Sobre matar

Bem antes de toda essa polêmica com a operação para matar o Bin-Laden, tinha caído no meu colo esse livrinho aqui. O livro do Grosmann, até onde me consta, é uma leitura recomendada pelos instrutores para os soldados aqui nos Estados Unidos. Entre outras coisas, o livro lida com a psicologia e a cadeia de justificação por trás do ato de matar.

Tu pode descobrir o basico do livro na resenha da Amazon, mas eu aconselho dar uma lida. O autor é professor de psicologia pros milicos em West Point, e lida principalmente com a preparação do pessoal para o fato de que, bem, quando tu tá num contexto de batalha tem uma possibilidade grande que tu vai dar um tiro em alguém e, numa dessas, matar alguém.  Um elemento interessante do livro é a constatação de que nos últimos 50 anos tivemos uma pacificação da realidade – ao menos no ocidente – com o fim das grandes guerras nacionais, onde tu não tem mais grandes setores da população sendo mobilizados para o esforço de guerra.

Grossmann, no entanto, tem que preparar os poucos que ainda são mobilizados para a guerra. Preparar eles para o retorno, preparar para o ato de defesa e de ataque (no contexto de guerra, via de regra, eles são indistiguíveis) e tentar minimizar o efeito do ato de matar alguém. Afinal de contas, do ponto de vista antropológico e evolutivo não faz muito sentido a gente sair por aí se matando. Nego se mata por motivos territoriais, quando tem muita gente prá pouca comida, e por algum que outro “bug” evolutivo (sugiro ler “O gene egoísta”, “2001”, e “Chapéuzinho vermelho” para mais detalhes).

Então, não somos naturalmente “ligados” (oi Dick!) para matar uns aos outros. Mas podemos enfrentar situações onde matar alguém é um imperativo. Quando o nego na tua frente ta te apontando uma arma, e tu sabe que ele também foi treinado prá te matar, tu vai fazer todo o possível para matar ele primeiro. Ou talvez tu deixe ele te acertar. Se um maluco entra na tua casa e aponta uma arma pra tua filha, eu não apenas acharia normal que tu reagisse e matasse o filho da puta. Eu – esperaria – que tu fizesse isso. Mas existem, ainda assim, consequências psicológicas. O Grosmann aponta para as fases dessas consequências no esquema Kubler-Ross – e explora como antecipar estas consequencias já no treinamento militar, por exemplo. Civis expostos a traumas de legítima-defesa, por exemplo, via de regra passariam por um trauma mais forte – assim como soldados mal treinados.

O que isso tem a ver com a operação para pegar Osama?

Um monte.

Estou, francamente, um tanto surpreso com a histeria com a qual a morte do Osama foi recebida nos circulos legalistas. Já vi gente chamando de agressão à soberania paquistanesa – o que, francamente, é respondido com a lembrança amiga e faceira de que os Estados Unidos mantém bases no Paquistão e passam aviões pelo território soberano Paquistanês todos os dias, inclusive em operações militares de elite-, já vi gente dizendo que de verdade esses soldados cometeram um assassinato ao atirar em um indivíduo desarmado (principal problema, parece, é esse) e, ato contínuo, gente criticando o presidente dos estados unidos por autorizar uma kill-mission.

Não vou nem perder muito tempo com teorias de nego dizendo que 1) Osama não morreu; 2) Osama morreu faz tempo; 3) Osama nunca existiu. Para os efeitos desse post, eu peço que quem acredita em 1,2 e 3 considere que estou falando de uma situação hipotética onde um presidente hipotético de um país hipotético (1) mandou um monte de mariner matar um sujeito que havia admitido e sido visto dando um saudoso abraço nos caras que tinham enfiado uns aviões nuns prédios do país administrado pelo presidente do país (1). Ok, amgs? Valeu.

Pois bem, para as teorizações sobre a legalidade da operação:

Osama era um criminoso comum? Eu entendo tu dizer que um criminoso comum precisa estar com a arma na mão e decididamente na pilha de matar antes de tu meter uma bala na cabeça dele. Entendo mesmo. Acho extremamente válido. Inclusive, acho meio complicado defender o contrário. No entanto, Osama não era um criminoso comum em uma batida da polícia em uma boca do tráfico. Osama era o líder de uma operação, que tinha sido pego em vídeo declarando guerra aos Estados Unidos – portanto, tinha se colocado em uma posição onde era lícito não presumir que ele tinha quaisquer intenções de se render.

O Osama não precisava estar armado até os dentes, escondido atrás de um camelo, dando tiro nos milicos, para justificar resposta letal. A única circunstância na qual Osama teria dado motivo para cessar o fogo era ele sair com as duas mãos para cima dizendo PAREM DE DAR TIRO. O que temos, nas narrativas sobre a missão, é algo bem diferente. Temos pelo menos dois indivíduos atirando contra os Mariners e, até onde consta, Osama em uma posição onde ele não fez qualquer gesto de rendição. Do ponto de vista militar, a resposta adequada, mais, a resposta obrigatória, para evitar perda de pessoal, é responder de forma letal. Equipes de elite tem treinamento para atirar para matar, matar rápido e matar o alvo. A razão para isso é Teoria dos Jogos pura: tu mimiza a tua perda e maximiza a perda do inimigo.

Osama era um alvo legítimo de um grupo de elite norte-americano? Macaco gosta de banana? O Chomsky, do alto da demência senil que caracteriza a produção acadêmica dele desde, well, sempre,  escreveu um lance aí dizendo que os crimes do Osama são menores que os crimes do Bush e que o governo atual deveria estar preocupado em zzzzzz (desculpa, não dá). Bom, vamos admitir que Bush cometeu crimes de guerra. Ok. Cometeu. Vários. Todo chefe de estado que já chefiou uma missão militar cometeu crimes de guerra. Como disse o grande McNamara, se o outro lado tivesse ganho a segunda guerra todos os generais e chefes de estados europeus e norte americanos teriam encarado El Paredon. Mas aí que tá. O Bush é um chefe de Estado. O Osama é um símbolo de uma determinada corrente de uma derterminada coisa que eu me recuso a chamar de religião (e não estou dizendo que Muçulmanos não tem uma religião, estou dizendo que Osama não era Muçulmano). O Obama acertou na mosca: Osama não era um Muçulmano, ele era alguém que matou e explorou, mais que qualquer outra população, a população Muçulmana dos países onde ele enfiou a sua gangue.

Mas ele também operou um ataque unilateral ou, sendo um pouco gentil com os anti-imperialistas, totalmente desproporcional, em territorio norte-americano. Esse ataque torna, automaticamente, o Osama um alvo ambulante para o governo norte-americano. E um alvo legítimo. Uma vez que o presidente tem inteligência suficiente para saber onde está o alvo e diferentes hipóteses de como acertar o alvo, qual alternativa ele tem?

1) Cagotear – Pode ser que sim, pode ser que não. Vai rolar incomodação. Melhor não, hein.

2) Larga uma bomba nessa merda e odelay!

3) Manta um kill team e vamo passar o pente nesse esconderijo (minha tradução tupi para hideout, do inglês, raidiauti).

Obama, e mais dez pessoas dentro do governo, teriam optado por 3, numa decisão do negão. O 3, nesse sentido, entra dentro do território paquistanes com um grupo de Mariners, enfia o grupo de mariners dentro do esconderijo, acerta o alvo, passa o pente, pega o corpo, enfia todo mundo dentro do helicóptero e tchau nego.

Mais uma vez, a violação da soberania paquistanesa é um argumento RETÓRICO, o governo paquistanês vai fingir que tá reclamando – para não parecer bundão – e o governo americano vai olhar pro outro lado e fingir que não é com eles. Fim. Aviões militares entram em território soberano paquistanes e acertam míssel em montanha TODOS OS DIAS, ninguém liga pro escritório do presidente pedindo autorização prá cada tiro. È rotina. E tá acertado.

Autorizar uma kill mission aqui parece ser a decisão que minimiza mais a própria perda (morte de civis como alvo colateral, por exemplo, e um bombardeio) e adiciona em ganho (inteligencia obtida no local do esconderijo). It’s a (2,2). Ou, em outras palavras, uma estratégia dominante.

Questionar aqui a lógica da guerra teria que passar por um questionamento das motivações que levam alguém para uma guerra. Por isso que comecei com aquele livrinho. O lance aqui é o seguinte: a intervenção no Iraque foi um ato de agressão imbecil e sem justificativa. Os Estados Unidos não tinham sido provocados por nenhuma ação no Iraque. A operação no Afeganistão havia perdido o sentido, faz muito tempo. Tanques americanos presos em um atoleiro sem fim, soldados entediados fazendo merda contra a população local e nenhum resultado relevante. Nessa decisão, o Obama lembrou a justificativa para toda a questão: estamos enviando pessoas para matar porque fomos provocados, ou melhor, fomos mortos primeiro. A retribuição era proporcional ao ato de guerra declarada pelo Osama e o esforço de guerra subsequente, por parte do governo norte-americano. Claro, o esforço de guerra foi totalmente equivocado na medida que os republicanos resolveram ir buscar os próprios interesses deles na região – contribuindo ainda mais para a imagem negativa dos Estados Unidos.

A discussão sobre a natureza humana, aqui, toma um lugar secundário para o pragmatismo da questão de fato. Temos uma situação aqui que não é uma circunstância hipotética na qual tu aplica princípios, ao contrário, temos uma situação de fato que pede uma justificativa para uma reação. Mas essa luta é a história do gênero humano. A gente tá sempre em guerra.

Comments
11 Responses to “Sobre matar”
  1. gabrieldivan disse:

    Tem razao, a galera NAO VAI gostar do post.

    Preliminarmente: TAGS: ‘matar’, ‘guerra’ , ‘Osama’ (genio)

    Nao discordo de ti quanto a questao da situacao (‘jogo’) de guerra, uma vez que, mesmo sendo e querendo ser PACIFISTA, debocho completamente da categoria “crimes de guerra” (estuprar pessoas num vilarejo invadido e/ou queimar casas por bel-prazer se tratam de crimes de QUALQUER forma e nada te a ver com guerra. O que critico sao aquelas regrinhas estupidas tipo “nao atirar em paraquedistas” e coisas assim. Nao queria mater ninguem, mas prefiro matar um cara que VAI querer me matar do que ele conseguir realizar seu intuito….).

    O grande problema que visualizo (e a promiscuidade EUA-Paquistao tem mesmo que ser levada em conta: estranho os pakis se sentirem usurpados, AGORA) esta no fato de que “a maior democracia do mundo” numa legitima CRUZADA contemporanea (se me chamar de Chomsky por isso, corto relacoes) teve, na palavra de seu lider maior ORGULHO de ter entrado numa baia escrota no meio de um deserto e fuzilado a pleura de um cara desarmado (em que pese outros ali estavam bombando chumbo) e dizer que com isso a “justica foi feita”.

    Vindo de um cara que foi eleito com base em discursos cool-black-eyed-peas-flashmob-fofura e que ganhou esses tempos o Nobel da PAZ, fica bizarro.

    Cada vez mais provado que na discussao com Mox e Binato no inicio do ano (o episodio que entrou para a historia como “O APOCALIPSE NA VASCO”) eu tinha razao: american way of war, com todos seus MOTIVOS na veia. Obama = todos que comandam essa grande nacao. Um pouco mais MUDERNO, mas igual.

    A discussao em torno dessa (im)possibilidade de ‘realizar’ a ‘justica’ esta colocada de modo interessante no ultimo livro do Timm, em que estamos nos detendo bastante nas suas aulas (enfocando uma cruza interessante de Benjamin com o Derrida no Curso na Cardozo Law).

  2. Ta, vamos por partes.

    Acho que ninguém ouviu o Obama durante as eleições. Sério. Ele sempre defendeu esse tipo de postura, em debate com a Clinton ainda durante as primárias, ele disse com todas as letras que entraria dentro do paquistão para dar um tiro na fuça do Osama. Esse discurso “cool” de hope and change e o cazzo era pro publico externo, dentro dos debates, nas propostas, nos planos, o Obama sempre foi claro sobre as prioridades dele.

    Essa coisa da comemoração dos gringos, acho outra coisa bizarra a reação NEGATIVA de todo mundo. Mas é lógico que haveria uma manifestação expontânea. Fazem dez anos que ninguém tem notícias boas sobre essa guerra. Por mais que o Osama importasse pouco, já tivesse feito todo o pior que ele ia fazer, e o cazzo, prá muita gente a morte dele marca, ao menos, o início do fim dessa patota toda. Não vejo como achar algo demais nisso. Eu teria ido para a rua se eu tivesse em Washington ou Nova Iorque? Não sei. Talvez. Até pelo momento histórico de uma mobilização daquele tipo. Certamente não ficaria em casa rezando o rosário pela morte do Osama.

    Eu conheço o texto do Derrida ao qual tu te refere. A gente fez um grupo de estudo desse texto, eu o Walter e o Fabião. Voltei a ler o texto umas três ou quatro vezes desde então e cada vez estou mais convencido que não tem muito o que fazer ali. Se vamos entender justica como essa discussao holista, quase impenetravel, do Derrida, entao vamos largar tudo de mão e ir fazer, sei lá, poesia concretista. O Derrida ao menos admite o totalitarismo da opção do Benjamin, que certamente substituiria um horror por outro. Mas voltando para a vaca fria: tem que estabelecer aqui uma diferença entre essa distinção de Justiça e Justificável – quando tu tá lidando com práticas, tu vai lidar com um esvaziamento da discussão holista diante da necessidade de lidar com procedimentos.

    Para mim a questão é se fosse o Derrida ali sentado no lugar do Obama, o que ele faria? Desconstruiria a integridade das sentencas assertivas que indicavam a localizacao do alvo? Chamaria a galera para fazer uma exposicao de arte? Convidaria todo mundo pra sentar numa mesa e conversar e SUPERAR as diferenças? Daria um tiro na perna e nao no meio do olho do Bin-Laden, com isso arriscando a integridade das tropas em solo estrangeiro?

    Ou daria um tiro no meio da fuça, mas diria para a nação que sente muito que isso tinha sido necessário e pediria um minuto de silêncio aí.

    Alguma dessas hipóteses é melhor, mais justa, mais JUSTIFICAVEL? A questão é de pragmatismo político, não de uma discussão abstrata dos TERMOS da justiça (até porque, da minha parte, penso que essa discussão não faz o menor sentido se pretendemos colaborar com algo além da crítica literária).

  3. Pedro disse:

    Uma comentário ignorante (já que nao entendo lhufas das filosofia discutida pelo Divan e Fabs): guerras há; ser contra guerras é como ser contra a chuva em dias de casamento. Nao há muito que se possa fazer, salvo planejar (diplomacia) e improvisar (mais diplomacia).

    O que me parece é que, apesar das infinitas mudancas nos mais variados campos da experiência humana, em geral, e do direito, em especial, ainda se quer que o direito internacional (que regula as situacoes de guerra) seja o do século passado (quica retrasado).
    Nas guerras do passado havia um inimigo claro, imediato e identificado (ou identificável). Agora, nessa soi-disant ‘guerra ao terror’ tudo fica cinza. O inimigo – o outro lado – deixa de ter rosto (ou armadura) identifcável e passa a ser um ente com existência autônoma aos indivíduos que o compoem.
    Por isso, acredito, essa “raiva”, “discordância”, “reclamacao”, ou seja qual nome for dado, com a morte do Osama. Ele nao estava do outro lado, de arma na mao, vestindo roupa camuflada, dando tiro nos soldados americanos. Ele nao estava em uma guerra declarada, com relacoes diplomáticas cortadas, com observância mínima dos tratados internacionais. Nada disso. Ele era um “pacato” cidadao que vivia a sua vida (e, a acreditar nos relatos) planejava como matar mais algumas dezenas de milhares de pessoas, sim, inocentes.
    Como matar um sujeito desses com a justificativa de ser uma “guerra”? O Fabs respondeu acima: pragmatismo político. Eu acrescentaria: o ‘conceito’ de guerra mudou/evoluiu.

    O pior é que nem se trata de uma “guerra justa” da tradicao crista, depois assimilada pelo Schmitt, já que o(s) objetiv0(s) desta guerra ao terror nao é(sao) muito claro(s), mas se quer tao-somente se defender de um possível ataque futuro. Enfim… Isso me fez lembrar de uma entrevista antiga do Popper para a ‘Der Spiegel’ com o sugestivo título de: travar guerras pela paz. Vou lá reler…

  4. Paulo disse:

    Depois de tudo isso descobri que sou um assassino. Fui treinado para MATAR!!!!!!!!!!!!!!!!!

  5. Pedro disse:

    Um pequeno off-topic.
    Tenho acompanhado pelo blog do Leiter, mas queria saber de quem está mais perto.
    Como estao as coisas com aquela foreword da Synthese? Alguém fala alguma coisa, além do Leiter e dos blogs que ele linka?
    E aquelas barbaridades da CUNY? Alguma repercussao?!

  6. Irineu disse:

    O teu texto (ao menos no início) até é bom. Deprimente é essa tua tentativa de aliviar o tom pretensamente intelectual usando expressões pré-adolescentes como “nego” e alusões “engraçadinhas” como aquela a Chapeuzinho Vermelho. Me desestimulou a ler o resto.

  7. “tom pretensamente intelectual”

    OKAY ENTAO.

    Velho, é só um blog.

  8. E chapéuzinho vermelho não foi uma tentativa de ser engraçadinho.

  9. Whatever disse:

    Tem que ver que o cara é o dono do blog. Além de ser “só um blog”, é só um blog dele. Expressão livre, man!

    E ele é um intelectual, lê o conceito no “amansa”. Se é competente, se é arrogante, se é adolescente, enfim, indifere. Qual é o problema de o cara parecer ser quem ele é?

    Eu, por exemplo, sou sensível!

  10. Whatever = urublue = urublue depressivo. Comentou já em 2009. Oi de novo!

  11. Whatever disse:

    Pois é, te ler é produtivo; comentar, se não for pra debater o assunto do post, talvez seja sinal de falta do que fazer, né? Desde há muito este mal me acomete, como tu percebeu.

    Eu deixo sempre o mesmo endereço fake de e-mail porque acho justo que, apesar da minha criatividade com nomes, tu tenha noção da movimentação no teu – todo teu – blog. Claro, não o suficiente pra que tu saiba quem eu sou (e eu não sou ninguém pra ti, acredite), mas pelo menos pra saber que mais uma pessoa desconhecida te acompanha desde… há muito.

    Oi de novo, Fabs!

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