    Ou no youtube as entrevistas do Ricardo Semler.

  3. Pedro disse:

    Baita texto, Pontin. Ainda mais vindo de alguém das humanas, defendendo o ensino da matemática e relacionados. Infelizmente, aqui no Brasil, fazemos o caminho inverso: +Humanas, -Exatas, justamente por pessoas que tem esse mesmo pensamento do Vladimir. Enfim, muito bom teu blog, te descobri num texto sobre o tea party no braziu.org, pena que fechou. Ao menos posso continuar te lendo aqui, obrigado.

  4. Valeu, Pedro.

    Um dos motivos do fim do Braziu foi que a gente nao tava conseguindo escrever com a frequencia desejada, entao vou pedir paciencia de qualquer um que seja legal o suficiente para se importar com o que eu tenho pra dizer aqui :)

    Eu nem acho que seja uma questao de mais humanas ou menos exatas. Para mim eh claro que o Brasil tem um indice patetico nas duas e que eh ridiculo pensar que alguem vai ser habilitado em leitura sem saber o minimo de logica. E ninguem vai saber logica sem conseguir ler um texto. E por ai vai…

  5. Marcelo disse:

    Não existe ensino de humanas no Brasil.
    Na real, não existe ensino enquanto ciência no Brasil. A cadeira de metodologia do ensino que eu fiz no mestrado foi a maior decepção da história. Um bando de tias velhas falando banalidades sobre Paulo Freire.

  6. Pedro disse:

    “A verdade é que isso geralmente significa “bem educado é quem foi educado como eu fui educado”.”

    “Mais uma vez, o pensamento crítico aqui parece ser o mesmo do professor. Ele parece pensar que alunos bem educados são alunos que parecem com ele.”

    Em duas frases simples, Fabs resumiu o cerne do “pensamento crítico” brazuca.

    Além de nao termos marca de carro, nao temos de TV, computador, trem, sistemas elétricos complexos, etc, etc, etc. Esses coreanos deveriam ler mais Dostoievski e parar de estudar engenharias. Um dia chegam no nível “crítico” brasileiro.

    Se vale alguma coisa, na filosofia do direito o Japao tem financiado simpósios, encontros, seminários em muitos países europeus.

  7. thankfulone disse:

    Rá!
    http://www.positivoinformatica.com.br
    Orgulho nacional! Compraê…

    “A crônica do Vladimir faz transparecer toda a arrogância e desinformação das elites acadêmicas brasileiras que insistem em vomitar um conhecimento que não têm. ”
    Sempre senti isso no meio acadêmico, ainda que somente enquanto coadjuvante. Chuto que não é diferente em qualquer outra área: problema de brasileiro é olhar pra trás, ver muita gente comendo poeira e se achar bom, sem enxergar o que ainda tem pra caminhar. Deve ser miopia (em Porto Alegre são produzidas as melhores lentes de contato, sabiam?).

  8. Ferrari disse:

    Só quero deixar registrada uma coisa, que não tem DIRETAMENTE a ver com o tópico, mas acho fundamental:

    Pronto, o costeletas falou por mim. Isso 20 anos antes de tudo isso

  9. Pedro disse:

    Bizarro, acabei de notar que tinha visitado esse blog há mais ou menos um ano, quando estava lendo um post sobre mp3 de baixa qualidade e o braziu.org nem existia ainda. Bom que os tempos mudaram, hoje em dia já é simples baixar álbuns, rapidamente, até no formato FLAC. Desculpe pelo flood.

  10. marlon disse:

    já que não tenho twitter, vim comentar aqui:

    “Funciona assim: qualquer filosofo, teorico social ou o diabo que apareca com um papo de “como viver” garante o titulo de charlatao, ok? ok.”

    imediatamente todos os Gregos entraram pra Igreja Universal. ha.

  11. So se tu achar que os gregos tem uma nocao prespectiva e exaustiva de vida boa :)

  12. marlon disse:

    nenhum filósofo tem uma noção “exaustiva” de vida boa (Hugh Hefner notwithstanding). mas que Platão, Aristóteles, Estóicos etc., e mesmo Sócrates (não estar em contradição consigo mesmo, ou, forçando um pouco, com seu daimon) podem ser todos (e suas respectivas filosofias) vistos a partir de uma noção de “vida boa” – tu tens alguma dúvida disso?
    (pergunto meio na malícia meio na incredulidade – pra mim é óbvio que sim)

  13. Nao, nao tenho duvida disso. Na realidade, esse eh meu principal problema com qualquer modelo de etica das virtudes – a questao de um criterio material de “bom” ao qual tu deves te “adequar”. Ainda assim, eu diria que existe uma certa abertura nos gregos para que tu ache o teu proprio “bem” em uma multiplicidade de possibilidades para o “bem”.

    Mas concordo que nao tem como tirar os gregos de um naturalismo etico. E uma parte de mim acha que qualquer naturalismo etico esta perigosamente proximo de religiao e/ou dogma. E, portanto, esta necessariamente errado.

  14. marlon disse:

    Bueno, eu não vejo como um “critério material”, mas sim como transcendental (Kant). Mesmo as virtudes são somente meios para um fim (e não fins em si mesmas). O melhor exemplo (na leitura de Arendt), e ao mesmo tempo o pior exemplo (na leitura de Nietzsche) é Sócrates: ouvir o seu daimon (=self) e eticamente posicionar-se frente a ele (e não estar em contradição com ele). O problema é que, por seu racionalismo, Sócrates segue ao pé da letra o comando ético daemonico (não compreende o conteúdo simbólico), e vai encher o saco da polis inteira com sua flauta. hfjdhf
    Pra mim ética realmente profunda sempre vai ter uma relação ontológica com a religião (não necessariamente instituída), pois é relação (e posicionamento e ação) da consciência com o centro ético transcendental, que se manifesta simbolicamente. (A consideração atenciosa dessa manifestação é o étimo antigo e verdadeiro de “religio” – que é impedida pela maioria das religiões instituídas).

  15. rlMaon,

    olha, a tua colocacao lembra um pouco o que Levinas diz sobre religiao e sentimento etico no Totalidade e Infinito. Para mim, o problema dai entra no “realm” do nominalismo. Quer dizer, de pegar uma determinada manifestacao de um fenomeno (um entendimento) como “a” manifestacao daquele fenomeno. Ou, substituir o “gap” entre sujeito e mundo pelo “gap” entre conceito e mundo.

    Evidentemente, nao da para tirar o elemento “religiao” como parte do que constitui o nucleo antropologico do que a gente chama de “sentimento moral” ou “etica” e todas as variacoes terminologicas que a gente tem para tratar da discussao sobre o ‘bem’ ou sobre o ‘certo’ ou sobre o ‘belo’ .

    Ao mesmo tempo, a questao da relacao moral e da manifestacao da forma como os gregos colocaram nao parece caber dentro do paradigma da filosofia transcendental que tu refere. Talvez no sentido Platonico do bem. Mas eu nao estou tao certo disso. E digo isso pq tanto Platao, Aristoteles e Socrates dividiam um realismo moral derivado de um naturalismo – tanto na epistemologia quanto na moralidade (obviamente).

    Por isso me causa estranhamento ver Kant na patota (e eh o que me causa estranhamento na leitura de Kant da Arendt, diga-se de passagem) que eh essa confusao da doutrina da moral de Kant enquanto um texto sobre realismo moral ou sobre o fenomeno da moral enquanto aparente. Me parece que Kant tem uma preocupacao diferente da grega e a virada transcendental torna a conversa sobre a “natureza” da moral enquanto algo “real” absolutamente sem sentido. O sentido da moral nao pode estar no objeto da moral, em Kant, pq NAO EXISTE objeto da moral em Kant. Dai a necessidade da natureza super-sensivel da qual ele fala na GMS, na MdS e na KpV.

    Tudo isso pra voltar a questao da religiao. Se estamos falando do elemento antropologic0-estrutural que constitui a tua compreensao de bem e de relacao com o bem enquanto parte do mundo que te cerca e do mundo pelo qual tu eh afetado (lebenswelt-fremdwelt, pra ficar na terminologia do Husserl) , estou de acordo. Se estamos falando da questao da religiao como um elemento normativo que te da razoes previas para constituir as tuas conviccoes, entao crei oque estamos falando de dogma.

    Claro, essa eh a mesma tensao entre religiao enquanto sentimento religioso e religiao sectaria que tu colocou. Daria para dizer que a distincao entre o elemento mistico e o elemento dogmatico. Ainda assim, creio que em termos epistemologicos essa questao se torna rapidamente um debate sobre a cor das asas dos anjos no paraiso – uma coisa eterea e sem sentido.

    Voltando pro primeiro ponto: o naturalismo etico, talvez pela propria tendencia ao apelo do sentimento religioso, cria uma “realidade” para a assercao do que eh o bem. Essa “realidade”, entao, torna-se criterio material (nada de transcendental, o naturalismo dificilmente se presta ao transcendental) para que possamos falar no etico. “Isso que estou dizendo aqui que eh o bem, isso eh o bem!” . Pois bem, mas e se eu tiver outra concepcao de bem? . “Vai arrumar esse teu intelecto quebrado, seu infeliz!”.

    Diga-se de passagem, me parece que ate posicoes naturalistas que nao tem uma concepcao forte de razao caem em um problema parecido.

    Sobre Socrates e a posicao Socratica. Acho que o debate nao eh sobre racionalismo ali. O debate ali, me parece, eh sobre a estrutura da liberdade e do dever consigo mesmo. Socrates eh o mais Kantiano dos gregos :P

  16. marlon disse:

    bá, eu faço um comentário tosco e Farbisio (oduj) escreve um PAPER como réplica. tu não tem o que fazer não, univercitatio? bhkjdhfhsek

    bueno, assim que tiver uma meia hora de folga escrevo uma resposta. mas por ora: só coloquei Kant ali pra explicitar que usei “transcendental” no sentido que ele dá ao termo, não como referência à sua teoria moral. há muitos detalhes no teu comentário, o que impede uma resposta rápida… mas, coloquei “ética realmente profunda” depois de pensar alguns segundos… não quis dizer que ter ética (casos individuais) sempre tem de estar necessariamente vinculado a religião – o exemplo que me veio: Rocco Demori é ético ao mesmo tempo em que nega deus sem limites -, mas que o fundamento simbólico da ética, em termos de teoria e no final das contas, sempre estará ligado a “religio”. (isso é Jung, na real, não é meu).

  17. marlon disse:

    Bueno, tomei 2 Sol e tô tomando uma Heineken agora (melhor combustível) – a ver se sai um comentário decente.
    Primeira coisa: tenho uma certa base em filosofia, mas não é grande coisa; então algumas coisas que escreves eu simplesmente não compreendo, ou compreendo mal. Vou seguir os parágrafos do teu comment.
    1o par: Sobre Levinas: estudei pouco, pois enchi o saco – aquela linguagem meio heideggeriana é de romper los cojones. Minha impressão: muito abalado pela total falência ética e maior catástrofe de todos os tempos (totalitarismo) + demasiado “francês” pra articular uma teoria ética sólida e uma avaliação dos tempos modernos (e pós-modernos). Vai na direção correta – mas DEMAIS: a ética acaba virando inumana (acusação que Arendt faz a Kant, mas, se não me engano, só ao primeiro imperativo categórico). Em relação à última parte do 1o parágrafo do teu comentário, tá muito condensado. “Manifestação” de um fenômeno obviamente não é igual ao “entendimento” do mesmo. Entendi tua menção ao “nominalismo” como uma crítica à “taxonomia” do Jung (do fenômeno numinoso, ou religioso – “religioso” pra mim é sempre independente de se é religião instituída ou não; é o fenômeno primordial que caracteriza o ser humano, e pode dar-se individualmente [o que é cada vez mais o caso] ou coletivamente [o que era muito mais o caso em comunidades “primitivas” e em ocasiões especiais]). A manifestação do numinoso, que é simbólica e transcendental (no sentido do Kant), acontece de muitas maneiras; mas há claramente alguns padrões nessas manifestações, tanto em termos de causas, efeitos, dinâmicas, e resultados, quanto em termos imagéticos. A taxonomia dessas manifestações é um dos maiores valores que Jung trouxe (e que é facílima de comprovar, mas, alas, ninguém quer ver).

  18. marlon disse:

    3o par: tu entendes minhas colocações (ui) do ponto de vista de uns esquemas que já tens (como todos fazemos, aliás); mas às vezes não fecha. A questão não é filosofia transcental, mas o conceito de transcendental (e por isso salientei que só tomava a definição de Kant, não sua filosofia – a qual, btw, não se adequa, ou só em alguns poucos pontos, ao que afirmei). Tentando resumir algo gigante: é o “assassinato de Deus” de que fala Nietzsche; “Deus” aí é o suprassensório, o transcendental, o irracional, que de certa forma garante o sensório e o racional. Em outras palavras, essa é a base, experienciada mas por definição impossível de ser compreendida em sua totalidade (que dirá explicada), que forma o ser humano e a cultura. Bueno, não consigo explicar em poucas palavras. Tenho uns 4 parágrafos escritos em inglês sobre isso, se quiseres te envio por e-mail.

  19. marlon disse:

    4o par: concordo, Kant tem preocupações diferentes das gregas – mas no final das contas a questão é sempre a questão antropológica. Eu tenho um entendimento incipiente de Kant, pois não o estudei a fundo; e sua teoria ética tem no mínimo três facetas (ou 3 teorias) bem distintas entre si. Mas: meu entendimento até agora é que ele “falha” (não me vem melhor palavra agora) porque reduz a ética – em muitos momentos, mas não em todos – a uma questão individual e em última análise “racional” (no sentido dele de “racional”). Não há um reconhecimento de um centro ético transcendente (o daimon de Sócrates, a “conscientia” clássica, o Deus em nós etc.); no entendimento da Arendt, não há o reconhecimento do espaço entre os seres humanos, e da contingência. (A ética é sempre contingente). Mas, falamos de lugares totalmente distintos (sempre tenho a impressão que utilizas conceitos filosóficos com os quais não estou muito familiarizado, e eu escrevo sobre coisas – procuro não utilizar muitos conceitos – com as quais não estás familiarizado).

  20. marlon disse:

    E aí entra na questão de bem-mal. G-sus. Amanhã eu continuo, hfdjkslhdfjkla
    Anyway, espero que isso que escrevi faça sentido pra ti.

Trackbacks
Check out what others are saying...
  1. […] This post was mentioned on Twitter by Magno Karl and Fabricio Pontin. Fabricio Pontin said: Vladimir Safatle não sabe do que tá falando. https://fabriciopontin.wordpress.com/2010/12/28/sobre-educacao-sobre-ma-informacao/ […]

  2. […] é novidade ler o Safatle escrevendo coisas de uma arrogância e prepotência intelectual ímpar. Não faz muito tempo, ele desfilou a própria ignorância sobre a Coréia do Sul, vomitando lugares-comuns sem nenhum […]



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: