Like going back home

[M]ais uma vez, preciso voltar para a questão da tortura. No último volume da História da Sexualidade, Focault passa algum tempo descrevendo as dinâmicas de dominação e submissão no Sado-masoquismo. Independentemente do que pensamos sobre o exemplo ou estilo de vida utilizado como exemplo pelo autor, a estratégia aqui utilizada trata de apontar como dispositivos de punição podem ser transformados em dispositivos de prazer. O cuidado-de-si emerge como antídoto às tecnologias de poder. Aqui temos a emergência das tecnologias do Eu como uma dimensão “positiva” da biopolítica: o cuidado do próprio corpo e a exploração da relação que temos uns com os outros não precisa ser mediada por definições pré-estabelecidas – normativamente e gramaticamente – por um poder soberano. Liberdade, em Foucault, é então entendida como um reconhecimento dos limites da própria identidade (self) e a emancipação do corpo e da identidade destas “forças externas” que procuram limitar a expressão individual.

Eu, voltando para Foucault e tentando fugir desesperadamente do lugar comum. Apresentarei na SIU, junto com meu orientador, um paper “conjunto” sobre a questão das TONALIDADES AFETIVAS na Filosofia Política. Isso aê é um trecho. Juro que bato no careca, também.

(aguardando um comentário de um certo colega que consistirá, certamente, em um “#fail, larga esse petismo doentio”).

Comments
5 Responses to “Like going back home”
  1. marlon disse:

    imagino que tu vai LER esse trecho, mas de qualquer forma:
    *Foucault [2a linha]
    * sadomasoquismo
    * “sobre o exemplo ou estilo de vida utilizado como exemplo pelo autor” soa estranho (“exemplo” duas vezes)
    * eu escreveria “normativa e gramaticamente”, acho que fica mais elegante.

    sobre o careca: bá, não consigo achar autor mais superestimado e nefasto que o Foucault, para a tal de postmodernity. pra mim não há “liberdade” nele: é sempre PODER no sentido de dominação (Herrschaft) – ou é punição ou prazer, nessa redução do humano a dominação e submissão. mesmo esse cuidado de si, essa estetização do self, só repete o que já está dado (ele mesmo afirma claramente isso numa de suas últimas entrevistas); não há a expressão última da liberdade, que é a criatividade, criar o novo (o que aparece no contraponto a Foucault, Arendt, como um dos cernes da humanidade: a interpretação de Agostinho e seu princípio da natalidade – o ser humano é único e insere algo de novo no mundo já ao nascer).

  2. marlon disse:

    hum. não é “gramaticaLmente”? agora fiquei na dúvida.

  3. Na real, eu traduzi do ingles, meio que sem olhar pro teclado :P
    Depois te respondo, agora to acertando uns detaLHI aqui.

  4. marlon disse:

    putz. devia ter imaginado.

  5. Ferrari disse:

    Suerestimar Foucalt é superestimado. Tem que ler o careca, querendo ou não. Nem que seja pra responder pergunta idiota.

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