Retomando o distropia

Terminei o livro do Harris, que eu tava live-requoting (hehe) nesse blog, e fiz uma pequena resenha lá no Distropia.

Quando vemos um bebê sendo jogado contra a parede e dizemos “matar bebês conscientes jogando eles contra a parede é errado” penso que tratamos essa afirmação como algo do tipo 2+2=4, e certamente deixaríamos de gostar ou de nos relacionar com alguém que falasse “na real, acho massa jogar bebês conscientes contra a parede até eles morrerem”. No entanto, existe um certo recuo quando a coisa é ampliada. Se uma conhecida sofre mutilação forçada, sentimos ódio e falamos que a pessoa que provocou a mutilação é terrível e merece ser punida (com boas razões para isso!), mas, quando a mutilação forçada é de milhares ou milhões de meninas menores de idade, existe um recuo: é algo cultural.

O argumento realista aqui entra com o pé na porta: não, não é cultural. É moralmente retardado e absurdo. E as razões para isso estão no nosso cérebro, na nossa fisiologia. Podemos concluir fatos sobre a moral a partir da nossa estrutura fisiológica, uma abordagem científica sobre nossa fisiologia nos dá argumentos morais.

Chega lá.

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